* gente estou pensando aqui, veio uma ideia muito legal...quero opiniões, queria fazer uma fanfic do Senador, bem...age gap.
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Eleonor
Quando eu comecei a patinar eu tinha meu pai, patinei até o fim por ele. Mas cara.. estar aqui, ouvindo aplausos e receber toda essa glória e comemoração me causa tanta dor. Porque... Eles sabem, todos sabem. E quando eu pego o microfone já tem gente chorando.
Respiro fundo e olho ao redor, me sento no pódio e tenho dizer isso sem parecer que estou morrendo.
— Oi gente. — Digo e todo mundo riu — eu sei que deve estar pesado, todo o clima e tudo mais. Então vou dizer para vocês porque amo vocês. Esse TOF é minha última competição. — Ouço vários Choramingos e nãos. — Eu já tenho trinta anos e eu patino desde os quatro anos. Eu vou continuar patinar até o fim da minha vida, mas fazendo outra coisa, sendo outra parte desse mundo. Eu amo patinar é como ar para respirar para mim e para muitas pessoas que compete todos os anos.
Olhei para Lilian e ela não parecia feliz, estava com a expressão de quem perdeu tudo, mas eu ofereci minha mão e ela me olhou assustada, pedi para que as duas sentassem no pódio e eu continuei.
— Eu passei anos, amando o gelo, passei décadas apaixonada por essa tela em branco. Eu sou apaixonada pelos aplausos, pelas lágrimas e pelos prêmios. — Digo olhando para minha última medalha — Mas acho que já deixei difícil o suficiente para que as próximas princesas do gelo fiquem tão apaixonadas pelo gelo como fui. Mas acho que já ganhei tudo que eu sempre quis, e esse ano...eu tive muitas surpresas. Até tive um bebê e ainda participei do TOF. Eu agradeço as organização, agradeço as marcas que nos patrocinam, gosto de falar que quando eu cheguei aqui não era tudo mato, mas não era esse universo que virou a patinação no gelo. Espero que em todos os anos venham mais e mais visibilidade para o esporte. Eu participei de olimpíadas, de todas as modalidades. Estou realizada. Agora pretendo ensinar o que aprendi, para as próximas gerações, para garotas e garotos, para todos que querem patinar no gelo. Afinal somos artistas. Mais uma vez muito obrigadas pelos quinze anos de apoio e iluminação, vocês fazem parte da minha vida e vai continuar fazendo. Até o fim do mundo. Muito obrigada.
Me curvo e começo a chorar, ouço aplausos.
As palavras saíram de mim com uma mistura de alívio e pesar. Era como se uma parte de mim estivesse se despedindo, enquanto outra parte se preparava para um novo começo. Olhei para Lilian ao meu lado, vendo a mistura de emoções em seu rosto. Ela sempre foi meu pilar, minha confidente, e agora está ali, testemunhando o fim de uma era.
— Lilian, obrigada por ser minha rival em todos esses anos. — Eu murmuro, segurando sua mão com firmeza. — Você foi minha maior rival.
Ela me olha com olhos marejados, sem palavras, mas o entendimento brilha em seu olhar. Juntas, passamos por tantos altos e baixos, e agora estamos aqui, enfrentando mais uma transição juntas.
Enquanto o público continua aplaudindo, sinto uma onda de gratidão inundar meu coração. Essas pessoas, esses fãs apaixonados, eles foram minha força, minha inspiração. E agora é minha vez de retribuir.
— E para todos vocês, meus queridos fãs, obrigada por todo o amor e apoio ao longo dos anos. — Eu continuo, minha voz embargada pelas lágrimas. — Vocês são a razão pela qual eu continuo patinando, pela qual eu sempre busquei ser a melhor versão de mim mesma.
As palavras fluem de mim, uma mistura de gratidão e despedida, enquanto o peso da realidade se instala. Este é o fim de uma jornada, mas também é o começo de algo novo. Não sei ao certo o que o futuro reserva, mas sei que estou pronta para enfrentá-lo, com coragem e determinação.
Enquanto me despeço do público, sinto um senso de paz se instalar em meu coração. Esta não é uma despedida definitiva, mas sim um até logo, um até breve. Porque, no fundo, sei que o gelo sempre será meu lar, e a patinação sempre será minha paixão.
♕❅
Quando voltei para casa eu quase sentir vontade de me enfiar no meu quarto e chorar pelo fim da minha vida. A glória, eu trocaria tudo isso por um pouco de tempo mais. Lembro claramente do que meu pai me disse aquele dia, minutos antes do acidente.
Eleonor minha princesa, faça o que você ama e quando você se aposentar, você vai ser uma perda tão grande para sua arte que você vai ouvir os aplausos mais dolorosos da sua vida, você vai ficar triste porque acabou, e vai lembrar disso. Você fez história, e está chorando porque ser história dói. Mas você sempre vai ser a garotinha que eu ensinei a patinar.
Odeio a Rika por pedir donuts, odeio meu pai por ser um ótimo pai e sempre fazer nossas vontades, odeio o Gabriel por fazer meu pai morrer, odeio o Evans por ajudar a matar ele. O GELO. Era a única coisa que me deixava próxima do meu pai. E agora eu estou aqui, em negação porque não queria minha mãe lá e nem ninguém, queriam meu pai, mais velho mas orgulhoso. Não seria tão doloroso.
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Parece quando meu pai morreu, é vazio, não tem mais vermelho na minha vida, não tem mais nada. Porque eu fiz isso? Aliás porque eu estou me arrumando para ir buscar a Angeline no hospital. Meu rosto está horrível, minha cabeça está horrível. Embora eu tenha ido ao hospital, Trevor esteja me apoiando sem me julgar. Ainda não é o que esperava.
Recupero meu rosto com maquiagem e vamos para o hospital, Athos parece feliz, posso ver pelos olhos dela. Mas não quer expressar por causa do meu humor de merda. Trevor também.
— Podem falar, sorrir, sou eu que estou uma merda não vocês. — Digo olhando para janela.
— Se você não queria se aposentar, não deveria fazer isso. — Trevor disse e eu mordi os lábios.
— Não vou ser ausente como fiz com a Athos, nenhuma das minhas filhas vai ter a mãe ausente, nunca mais. E pelo menos elas vão ter uma mãe. — Digo sorrindo e fechando os olhos. — Athos...quando eu tinha sua idade, exatamente a sua idade, meu pai morreu. Para mim não existe nada mais doloroso que perder meu pai. É uma cicatriz que nunca cura e eu sinto muito por dar um pai merda para você, vou ser melhor que ele.
— Mas você sempre disse isso mamãe. — Athos disse se colocando no meio de nós — Eu gosto de você mamãe. Mais do que tudo na vida. Eu queria conhecer meu avô... Mas não posso, mas queria.
— ele iria amar você. — Trevor disse e notei que ele apertou o volante com força o suficiente para seus nós ficarem palidos.
— Todos me amam Trevor. — Athos disse confiante.
— claro, claro. — Ele disse com um sorriso. — mas saiba que seu avô amava mais dia mais sua mãe que eu e você juntos.
— Impossível. Eu amo minha mãe mais do que tudo.
— Athos seu amor pela sua mãe é lindo, mas o amor que eu estou falando é diferente, e seu avô não amava sua mãe. Ele amou cada segundo que viveu com ela. E você só vai amar sua mãe como ele a amou quando sentir tanto amor que dói. Como sua mãe se sente com a patinação.
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Corrupt: It was never me
Fanfiction⚠️ Aviso ⚠️ * É um dark romance * Contém linguagem imprópria. * Gatilhos como, drogas, agressão, estupro, etc. * É para maior de dezoito anos. (o Preto) * É apológico a religião. * A cidade é fictícia, tudo é fictício. * Devil's night.(Mas não tem n...
