Alícia Rivera;
4 de março, quarta-feira.
Da mesma forma em que havia acontecido em todo o mês que se passou, desde o primeiro dia esse novo que se iniciava já demonstrava não haver nenhuma melhora. Totalmente ao contrário, os problemas só sabiam aumentar em momentos nem um pouco oportunos. Dores de cabeça me esperavam ao fim de cada dia, possuía essa certeza gritando dentro de mim a todo momento, e não havia nada que eu pudesse fazer para evitar.
Meus horários dentro da delegacia se tornavam cada vez mais desgastantes, estava presa em meu limite, lutando para ultrapassar aquela linha que parecia me puxar com uma força sobre humana em sua direção. A chegada do delegado Sanchez havia me desestruturado, e me custou ter que admitir isso para mim mesma. No entanto, ao fazer isso, conseguia abrir novos caminhos para um percurso tão complicado. Podia enfim buscar pelo equilíbrio que um dia fez do meu local de trabalho um hambiente acolhedor para os meus colegas de profissão, pois não estava mais me prendendo a poucos valores. Haviam tirado isso de mim.
Talvez fosse possível trilhar um novo caminho por percursos antigos, e apesar de tanto sentir, era isso o que eu buscava de volta para a minha vida. Precisava me reerguer, tomar de volta o comando que me pertencia. Pra isso, era necessário que minha imposição demonstrasse toda a força que eles sabiam habitar dentro mim, e com isso aquele homem sem honra não contava.
— Sra, ligaram pedindo por socorro na costa leste da cidade. Uma moça alegou estar sendo agredida pelo namorado, e outras três pessoas também ligaram passando o mesmo relato – havia terminado de passar pela entrada, não pude sequer pensar em seguir até minha sala. A insatisfação do rapaz a minha frente era gigantesca, parecia estar guardando toda uma revolta dentro de si.
— Já mandaram uma viatura para checar a ocorrência? – sendo o nosso protocolo mesmo em minha ausência, não pude deixar de fazer a simples questão.
— Ainda não, fomos impedidos – ao ouvir sua resposta, senti meu coração se acelerar e minha respiração se tornar ainda mais pesada. Aquilo havia me irritado, tirado todo o restante da minha paciência.
— Peça para que duas viaturas atendam o chamado imediatamente, e se for preciso, mandem me chamar. Estarei em minha sala resolvendo esse pequeno problema – recebendo o seu aceno positivo, observei os seus passos correrem para executar o que foi pedido, enquanto me direcionava para minha sala no minuto seguinte.
Alcançando a porta que estava fechada, respirei fundo antes de a abrir com a intenção de alguns minutos de descanso antes de tomar frente a ação que vinha martelando em minha mente desde o momento em que saí de casa. No entanto, ao ter uma clara visão do espaço que era destinado exclusivamente a mim, senti meu sangue ferver e meus olhos aderem em chamas. Só podia estar tirando uma com a minha cara, não existia uma explicação diferente para aquele afronta.
O meu autocontrole estava por um fio, e sem pensar duas vezes, adentrei a sala e ganhei toda a sua atenção ao deixar minha bolsa cair sobre a mesa sem o avisar. Suas mãos haviam sido atingidas, seu notebook fechado com brutalidade devido ao peso que era carregado por mim. Seu rapidamente me fuzilou, e sua respiração pesou quando o mesmo ficou de pé para poder me enfrentar. Mas nada sairia da forma em que pudesse estar passando por aquela mente pequena.
— Perdeu a noção dessa Rivera?! – seu tom era alto, e a porta aberta logo atrás de mim não demorou para arrecadar público para a cena apresentada. Mas as cartas do baralho não eram suas.
— Para você sr Romero, é DRa Rivera. Aprenda por favor – não perdendo o decoro, avisei em palavras simples ao lhe tirar de sua zona de conforto – E pelo que me parece, foi o seu juízo que passou longe. Afinal, o que pensa estar fazendo em minha sala?
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𝗠𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗜𝗿𝗺𝗮̃ 𝗠𝗮𝗶𝘀 𝗩𝗲𝗹𝗵𝗮 - 𝒻𝒾𝓁𝒽𝒶 𝒹𝒶 𝓂𝒾𝓃𝒽𝒶 𝓂𝒶̃𝑒
De Todo🔞 𝐀𝐲𝐥𝐚 𝐯𝐢𝐯𝐢𝐚 𝐮𝐦𝐚 𝐯𝐢𝐝𝐚 𝐭𝐫𝐚𝐧𝐪𝐮𝐢𝐥𝐚 𝐞 𝐜𝐨𝐦 𝐚 𝐧𝐨𝐫𝐦𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐝𝐞 𝐬𝐞𝐦𝐩𝐫𝐞. 𝐌𝐚𝐬 𝐭𝐮𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐦𝐞𝐜̧𝐚 𝐚 𝐬𝐨𝐟𝐫𝐞𝐫 𝐮𝐦𝐚 𝐢𝐧𝐞𝐬𝐩𝐞𝐫𝐚𝐝𝐚 𝐫𝐞𝐯𝐢𝐫𝐚𝐯𝐨𝐥𝐭𝐚 𝐪𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐚 𝐟𝐢𝐥𝐡𝐚 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐯�...
