capítulo 8

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Michael

    Não fique sozinho com ela.

    Era minha única regra, pelo menos até eu fazer 19 e ela 15. Eu talvez tivesse mais autocontrole com ela se não tivesse visto ela com o Damon talvez. Mas após a noite fe três anos atrás eu recoloquei essa regra e por incrível que pareça nem precisei me esforçar já que ela fugiu. Foi uma semana agitada, foi um dia agitado eu diria.

   Primeiro a irmã do Kai foi para França.

   Depois o Damon desapareceu na noite do diabo sem sinal de vida até o dia seguinte.

   Por último, a Eleonor desapareceu da face da terra e só depois de duas semanas souberam onde ela estava. Na Rússia há um oceano de distância.

Porém cá estou eu, outra vez a única regra que fiz a mim mesmo e prometi seguir à risca, mas que havia acabado de quebrar.Denovo.

    Respirei profundamente, meus braços cruzados sobre o peito, enquanto observava o painel do elevador. Ninguém mais a conhecia. Não como eu. Eu sim, conhecia. Sabia o tanto que ela era uma boa garotinha, mas ao mesmo tempo uma praguinha desobediente. Eleonor Penelope Fane desempenhava seu papel muito bem até três anos atrás. A filha obediente e altruísta; a amável e adorável, um pequeno gênio no gelo ; e a bela e brilhante aluna da nossa crescente comunidade à beira-mar.        
  
     Todos a amavam talvez a Rika não. Ela achava que não significava nada para mim, que era invisível e sem valor. Ela queria tanto que eu abrisse meus olhos e prestasse atenção nela outra vez, mas não tinha percebido que já estava fazendo isso. Afinal eu ganhei ela de uma forma justa.

    Eu conhecia a violência que havia por baixo daquela brilhante perfeição, e disso eu não podia me esquecer. Por que caralho tive que subir até o quarto dela? Por que fiz questão de me assegurar de que ela estava bem? Estar tão perto dela me fez vacilar. Fez-me esquecer.

    Ela irrompeu pela porta do quarto, aposto que recebeu meu presente e embora assustada e corada, parecendo tão pequena e frágil, e meu instinto protetor imediatamente saltou fora.

    Sim, ela atuava muito bem, mas era uma medrosa. Não fique sozinho com ela. Não se não for para prender ela a você. Não se não quiser que ela seja sua agora, ultrapassando todos seus planos. Eleonor poderia esperar ela era paciente. Embora não tão paciente já que tinha um namorado. Tenho que dar um jeito nisso também.

— O que está fazendo aqui? — Ela disse emburrada e mau humorada.

— Você ameaçou meu pai. — Digo olhando para mais do que o rostinho dela.

   Eleonor tem mais coisa do pai do que a Rika, mas a altura é da mãe, e Rika pegou a altura do pai. Sendo assim Eleonor é mais baixa que a irmã, mas não é tanta diferença já que ainda sim, tem um corpo lindo moldado, e tem a mesma mania da irmã em não usar sutiã.

— Meus olhos estão na minha cara. — ela diz com as mãos na cintura — Não recebi meu dinheiro, então suponho que não vá me dar.

— Eu vou te dar porque você não tem nada com o que está havendo. Então como sou um cara legal. — Retiro o cartão do bolso — vou emprestar meu cartão para você, mas não é para gastar tudo. Porque tem a parte da Rika.

— Não. Quero meu dinheiro. — ela diz cruzando os braços acima dos seios o que só melhora minha visão.

— Não vai rolar. — digo irritado — Eu adoraria suportar suas manhas, porém não dá Eleonor. Então poderia não dificultar minha vida e ir paga Rússia?

Corrupt: It was never meOnde histórias criam vida. Descubra agora