Ayla Rivera;
7 de fevereiro, sábado.
A semana havia voado, passado como vento sobre nossas cabeças. Mal dava para acreditar que hoje já era o retorno de mamãe ao hospital, mas ali estava a data determinada. Uma pena não ter aproveitado tudo o que esperava durante esse seu pequeno tempo longe do jaleco branco.
Situações complicadas pareciam estar se tornando um marco em minha vida, nem achava mais tão estranho certos acontecimentos. Nada mais me surpreendia, nem mesmo o saber de que haviam descartado aquele filho da puta do Régis Alone como o principal suspeito por trás do assassinato do Deniel. Na verdade, se estava entendendo tudo como deveria, já estavam descartando até o fato de ele ter sido realmente assassinado. Era um absurdo atrás do outro, provas inexistentes surgindo até dos esgotos. Independente de quem estivesse atrás de tal investigação, se tornava óbvio que estavam recebendo um valor caridoso para inverter toda a história. Porém, não precisava ser um experte no assunto para notar as falhas, para entender que os fundamentos não eram fortes o suficiente. Ao menos não tão fortes quanto aqueles que nos levavam direto ao culpado do crime passível de condenação imediata.
Régis Alone não podia sair impune de algo tão grave, não era justo com a memória do Deniel, não era justo com todo o esforço jogado fora por parte da delegada Rivera. Sem pensar duas vezes, patamares maiores do que o seu lhe tiraram toda a voz diante daquele maldito caso.
Em alguns países, era incrível como o dinheiro sempre gritava mais alto do que a justiça rígida e dona de si. O valor de uma cédula era mesmo muito maior do que uma simples vida humana. Afinal, dependendo da situação, era mais fácil ser preso por um avanço ao sinal vermelho do que por jogar o carro em cima de alguém.
Me sentia indignada com tudo o que vinha acontecendo, insatisfeita com as ações feitas e apresentadas ao público como as únicas corretas. Não estava mais conseguindo me calar diante tanta calúnia, não suportava lembrar do homem que o Deniel foi, e ainda ser obrigada a ver como pouco se importavam com os motivos por trás de sua partida. Havia me decidido por algo que causaria sempre a revolta do grande poder, mas era pra isso que passei dias frente ao computador apenas obtendo conhecimento.
Amizades online possuíam o seu valor, e por elas, havia conhecido inúmeros meios de obter o que era do meu desejo apenas com alguns teclados em meu notebook. Havia mesmo valido muito a pena aqueles momentos trocados com pessoas do outro lado do continente, gênios da tecnologia.
Para ir contra tudo o que era especulado e mostrado pela mídia a favor de suas fontes públicas como os policiais que tomaram o lugar da minha mãe em todo o percurso de investigação, fui obrigada a criar um canal anônimo de divulgação, onde os assuntos tratados não se resumiam apenas ao ocorrido com o homem que servia de exemplo para o que eu desejava me tornar no futuro. Mais do que apenas trazer justiça para a sua memória, queria garantir que os pratos sobre aquela mesa se manteriam limpos dali para frente. Possuía os meios para isso e muito mais, bastava apenas pedir o apoio das pessoas certas. O primeiro passo já havia sido dado, não podiam chegar até mim se não fosse esse o meu desejo. O bloqueio utilizado era perfeito, apenas quem me ensinou a usá-lo podia me descobrir. No entanto, estava ciente de que não precisava me preocupar com isso. Ele não pertencia a cidadania brasileira, e também não era alguém que se considerasse um fã da lei empregada em meu país. Dividíamos a mesma opinião em diversos assuntos, inclusive neste. Contava a todo momento com a sua ajuda, com os seus conselhos de como prosseguir com aquela importante e proibida tarefa, de quais pontos abordar em determinados momentos, de como atrair o público geral. Ele era mesmo o melhor, um tutor incrível.
Quando tudo se encontrava dentro dos parâmetros necessários para o clique final no teclado do computador, me desculpei inúmeras vezes com o saber da enorme reprovação vinda da minha mãe e finalizei a primeira postagem do anonimato que prometia manter as informações corretas à frente das falsificações apresentadas pelos canais de tv e tudo o que se intitulava como mídia nacional. Há dois dias atrás, o inimigo virtual da nova promotoria surgia.
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𝗠𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗜𝗿𝗺𝗮̃ 𝗠𝗮𝗶𝘀 𝗩𝗲𝗹𝗵𝗮 - 𝒻𝒾𝓁𝒽𝒶 𝒹𝒶 𝓂𝒾𝓃𝒽𝒶 𝓂𝒶̃𝑒
Random🔞 𝐀𝐲𝐥𝐚 𝐯𝐢𝐯𝐢𝐚 𝐮𝐦𝐚 𝐯𝐢𝐝𝐚 𝐭𝐫𝐚𝐧𝐪𝐮𝐢𝐥𝐚 𝐞 𝐜𝐨𝐦 𝐚 𝐧𝐨𝐫𝐦𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐞 𝐬𝐞𝐦𝐩𝐫𝐞. 𝐌𝐚𝐬 𝐭𝐮𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐦𝐞𝐜̧𝐚 𝐚 𝐬𝐨𝐟𝐫𝐞𝐫 𝐮𝐦𝐚 𝐢𝐧𝐞𝐬𝐩𝐞𝐫𝐚𝐝𝐚 𝐫𝐞𝐯𝐢𝐫𝐚𝐯𝐨𝐥𝐭𝐚 𝐪𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐚 𝐟𝐢𝐥𝐡𝐚 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐯�...
