Capítulo 09

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— Que merda, hein, Jasmine! – Ele esbravejou enquanto se afastava de mim. — O que você está fazendo aqui?

— O que eu não estou fazendo aqui, né, meu bem. – Ela respondeu com a voz embriagada. — Não estou dando na cara dessa assanhada que está dando em cima de homem que já tem dona. – Olhei com aflição para o tal gato-Royd, porque a última coisa que eu precisava era de um barraco.

— Supera essa, pelo amor de Deus! Eu não te quero mais, já falei isso mil vezes. – Ele olhou pra mim e disse: — Vamos sair daqui. – Pegou na minha mão e fomos indo em direção à porta. Ouvi ela dizer enquanto eu dava os primeiros passos:

— Você me paga, Flora!

Me peguei pensando na porcaria em que havia me metido, justo quanto estava mais pra lá do que pra cá. E, pra ajudar, com um tesão incontrolável. Nem em sonhos imaginaria que esse deus seria o dono do coração da Jasmine. Mas pudera, era lindo mesmo. Ele se virou pra mim enquanto eu analisava aquela bunda maravilhosa:

— Bom, desculpa pelo transtorno. Obviamente não era assim que eu pretendia continuar a noite. Meu nome é Alek, aliás. – E me estendeu a mão. Eu retribui o gesto, mantendo nossas mãos unidas.

— Sou Flora, muito prazer.

— Você vai ficar bem, Flora? Quer uma carona? – Ele desvencilhou nossas mãos e colocou seu braço ao redor da minha cintura, me olhando nos olhos.

— Eu aceito. – Disse um sorriso sugestivo. Com isso, saímos porta afora em direção ao estacionamento. Chegamos perto de um Fusion prata e ele se encostou na porta do passageiro, olhando para mim. Eu me aproximei envolvendo meus braços ao redor do seu pescoço. Seu cheiro me possuiu como um entorpecente. Era maravilhoso. Ele posicionou as mãos na minha cintura e sussurrou ao pé do meu ouvido:

— Acho que podemos terminar o que começamos lá dentro. – Olhou para os meus lábios e deu um selinho gostoso e quente, enquanto subia a mão para minha nuca e nos aproximava mais. Alek me beijou e era como se todo o meu corpo se derretesse em desejo. Me beijava devagar, aproveitando o gosto da minha língua e percorrendo a mão que, antes estava em minha cintura, por toda as minhas costas. Eu desci as mãos em direção a cintura dele, levantando a camiseta levemente, somente para sentir aquela pele em chamas.

Ele me virou de modo que eu ficasse colada no carro, e levou meu cabelo para o lado, abaixando a boca para o meu pescoço. Começou beijando lentamente, depois passando a língua até chegar a minha orelha, enquanto eu tinha certeza de que devíamos continuar aquilo em outro lugar. Ele lambeu minha orelha inteira, e dava pequenos beijos, e eu não aguentava mais. Soltei um suspiro alto, puxando mais para perto para senti-lo melhor, e subindo as mãos para dentro do abdômen dele. Pai amado, o homem só pode ter saído de um filme, constatei enquanto ele voltava com os beijos para o meu rosto até terminar com um selinho na boca.

Enquanto eu abria os olhos, ainda atordoada e com a respiração acelerada, querendo muito mais, ele disse:

— Bom, acho que agora podemos ir. – E deu o sorriso mais sacana que já vi, enquanto abria a porta para eu entrar.

🌊 

Fizemos o trajeto em silêncio durante alguns minutos, rumo à minha casa, quando decidi quebrar o silêncio:

— Desculpa pela confusão. É que não moro aqui, e alguns dias atrás a Jasmine quem puxou assunto comigo, aí já sabe, acabamos mantendo contato. Ela falou algumas vezes sobre um ex namorado, mas nem em sonhos imaginei que o encontraria. – Terminei com uma risada nervosa. Eu parecia uma criança me justificando e não sabia por qual motivo estava pedindo desculpas, mas, durante o silêncio que havia se passado, concluí que isso começaria e terminaria hoje. Se existe algo que eu não faço é me meter em relação mal acabada, ainda mais aonde não conheço muitas pessoas. Ficaria na minha.

Ele soltou um riso e me olhou com ar de descrença, enquanto dizia:

— Não precisa pedir desculpas. Ambos somos adultos e fazemos o que quisermos, ela é quem não tem maturidade para aceitar o fim.

— Bom, isso deu pra notar. Mas vamos parar de falar dela, né? - Eu é que não perderia meu tempo discutindo sobre isso. Mesmo que tivéssemos uns cinco minutos ainda no carro – era o que eu calculava – queria falar sobre qualquer outra coisa. — Você faz o que da vida? – Falei enquanto colocava uma mão na minha coxa e com a outra, colocava o cabelo atrás da orelha.

— Eu sou bombeiro militar, e você? – Por essa eu definitivamente não esperava. Já o imaginei com a farda, me salvando e, ai... Dei um suspiro quase imperceptível.

— Sou professora em tempo integral, e escritora quando dá tempo. – Sorri. - Mas qual é a sua especialização? Incêndios? – Perguntei esperançosa.

— Não, sou especialista em salvamento aquático. – Claro, Flora, pensei sozinha, nada faz mais sentido do que essa especialização no litoral. — Mas também apago fogo quando me pedem com carinho. – Ele estacionou o carro e deu aquele sorriso sacana pela segunda vez.

 🌊 

Quando entrei em casa, fui correndo tomar um banho gelado, na tentativa de mandar a vontade embora. Não havíamos passado dos beijos e não me permiti isso porque, oh Deus, eu não estava cem por cento dentro de mim. E já tinha arrumado problemas o suficiente para até o fim das férias. Depois de já estar com o pijama, notei as horas e, vendo que estava amanhecendo, decidi ir para a cama. Me acomodei entre os lençóis, acendi o abajur e liguei a internet do celular. Com os dedos coçando, decidi pesquisar Alek Royd na minha rede social. Só para desencargo de consciência, sabe?

Encontrei entre os primeiros resultados e abri o perfil. Estava sorrindo na foto e parecia mais bonito do que era. Com os cabelos castanhos em um corte baixo, sua barba estava rala e um sorriso encantador completava o conjunto. Seus olhos brilhavam, e parecia que a foto havia sido tirada de surpresa. Estava ridiculamente olhando há tempo demais, então fiz o que devia no momento: liguei pra Kristie.

— Adiciono ou não adiciono? – Falei prontamente assim que ela atendeu.

— Uma palavra. – Ela respondeu sonolenta.

— Bombeiro. – Respondi, me sentindo má por tê-la acordado.

— Adiciona. – Ela respondeu e desligou.

E mesmo assim, quando eu voltei ao perfil, não adicionei.

O que acharam do primeiro encontro entre a Flora e o Alek, meus leitores queridos? =)

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Na Sua Onda [COMPLETO] (Irmãos Soaint 1)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora