『Você sabia?』

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A nova situação presente dentro da delegacia devia agradar, tudo corria exatamente para o lado que a delegada desejava. Mas diferente do que era esperado, Alícia não exibia os sorrisos que todos imaginavam ver durante o correr do dia. Algo a incomodava, ela sentia que alguma coisa não estava em seu devido lugar. Não conseguia identificar a fonte daquele problema, mas não podia se deixar abalar em um momento tão importante para o seu trabalho.

Os agentes envolvidos na "simples" operação se preparavam para a ação, enquanto em uma sala ao lado, o jovem hacker fazia a triangulação necessária para lhe ceder a exata posição de Ayla naquele momento. E quando a encontrou, o rapaz não podia dizer que se via surpreso. Afinal, ele sabia que naquele lugar a pequena Rivera conseguia pensar melhor. E para fazer o que tinha em mente, não existia uma melhor oferta de tranquilidade. A garota sabia das coisas, sabia o que errava fazendo, como se livrar de todos os que buscavam por sua prisão. Mas o que ela não contava como certo, era a aliança do seu tutor com sua mãe. Diego lamentava por isso, mas era algo que precisava ser feito.

— Já sabem o que fazer, não quero disparos a não ser que seja estritamente necessário – frente aos poucos agentes escolhidos para aquela tarefa, Alícia advertiu uma última vez antes de enfim deixar a delegacia com a localização do seu alvo em mãos. Estava perto de ceder um game over àquele jogo.

"O QUE ACONTECE AGORA QUE ESTÁ 'DEIXANDO DE EXISTIR'?

Nada aqui é uma questão de existência, jamais foi. Mesmo com o fim desse nosso meio de comunicação, espero que o movimento aqui formado não termine da mesma forma. Conto com cada um de vocês para continuarem a lutar pela justiça."

Focada apenas no que era apresentado pela tela do seu computador, Ayla só sabia responder cada uma das questões formada pelos seus espectadores. Havia programado todo aquele dia para isso, onde apresentaria a sua "aposentadoria", e se dedicaria a dialogar com aqueles que assim desejassem por mais algumas horas antes de enfim deletar aquela conta com todos os rastros emitidos por trás dela. Deletar tudo seria o seu feito ao início do anoitecer, ainda pensava assim até aquele momento.

"QUAIS AS CHANCES DE UM RETORNO QUANDO PARECER NECESSÁRIO?

Apesar de desejar justamente o oposto, por motivos muito profundos em meu ser, não existe essa chance. A razão que me levou a destruir essa passagem da história anual, é a mesma que me impede de regressar para essa tarefa outra vez. Diria com todas as letras sobre o que estou falando aqui, mas infelizmente não posso me entregar dessa forma. Peço que me compreendam neste momento tão único."

De todas as questões que a jovem Rivera se prontificou a responder, aquela foi a que mais lhe atingiu, uma das poucas que lhe davam a certeza de estar fazendo o certo daquela vez. Seus sentimentos por Nicole eram mais fortes do que o desejo de ser um farol para aquelas pessoas, sua relação possuía mais importância do que a queda de nomes como o do delegado geral, Juan Piquerez. E pensando nisso, Ayla só sabia sorrir para o horizonte ao buscar uma clara visão sobre o céu azul sobre sua cabeça. Mas estranhou como as nuvens rapidamente vinham cobrindo toda a claridade oferecida pelo sol, deixando evidente o fato de estar vindo chuva pela frente. Foi quando uma sutil brisa de ar soprou os seus cabelos lhe causando um estranho frio na espinha. O que aquilo podia significar? Ela se perguntou analisando todo o hambiente a sua volta.

Ainda buscando controlar a direção tomada pela sua desistência daquilo que moldou meio país, Ayla tentou ignorar a pesada sensação que a abatia naquele momento que dividia com pessoas que sequer conhecia. Estava bem quando tudo começou, por isso não conseguia compreender como a situação se virava para algo fora do seu conhecimento da mesma forma em que o dia ensolarado dava lugar ao clima chuvoso, fazendo parecer que alguém de bom coração havia acabado partir.

𝗠𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗜𝗿𝗺𝗮̃ 𝗠𝗮𝗶𝘀 𝗩𝗲𝗹𝗵𝗮 - 𝒻𝒾𝓁𝒽𝒶 𝒹𝒶 𝓂𝒾𝓃𝒽𝒶 𝓂𝒶̃𝑒Histórias para pegar e não largar. Descubra agora