Nicole Davis;
25 de janeiro, domingo.
Dando por encerrado os pequenos afazeres dentro da cozinha, respirei fundo e direcionei os meus passos até a porta principal do apartamento, onde Alisson esperava de braços cruzados pela presença de alguém. A fitando de cima a abaixo, neguei toda a cena com um leve sorriso no canto dos lábios e lhe cedi as costas ao voltar para a sala. Ela havia se tornado parte da família, era de casa, podia simplesmente entrar.
- Amarrou a educação em que lugar hoje? - aderindo toda a intimidade que possuía com a melhor amiga, ela logo me perguntou, mas não demonstrei muito interesse em suas palavras, não me importava com nada - Credo, quanta grosseria.
- O apartamento tem se tornado mais de vocês do que meu, quer que eu diga mais o que? - tendo toda a razão disponível do meu lado, ela apenas sorriu ao erguer as mãos em sinal de defesa. Aquele era o fim de uma discussão que nem mesmo teve o seu início, eu havia vencido a guerra antes da declaração de batalha.
- Rivera?! - não se dando o trabalho de caminhar por mais alguns poucos passos, a filha da mãe aoenas gritou em alto e bom tom. Pude sentir meus ouvidos implorarem por silêncio no segundo seguinte, não estava esperando nada parecido.
- Comprou meu ouvido pra você Valentin? - ainda sentindo o eco de sua voz, questionei em tom nada divertido e com cara de poucos. Ela levou a mão até a nuca e sorriu timidamente, algo novo de se ver, a não ser que estivéssemos na presenca das minhas mães.
- Não liga pra ela Ali, está apenas tirando com a sua cara - surgindo do nada, livrou a amiga enquanto se deixava cair sobre mim - O que já falamos sobre oprimir os idiotas dos meus amigos?
- Se não fossem idiotas, não haveria necessidade de uma opressão. Não é difícil agir feito uma pessoa descente, basta não ter o desejo de aparecer - não era uma indireta, mas serviu para deixar Alison de cara fechada.
- Caso não tenham notado, ainda estou aqui. Palhaças - novamente cruzando os braços, vi um bico engraçado se formar nos seus lábios. Naquela idade e ainda fazendo birra, parecia minha namorada quando se via contrariada. Não ato eram tão grudadas uma na outra, tão amigas. Ao fim da história, elas se completavam, dividiam um mesmo pensamento. Duas crianças.
- Para de drama e vamos logo, não quero que ele consiga desculpas para nos dispensar outra vez - deixando um simples selinho em meus lábios, advertiu enquanto já arrastava a amiga para a saída. Estavam se referindo ao Felipe, não existia outra pessoa senão ele. Aquele clima de dúvida e suspense permanecia forte e intenso, e apesar dos riscos, as duas detetives estavam determinadas a tirar toda aquela história a limpo.
- Tentem não se machucar, e claro, tentem também não machucar terceiros durante esses flagras tão estranhos que tentam buscar - as acompanhando até o elevador, lembrei os problemas por trás de tanta insistência mal planejada. Estavam invadindo a privacidade do rapaz, mas pouco se importavam com a minha opinião - Precisando de mim, pode me ligar a qualquer momento, Ayla.
- Não deve ser algo necessário, e não se esqueça de nos encontrar na sorveteria depois de uma hora da tarde, tudo bem? - apenas assenti ao observar a porta do elevador se fechando, pois o combinado já havia sido firmado pouco antes da chegada de Alisson. Passaríamos a tarde junto daqueles que tínhamos como nossos amigos, havíamos chamado todos os três em uma mesma ocasião. Era um modo divertido de deixar o passado se distanciar, de fazer o necessário para livrar a mente da situações que nos pegam de surpresa.
De volta ao meu sofá, pensei duas vezes antes de ligar a TV, respirei fundo por vezes ainda mais longas e me decidi por ficar apenas no celular mesmo.
As notícias sobre o ocorrido com o promotor Batista ainda corriam todos os meios de divulgação, ainda tentavam encontrar o culpado por trás de tamanho caos causado.
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𝗠𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗜𝗿𝗺𝗮̃ 𝗠𝗮𝗶𝘀 𝗩𝗲𝗹𝗵𝗮 - 𝒻𝒾𝓁𝒽𝒶 𝒹𝒶 𝓂𝒾𝓃𝒽𝒶 𝓂𝒶̃𝑒
Random🔞 𝐀𝐲𝐥𝐚 𝐯𝐢𝐯𝐢𝐚 𝐮𝐦𝐚 𝐯𝐢𝐝𝐚 𝐭𝐫𝐚𝐧𝐪𝐮𝐢𝐥𝐚 𝐞 𝐜𝐨𝐦 𝐚 𝐧𝐨𝐫𝐦𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐞 𝐬𝐞𝐦𝐩𝐫𝐞. 𝐌𝐚𝐬 𝐭𝐮𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐦𝐞𝐜̧𝐚 𝐚 𝐬𝐨𝐟𝐫𝐞𝐫 𝐮𝐦𝐚 𝐢𝐧𝐞𝐬𝐩𝐞𝐫𝐚𝐝𝐚 𝐫𝐞𝐯𝐢𝐫𝐚𝐯𝐨𝐥𝐭𝐚 𝐪𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐚 𝐟𝐢𝐥𝐡𝐚 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐯�...
