QUARENTA E CINCO

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Voltar para a nossa nova realidade parecia muito difícil depois de dois dias apenas existindo e aproveitando tudo que Virginia me permitia em relação ao corpo dela. Se, não fosse realmente necessário, eu transformaria nosso fim de semana em pelo menos duas semanas ou quem sabe um mês, mas nem eu era tão sortudo assim. 

— Nós precisamos levantar - Virginia bocejou, sentando-se na cama e abrindo os braços para se espreguiçar, me dando a visão de suas costas. Ela me olhou por cima do ombro e ergueu uma sobrancelha. — O que foi? 

— Eu não quero ir - respondi abrindo um sorriso — Por mim, nós dois passaríamos o resto da vida aqui. 

— Nossa vida seria bem curta se eu precisasse viver trancada com você - ela respondeu com uma careta. 

— Continue fingindo, continue fingindo. 

Virginia revirou os olhos, mas eu podia ver ela lutando contra um sorriso mesmo assim. 

— Eu vou tomar banho. 

— Isso foi um convite, amor? 

— Nos seus sonhos - ela me lançou um beijo no ar antes de pular da nossa cama e desfilar da forma que veio ao mundo até o banheiro, antes de entrar e fechar a porta, a desgraçada me olhou rapidamente, apenas para ter certeza de que eu estava a olhando como um idiota, e, eu estava, completamente hipnotizado por seu corpo que eu já conhecia bem, mas ainda faltava tanto para explorar. 

Mesmo com sua negação, claramente falsa, eu me levantei a segui até o banheiro. Virginia já estava debaixo da ducha e riu alto quando eu entrei no box, a abraçando por trás, prendendo seu corpo ao meu enquanto beijava seu pescoço e ombro. 

— Veja só, amor, parece que eu estou sonhando - eu sussurrei em seu ouvido, antes de vira-la pra mim e tomar sua boca com urgência. Virginia passou os braços ao redor do meu pescoço, me puxando para mais perto e me deixando livre para passear por seu corpo extremamente convidativo. 

*** 

Voltamos para casa e Virginia foi recebida de forma calorosa por minha mãe, como se elas não se vissem a meses. Eu fingi estar realmente magoado até que a mulher veio e me abraçou, sussurrando o quanto estava orgulhosa por eu ter uma esposa como Virginia. No fim das contas, minha mãe estava certa. 

— As coisas de vocês já estão no quarto principal - minha mãe disse ainda sorrindo. Eu não lembrava da ultima vez que a tinha visto tão radiante. — E, Ângelo, meu filho, você já pode se apossar do seu escritório, de forma oficial. 

— E a senhora? - franzi a testa. 

— Eu vou ficar feliz em nunca mais pisar lá - ela respondeu de forma suave, mas eu sabia que estava falando sério — Agora que você é um homem de familia eu posso me aposentar de toda essa merda que seu pai deixou pra mim, não é otimo? - ela suspirou de forma dramatica — Mas eu só vou poder morrer em paz quando houver uma criança a caminha - minha mãe se virou para Virginia — Eu gostaria de ir pagar por meus pecados logo, querida, mas, não se sinta pressionada, sim? Eu estou pressionando meu filho, não você. 

Virginia apenas riu, claramente acostumada com todo o drama da minha mãe. Mas eu sabia que ela estava tranquila por conta da nossa conversa sobre um herdeiro. 

— A senhora não pode morrer tão cedo - eu inverti divertido — Quem vai impedir sua nora sem paciência de me dar um tiro? 

Minha mãe revirou os olhos. 

— E eu minha nora vamos ter um tempo sozinhas, você pode começar a cuidar dos seus devres como Consigliere. 

— Eu acabei de me casar, mãe. 

À PROVA DE BALASOnde histórias criam vida. Descubra agora