Capítulo 64

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No fim, ocorreu tudo bem. Acabamos saindo para casa pouco depois das onze horas. Para mim ainda era estranho Alek se despedir da própria família para dormir na minha casa. Era como se já tivéssemos firmado algo sério.

Suzan acabou se tornando uma das pessoas mais agradáveis que já conheci, e entendia perfeitamente o motivo de tanto sucesso profissional. Pude perceber como ela entrava nos assuntos com agilidade, mas sem atacar. E como era educada e carinhosa ao mesmo tempo. Chegou a me convidar para ir lá mais vezes, e disse com todas as palavras que gostou de mim.

O sorriso não saiu do rosto de Alek nem por um minuto. Ele estava feliz e se divertindo com aquilo tudo, e Anna me confessou na saída que Jasmine jamais havia conseguido agradar tanto. Era um ponto a meu favor, dependendo do posto de vista. Não sabia como me sentir em relação a isso.

— Pensando a respeito de como foi o jantar? – Alek perguntou me fazendo piscar algumas vezes.

— Ah, sim. Foi muito bom – Falei sonolenta e sorrindo para ele. Estávamos quase em frente ao portão de casa, e havia uma obscuridade nova em seu olhar.

— Que bom. Também achei isso – Ele sorriu e logo descemos do carro. Eu estava com quase todas as minhas forças esgotadas, e Alek não havia tentado um beijo sequer desde antes do jantar. Parece que havia levado a sério o negócio de "beijos só no dia seguinte". Murchei um pouco ao pensar sobre isso, mas não diria nada.

Fui silenciosa até o quarto e acendi o abajur. Assim que eu comecei a tirar os brincos, Alek ligou uma música baixa na sala. Era audível o suficiente para o silêncio que fazia no bairro. Me virei em direção a porta, e encontrei-o parado me encarando.

Andei até a cômoda depositando os brincos nela. Alek chegou mais perto e inspirei fortemente o seu perfume. Levantei uma perna a fim de tirar o sapato e ele enlaçou o braço em minha cintura.

— Não precisa tirar eles – Falou rouco em meu ouvido. Me arrepiei assim que senti seu corpo colar no meu. Entrelacei minha mão na sua ao ritmo da música lenta. Sua mão livre subiu para os botões da minha camisa, e ele os abriu de forma surpreendentemente ágil.

— Alek... – Soltei carregada de emoções. Sabia a que fim tudo isso levaria, mas ele já estava me torturando somente com sua pele encostada na minha.

— Você é tão linda, Flora – Ele disse de forma carinhosa enquanto soltava nossas mãos e puxava as mangas da minha blusa para tirá-la. Grudei meu corpo ao seu, sentindo um desejo urgente. Levei meus braços para trás e segurei na beirada da sua camiseta. — Não... – Alek interrompeu — Eu farei tudo hoje.

Algo entre um arrepio e uma perca de controle passou por meus sentidos. Sua voz estava tão diferente, suas ações eram tão detalhadas que eu sentia uma ansiedade me invadir. Minha boca desejava encontrar a sua e saciar nosso desejo.

Alek subiu suas mãos para meus seios, apertando-os com vontade e beijando meu ombro. Eu suspirava os toques, enquanto ele me movia até a parede. Coloquei minhas mãos na parede gelada e empinei minha bunda até nos colarmos novamente. Cada pedaço de mim pulsava loucamente.

— Eu pensei a noite toda nisso. Em ter você nos meus braços e em ouvir você falando meu nome – Alê disse enquanto descia uma mão para a frente do meu corpo, e afastava meu cabelo com a outra.

Me perdi nas emoções assim que os seus dedos entraram em meus shorts. Alek beijava minha coluna e fazia movimentos delicados, ora lentos, ora rápidos.

— Puta merda, Alek – Falei exasperada. Suor começava a descer pelo contato dos nossos corpos, e eu estava louca para ver seu rosto. Gemi baixo quando ele tirou a mão de mim e me virou de frente a ele. Puxei-o até me encostar novamente e levei minhas mãos à sua nuca.

Milésimos se passaram até que nossos lábios se encontraram. Não foi nada gentil dessa vez. Devorávamos um ao outro com ansiedade e certa ferocidade. Suas mãos passeavam por todo meu corpo, apertando e acariciando os lugares certos, deixando um rastro de arrepio.

Não aguentei esperar para que Alek fizesse tudo. Puxei a sua camisa para cima e ele não parou. Beijei seu pescoço e fiz uma trilha de beijos até o cós da sua bermuda. Ele gemia e suspirava, me deixando tonta de desejo. Assim que mencionei abrir seu zíper, ele me puxou de volta. Me colou novamente à parede, deixando-me de costas a ele.

— Eu preciso que você saiba o que faz comigo – Ele disse entre dentes, grudando sua pélvis à minha bunda e alisando meus seios. Rebolei meu corpo contra o dele, sentindo falta do seu gosto.

Seus dedos roçavam minha barriga e desciam lentos outra vez. Meu corpo pulsava com sede de saciedade, e eu falava seu nome baixinho à medida que eles chegavam perto do cós do meu short.

Alek suspirou pesadamente contra meus cabelos, como se estivesse tomando controle do corpo novamente. Ele desabotoou meu short, puxando-o para baixo. Terminei de retirá-lo assim que ele chegou aos meus pés. Alê abriu meu sutiã e me puxou contra seu corpo. Me encarou por longos segundos até dizer:

— Nunca vou cansar de dizer o quanto você é linda, Flora – Abaixou sua boca até meu pescoço e senti o molhado da sua língua chegar até minha orelha. Suas mãos desceram até minha bunda, apertando-a com vontade. Arranhei suas costas enquanto sentia o contato intensificar.

Nada pairava em minha mente além do quanto queria tê-lo em mim. Sua barba roçava meu pescoço me levando à loucura. Nada que havíamos feito havia sido tão intenso quanto isso. Eu sabia que estava perdendo o controle de mim aos poucos.

Alek me soltou rapidamente e se ajoelhou em minha frente. Tudo naquele homem me surpreendia. Desde a forma como ele foi passando a mãos por minhas curvas, até quando seus dedos entrelaçaram à tira da minha calcinha.

— Alek... – Gemi com seu nome saindo da minha boca. Não acreditava que ele levaria tudo aquele nível de luxúria. Seus olhos estavam enevoados pela paixão, e sua boca levemente inchada e vermelha.

— Fala mais uma vez – Ele disse chegando mais perto, apertando as mãos contra meu corpo.

— Alek Royd... – Repeti com um tremor feito trovão. Olhei para baixo encontrando seu olhar pesado e sua boca que saía numa rouquidão baixa. Não fui capaz nem de ouvir. Ele puxou minha calcinha para baixo e eu a tirei com os saltos ainda nos pés.

Assim que Alê afastou vagarosamente minhas pernas, senti que poderia desmaiar. Nada do que havia sentido jamais havia chegado próximo ao desejo latente que pulsava em mim, com aquele homem me encarando ferozmente. A pouca luz do ambiente levava o momento ao extremo.

Assim que ele chegou com o rosto próximo a mim, roçou sua barba em minha virilha me fazendo implorar pelo momento. No instante em que sua língua ocupou todo o meu espaço, gritei seu nome feito reza e juro que vi estrelas.

 No instante em que sua língua ocupou todo o meu espaço, gritei seu nome feito reza e juro que vi estrelas

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Na Sua Onda [COMPLETO] (Irmãos Soaint 1)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora