Michael
Eu sempre soube que o lado sombrio da vida é como um abismo; uma vez que você olha para dentro, ele olha de volta para você. E eu, bem... Eu escolhi dançar na beira desse abismo.
Há algo inexplicável sobre a escuridão que nos atrai, nos hipnotiza e nos transforma. A mente humana é uma caixa de mistérios insondáveis, e a minha é um labirinto de sombras, um lugar que nem mesmo eu consigo mapear completamente.
Eu sempre acreditei na dualidade, na interseção da luz e da escuridão dentro de cada um de nós. Há momentos em que me pergunto se a escuridão em mim é apenas um reflexo daquela que se oculta em outros corações.
Leonor... O nome dela dança em meus pensamentos como um eco, trazendo à tona sentimentos que, por muito tempo, tentei enterrar no abismo das minhas próprias emoções. Ela é uma miragem de tudo o que desejei, desejo, quero e temo, uma paradoxal mistura de luz e sombra que me atormenta dia e noite.
Ela sempre foi minha, desde os primeiros meses de vida e eu espero a casa mês, ano e segundo mais próximo, meu momento de ter ela pra mim, ela era adorável quando bebe, uma coisa fofa quando tinha quatro anos e com o passar dos anos mais ainda. Ela ficou linda, ela é tão linda e maravilhosa é como uma estrelinha e simultaneamente, a causa da minha própria ruína. Perdi meus amigos no mesmo dia que ela desapareceu. Como caralhos uma garota de 14 anos consegue ir para Rússia em menos de vinte e quatro horas? Simples. Ela foi levada e ajudada. Ajuda é uma palavra forte ela foi recompensada.
A obsessão é uma força incontrolável, um vendaval que nos arrasta para lugares sombrios e perigosos. Como agora, Rika foi embora ontem e a mãe dela foi junto, como sempre tenho mais coisas pra fazer companhia para elas. Nem comecei a me vingar dela de verdade. Estou em um prédio na realidade eu aluguei esse prédio pela semana, é em frente ao quarto da Eleonor e ela tem a mesma mania de dormir on a cortina aberta. O que me deixa mais aliviado. Porque não quero colocar câmeras no espaço pessoal dela. Por mais que um filho da puta esteja se metendo nos meus planos.
Bebo o copo de whisky de uma vez só e me sento no sofá em frente a janela. Já são mais de meia noite para quem tem que acordar cedo ela está muito tempo no banheiro. Assim que penso ela sai, cabelos loiros molhados, não tão longos quanto os da Rika mas no meio das costas, ela está de roupão então suponho que tomou banho.
Falei muita coisa para o Damon e o Kai sobre perseguir as garotas e que isso era escroto mas olha só para o que eu estou fazendo? Isso, observando a garota. O que posso fazer, quando vi ela de perto ao vivo, eu fiquei por 15 minutos fora de mim e quis ficar sozinho com ela. Embora ela parecesse nervosa eu não liguei para porra nenhuma, pude sentir o coração dela pelo pulso, a respiração pesada e como ela não olhou nos meus olhos até o final. Ela ficou friamente diferente, mas ficou tão linda com raiva. Talvez não seja meu coração que anseia por ela, mas meu lado mais soturno quer tê-la para si de maneira possessiva, falta só alguns meses e eu vou buscar ela de verdade, espero que ela não ouse dormir com outro colega patinador. Se não ele vai ter problemas.
Não sou ciumento, eu deixaria ela andar por aí como ela quiser, se vestir como quiser, beber o quanto quiser, ir onde quer, eu mataria quem se meter com ele. Sem um minuto para pensar em uma segunda opção de punição. Leonor ficaria linda ao meu lado. Comigo, na minha cama, em qualquer lugar. Como ela estava brava comigo e eu nem sei porque eu deveria investigar porque ela estava tão brava comigo.
Ela está sentada na cama, com uma caixa em cima da cama, eu conheço aquela. Eu mandei, mando uma todos os anos todas as competições todos os dias de competições. Por que? Por que ela gosta de presentes, porque ela gosta de receber presentes em caixas vermelhas e douradas. Eu daria flores se ela não fosse tão fria em simplesmente deixar em um vaso e não olhar mais, gosto que ela lembre dos meus presentes. Por isso dou coisas que ela vai usar pensar ou lembrar.
As luvas são uma peça especial, um toque planejado e calculado. Conheço bem a roupa que ela usará no próximo dia de competição; sempre estudei cada detalhe, cada movimento dela. É uma espécie de dança, um jogo de xadrez, onde cada peça é meticulosamente posicionada para obter o resultado desejado.
Pegando o pequeno cartão da caixa, meus dedos deslizam sobre o papel delicado. Escrevi poucas palavras, mas carregadas de significados secretos, anseios e lembranças:
"Você sempre fica linda de vermelho. A cor lhe cai bem, gosto disso, claro que é um aviso para os desgraçados que se aproximarem demais. "
Eu sabia que o vermelho sempre foi a cor que melhor se encaixava nela. Dourado dela ela muito gostosa não gosto muito quando ela usa nas competições ela sempre ganha a plateia.
Mas o vermelho era dela. Principalmente quando misturava com preto, como vai ser o próximo dia. Era como se fosse um aviso silencioso que ela transmitia, um alerta para quem ousasse se aproximar muito: "Cuidado, estou sempre pronta para o confronto."
Aquela mensagem no cartão foi minha maneira de cutucar a ferida do passado e despertar suas emoções mais profundas. Queria que ela soubesse que eu a observava de perto, que conhecia seus gostos, suas escolhas e até mesmo a roupa que usaria no próximo dia de competição. Talvez até mais do que ela mesma sabia.
Não sou do tipo sutil ou delicado. A mensagem foi direta, uma provocação audaciosa, um lembrete constante de minha presença e influência. Alimentava meu lado mais sombrio ter o controle sutil sobre ela, mesmo à distância. Era como se, por meio daquelas caixas vermelhas, eu enviasse um aviso contínuo de meu desejo de tê-la ao meu lado.
Naquela noite, eu a observava do meu próprio esconderijo, imerso na penumbra. Seu olhar confuso ao ler a mensagem me dava satisfação. A incerteza no ar era exatamente o que eu pretendia provocar.
Entre sombras e sutilezas, eu continuava tecendo minha teia ao redor dela, mantendo-a no centro de meu alcance, esperando pelo momento em que nossos caminhos se cruzariam novamente. E mais cedo do que ela imaginava.
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A mensagem tinha um toque ácido, um lembrete inquietante de que alguém estava observando-a mais de perto do que ela imaginava. Ele sabia mais do que deveria. Leonor franziu o cenho, sentindo-se desconfortável com a presença onipresente de alguém tão obstinado e perturbador.
Ao recolher o conteúdo da caixa, seu olhar recaiu sobre as luvas perfeitamente alinhadas, um detalhe que a fez estremecer. Como ele sabia sobre a escolha de seu figurino para a próxima competição? Era como se Michael estivesse um passo à frente, antecipando-se aos seus movimentos, uma presença onipresente em sua vida.
Aquela mensagem... era um aviso, uma advertência disfarçada em um elogio. Uma estratégia para mexer com sua mente e com seu emocional. Aquilo era intrusivo, invasivo e ao mesmo tempo, estranhamente tentador.
Leonor sentiu um frio na espinha. O fato de ele conhecer seus hábitos e preferências a assustava. Ela sabia que deveria ignorar, que deveria se proteger daquilo. Mas, de alguma maneira, Michael estava se tornando uma presença inevitável em sua mente, um enigma que ela não conseguia resolver.
Ela fechou a caixa com força, afastando-a de si, como se quisesse se livrar daquelas intrusões inquietantes. Seu olhar vagou pela janela, perdido na escuridão da noite. Uma sensação de inquietação a tomou por completo. Michael parecia saber muito mais do que deveria. E, no fundo, havia algo dentro dela que desejava desvendar aquele mistério.
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Corrupt: It was never me
Fanfiction⚠️ Aviso ⚠️ * É um dark romance * Contém linguagem imprópria. * Gatilhos como, drogas, agressão, estupro, etc. * É para maior de dezoito anos. (o Preto) * É apológico a religião. * A cidade é fictícia, tudo é fictício. * Devil's night.(Mas não tem n...
