capítulo 3

3.1K 269 23
                                        

Leonor

     Depois de uma entrevista chata e muito intrometida, ainda não acredito que tenho que fingir amar estar no meu país de origem. Eu odeio isso aqui eu prefiro morrer do que estar aqui. Na verdade só de estar pisando aqui me causa alergia. Odeio esse país, e não acredito que essa mulher ousou vir até minha apresentação. Ela nunca foi a nada, nunca veio em nenhuma merda de apresentação. O que ela acha que pode fazer em um momento Importante pra mim. É tudo conectado, ontem aquele lixo no meu quarto esse trio aparecendo para minha apresentação como se fossemos conhecidos. Vou mandar todo mundo a merda em um instante.

— Nem pense. — Ouço Nestha falar no meu ouvido. — cause uma polêmica no primeiro dia e dê adeus para suas maluquices antes da final.

   Puxo meu braço com força e encaro ela mais brava do que já estou. Ela é boa, é a rainha do gelo, ela é ótima. Ela é minha treinadora e foi minha mãe enquanto eu estava na escola e me ensinou a nata da nata da patinação. Ok! Mas foda-se! Não hoje. Não com ela aqui. Ela não tem esse direito de atrapalhar minha performance aparecendo como se eu fosse seu bebê. Não. Não mais.

— Não vou falar com ela. — Digo em russo.

— Vai falar com ela. Vai sorrir e vai levar ela para o camarim e vai conversar com ela e vamos para o jantar de abertura. Entendidas? — Nestha diz fria e apática me olhando mais do que só para mim.

   É uma extensão dela, a porra de uma molda dela. É isso que eu sou, e eu escolhi isso. Então tenho que dar crédito a ela por isso mas. Falar com eles está fora de questão.

— Nestha. — Digo em russo — não os suporto.

— É o acordo Leonor. — Ela diz mudando um mínimo sorriso reto apena com uma curva inútil do cantinho. — Sua mãe não denunciava o Gabriel por tráfico de menores e ela apareceria uma vez ou outra. Agora aceite e vá falar com ela.

   Ela diz me empurrando para longe dela, e já sem nenhuma dificuldade ela engata em outra conversa com meu preparador físico. Olho de longe, não acredito que está aqui. Não é possível. Olha para a cara da minha irmã, ela me quer em um caixão, pior ela quer meu cadáver em uma vala suja.

   Respiro fundo e caminho até ela. Não querendo falar com eles, mas pela mídia, pela merda da minha competição que eu venho treinado como uma escrava. Levanto o queixo e tento lembrar como deveria falar com a minha mãe. Educadamente? Não. Ela não merece.

    Estou próximo e paro em frente a ela. Não olho para o Michael e muito menos pra maldita Rika ao lado dele. Mas sinto seus olhos em mim.

— Ao que devo a honra senhora Fane? — digo olhando para os olhos dela. Essa mulher. Como pode, me descartar como se eu fosse a causa dos seus problemas?

    Ela engole seco, e segura minhas mãos e sorri.

— Você estava linda. Parecia uma fada.

— eu diria um demônio. — Rika disse com um riso.

— A intensão não era parecer uma fada, era para parecer uma vilã. E agradeço pelos seus olhos inteligente Erika pelo menos dessa vez eles viram o certo. Devemos abrir uma garrafa de vodka? — digo virando para ela com puro desdém e escárnio.

— Filha...— Christiane puxa minhas mãos — Você quer sair para jantar comigo, é que faz anos.

  Puxo minhas mãos e sinto ânsia de vômito, mas me obrigo a sorrir.

Corrupt: It was never meOnde histórias criam vida. Descubra agora