Capítulo 2

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Michael

       A primeira vez que vi a pequena Eleonor, frágil e completamente fascinada por mim, foi como se tudo estivesse no lugar certo. Eu tinha apenas cinco anos naquela época.

     Já havia aceitado que meu pai "dara" Rika para Trevor, mas ainda estava ressentido. Não queria perder algo que eu gostava, então quando Christiane Fane engravidou dois anos após Rika, pedi até mesmo de presente de Natal que fosse uma menina, porque ela seria minha. E lá estava ela, a adorável e pequena Eleonor. Eu me aproximei do berço, estendendo os braços para tocar suas bochechas, macias como algodão doce.

— Papai... —  sussurrei enquanto segurava com cuidado a mãozinha da bebê de três meses, olhando para o pai com uma determinação infantil. — Eleonor pode ser minha?

    Meu pai canalha como ele sempre foi apenas afirmou para mim. Seria um grande negócio, ter as duas filha dos Fane como noras. Embora Eleonor fosse adorável, eu ainda não poderia ter ela para mim. Por isso eu esperei não um, não dois, não três. Mas sim, 4 fodidos anos. Ata que eu pudesse dar o primeiro passo.

16 anos atrás

    Eleonor gosta de raposas, então vou dar uma pra ela. Ela disse que tinha que ser laranja. Então fui até a Noruega com meu pai e peguei uma. Ela vai gostar.

— Não acredito que deixou ele trazer esse bicho Evans! — E minha mãe não gostou.

— É o presente da Leonor. — não gosto de como ele chama a Leonor. Pra ele é Eleonor. Não Leonor.

— Michael, filho, ela é pequena, isso é um bicho selvagem-

— ela quer uma raposa! — digo bravo — passei frio sabia mamãe?

   Ela me olhou, não gosto que me olhe assim, eu sou o mais velho eu não preciso de babá e ninguém babando em mim. Já tenho nove, jogo basquete. Sou bom. Sou o maior dos meus amigos.

— Ok. Mas promete que se os pais da Rika não quiserem a raposa vai da-la a polícia para que seja solta ok? — revirei os olhos mas aceitei.

   Então fomos para festa. Trevor saiu correndo e minha mãe foi atrás. Então eu vou entregar o presente, só eu. Porque é meu. Eu que fui buscar. Soltei a mão do meu pai, eu não sou mais bebê. Pelo amor. Fui até onde os pais da Eleonor estão e ela também. Ela gosta de vermelho e dourado. Então a caixa e dourada. E a raposa é vermelha. Eu sou um gênio.

    A expressão de surpresa no rosto do pai de Eleonor se transformou em uma mistura de surpresa e aprovação ao ver a caixa dourada em minhas mãos. Eleonor, distraída com a festa, ainda não havia notado minha presença com o presente.

— Boa noite Sr Fane, trouxe para a Eleonor. — Declarei, tentando esconder a ansiedade que me consumia.

    A mãe dela, preocupada, observava a caixa com cautela, era maior do que alguns presentes, antecipando possíveis complicações. Entretanto, sabia que era um gesto genuíno e esperava que Eleonor se alegrasse com o presente.

    Os olhos da Eleonor se iluminaram quando finalmente percebeu o que estava acontecendo. Sua surpresa foi tão intensa quanto o sorriso que desabrochou em seu rosto inocente. Afinal er aula caixa quase do tamanho dela douta com uma fita vermelha. Já disse eu sou inteligente pra caramba!

    — O que é isso? — sua voz transbordava surpresa e entusiasmo ao fitar a caixa dourada. Olha esse olhinhos azuis. Que fofura.

Corrupt: It was never meOnde histórias criam vida. Descubra agora