📚 LIVRO 1 DA DUOLOGIA IRMÃOS SOAINT
Flora é professora de português e escritora com um grande bloqueio criativo. Agora, três anos depois de lançar seu primeiro livro que se tornou best-seller, ela está passando as férias em sua casa no litoral com...
Thomas estava no mínimo surpreso com minha chegada em sua casa. Seus olhos azuis me encaravam como se não pudessem acreditar que eu estava ali em pé. Ele abriu a boca, mas não emitiu nenhum som. Por isso, me adiantei:
— Estava de bobeira hoje e pensei se não poderíamos terminar o que começamos certa noite... – Falei deixando as palavras no ar, pegando em sua mão e entrando casa adentro.
Não demorou muito para que ele voltasse a assumir a postura do Thomas que eu conhecia. Ele passou a mão por minha cintura e sussurrou um "claro" em meu ouvido enquanto nos aconchegávamos no sofá.
Eu também não me atrasei em fazer o que queria. Sentando de frente a ele em seu colo, comecei a beijá-lo rapidamente. Suas mãos eram fortes e me apertavam em todos os lugares possíveis, e eu me arrepiava a cada vez que ele sentia um pouco mais de pele.
Eu não estava procurando por carinho ou compreensão. Queria uma pegada forte e intensa, e sabia que deveria mostrar isso. Subindo minhas mãos por suas costas, fui tirando a camisa dele, enquanto ele agarrava meu cabelo em uma só mão e puxava para trás. Abri a boca e soltei um gemido baixo, enquanto ele descia a boca e mordia meu pescoço. Mas de repente me dei conta de algo.
Thomas não estava excitado. Não lá. Nem um pouco. Mas eu poderia resolver isso.
Fitei seus olhos por alguns segundos, enquanto arrancava minha regata úmida e abaixava o rosto dele para meus seios. Se isso não o ajudasse, não saberia o que fazer. Ele foi tão rápido quanto imaginei que seria, não demorando a dar lambidas enquanto eu rebolava em seu colo e nos aproximava ainda mais.
— Podemos ir para o quarto. – Sussurrei baixo com a voz mais sexy que podia. Minhas tentativas não estavam dando certo para animar seu amigo, mas ainda havia opções e eu iria até o fim.
— Desculpa, Flora, eu não posso. – Ele levantou a cabeça e não me encarou.
— Não, não, não. Fica tranquilo, Thom. Isso é comum de acontecer. – Falei tentando confortá-lo, enquanto passava a mão em seus braços.
— Mas do que você... – Ele começou, mas eu o interrompi, sentando em seu lado e olhando para seu colo. Ele captou rapidamente. — Meu Deus, tem isso também! – Jogou as mãos para cima em uma expressão desapontada.
— Se você não está falando disso, do que está falando? – Perguntei me levantando do sofá e ficando de frente para aquele homem que parecia arrependido como um adolescente.
— Eu sei que você e o Alek se desentenderam. – Thomas falou de repente.
Minha expressão foi de puro choque. Meus lábios se abriram enquanto eu dava alguns passos para trás. Do que ele estava falando?
— Deixa eu explicar, Flora. – Ele disse se levantando.
— Fica aí. – Eu falei mais alto do que pretendia, e ele voltou a se sentar.
— Eu sei que você e o Alek estão juntos. Ou estavam, sei lá. Mas eu não imaginei que você viria me procurar justo agora, já que ele disse que você estava trancada em casa. Eu queria muito que isso acontecesse – Ele disse apontando para nós dois — Mas eu não consigo. Não consigo trair meu amigo sabendo que ele sente algo por você.
— Mas que merda, Thomas. Não trair como? Indo até minha casa enquanto eu estava com ele? – Falei expressando todo o furor que sentia. — E como você conhece o Alek, afinal?
— A Anna, Flora. Você não lembra que quando eu e você fomos passear de lancha, eu falei que a Anna era irmã de um amigo? Acontece que o Alek é meu melhor amigo, só que não cheguei a pensar que você e ele se conheceriam. – Ele disse com uma expressão desacreditada.
— Que péssimo amigo você é, Thomas. – Disse chegando perto dele o olhando com ira. Peguei minha blusa do sofá e comecei a vesti-la.
— O Alek não sabe disso, Flora. A Anna prometeu que não contaria nada. Por favor, por favor não conta pra ele que eu sabia de vocês e ainda assim insisti. Puta merda, ele me mataria! – Thomas disse colocando a cabeça entre as mãos. Ele era no mínimo certinho demais.
E eu estava atônita. Que bela mulher eu era, afinal. E um pouco burra. Como não havia ligado os pontos? Como havia deixado algo tão importante assim passar? Eu estava fodida!
— Some da minha vida, Thomas! Some! – Gritei enfurecida. Me virei em direção a porta, mas ele me puxou pela mão.
— Por favor, Flora. Eu gosto de você, por isso não contei nada. Eu quero ficar com você. – Seus olhos brilhavam enquanto me implorava. — Pensa nisso pelo menos. Depois a gente conversa melhor para colocarmos os pontos nos is.
— Nós não temos mais nada pra conversar. – Falei magoada enquanto me desvencilhava dele e saía daquele lugar. Felizmente a chuva havia voltado a tempo de mascarar as lágrimas que escorriam pelos meus olhos.
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Capítulo polêêêêmico que muitas aguardaram!!! hehehe
Amores, criei uma playlist da história no spotify ;) Fiz com MUITO carinho e gostaria que vocês ouvissem ela! Vou deixar o link no balãozinho aqui do lado, ou, pra quem não conseguir clicar, é só procurar por FALEK no spotify ->
Quem ainda não entrou do grupo do whatsapp pra discutir as pérolas daqui, é só deixar o telefone com ddd no meu inbox =D