» Ayla Rivera;
- 27 de dezembro, sábado.
Sendo desperta pela claridade solar que invadia o meu quarto pela pequena fresta deixada pela cortina, me xinguei mentalmente por não tê-la fechado decentemente na noite passada. Então respirei fundo, observei o branco do teto por alguns minutos e finalmente me levantei para poder dar início a mais esse dia no mês.
Estando tão perto do fim do ano, tudo o que se passava pela mente de todos os meus colegas e amigos era a tão esperada virada do ano. Eles estavam tão animados para as festas aos arredores do estado, que em alguns momentos me perguntava se aquele era realmente o meu grupo. Não estava com a mesma animação que os demais, ao menos não com toda aquela euforia.
Não sendo nenhuma novidade, me ausentar da badalação oferecida pela nossa cidade não era uma opção que estivesse ao meu alcance, pois Ali já havia se adiantado e deixado claro que iríamos todos juntos. E com todos, ela se referia a mim e ao irmão, como em todas as vezes antes desta. Nada mudava, nem mesmo a união do nosso trio.
Era e é muito fácil montar uma extensa roda de pessoas conhecidas que se dizem suas amigas. Mas dar vida a essa mesma roda apenas com amigos verdadeiros, não é apenas difícil, mas sim completamente impossível.
Em doze anos adquirindo conhecimentos sobre a vida, posso dizer que não possuo amizades tão sólidas quanto a que é compartilhada junto dos irmãos Valentin. Desde a infância sempre estivemos ali uns pelos outros, nada mudou até os dias de hoje. Nos tornamos um exemplo, o trio que muitos invejam para o bem ou para o mal, mas isso não importa.
— No que tanto pensa? – deixando de fitar o meu reflexo no espelho, me virei para encontrá-la encostada no batente da porta apenas me observando. Nem sabia a quanto tempo estava ali, mas sorri ao ser tragada de volta a minha realidade.
— Em como sou incapaz de vencer qualquer discussão com as nossas mães ou com os meus amigos – deixando o quarto para descer ao térreo do seu lado, comentei em um longo suspiro – É muito injusto isso.
— Já tentou não ceder nenhuma resposta em um momento de pressão? – sorriu ao pendurar o braço em meus ombros – Assim eles perdem a vantagem, pois você ganha tempo para ter certeza do que dizer.
— É uma boa tática para usar com o Lipe e a Ali, mas sabemos que não tem como fazer isso com as nossas mães. Então qual a dica.
— Só aceita que perdeu, porque quando elas se unem não tem jeito – bagunçando os meus fios, observou o modo como ambas as mulheres naquela mesa nos cederam a atenção, da mesma forma em que foi feito pelo tio Davis. Havíamos descido para o café – Bom dia á todos.
— Sabe que isso não é uma dica, não sabe? – me sentando na cadeira ao seu lado, sorri para os olhares depositados sobre a gente – Bom dia.
— Se tiver uma ideia melhor, por favor, não esquece de compartilhar comigo. Tenho precisado muito, principalmente nos últimos dias – servindo o seu copo e o meu, expôs toda ironia sem nem mesmo pensar. Era mesmo uma grande idiota na maioria das vezes, não havia como negar essa verdade.
— Devo dizer o quanto é bom ver vocês agirem como boas amigas outra vez? – fazendo menção a uma época que não sou capaz de me lembrar, mamãe fez companhia a Nicole com sua ironia.
— Elas não se lembram, Lissa. Se esqueceu de que essa criança aqui possuía apenas três anos de idade? – fazendo um comentário sensato, tio Davis sorriu ao ver ambas as mais velhas assentirem. Pois no fim, eles estavam sempre seguindo por uma mesma linha de raciocínio. Mas esse não era o meu assunto.
— Mãe, a sra acha que aquele cara pode mesmo conseguir um novo julgamento depois de tantas alegações por parte dos advogados de defesa? – abordando uma dúvida muito importante pra mim, vi mamãe revirar os olhos e dona Alícia sorrir com a minha questão.
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𝗠𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗜𝗿𝗺𝗮̃ 𝗠𝗮𝗶𝘀 𝗩𝗲𝗹𝗵𝗮 - 𝒻𝒾𝓁𝒽𝒶 𝒹𝒶 𝓂𝒾𝓃𝒽𝒶 𝓂𝒶̃𝑒
Acak🔞 𝐀𝐲𝐥𝐚 𝐯𝐢𝐯𝐢𝐚 𝐮𝐦𝐚 𝐯𝐢𝐝𝐚 𝐭𝐫𝐚𝐧𝐪𝐮𝐢𝐥𝐚 𝐞 𝐜𝐨𝐦 𝐚 𝐧𝐨𝐫𝐦𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐞 𝐬𝐞𝐦𝐩𝐫𝐞. 𝐌𝐚𝐬 𝐭𝐮𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐦𝐞𝐜̧𝐚 𝐚 𝐬𝐨𝐟𝐫𝐞𝐫 𝐮𝐦𝐚 𝐢𝐧𝐞𝐬𝐩𝐞𝐫𝐚𝐝𝐚 𝐫𝐞𝐯𝐢𝐫𝐚𝐯𝐨𝐥𝐭𝐚 𝐪𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐚 𝐟𝐢𝐥𝐡𝐚 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐯�...
