Capítulo 45

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Abri os olhos achando que estava em um sonho.

A luz entrava fracamente no quarto pelo vidro da janela. Eu e Alek estávamos nus enrolados no lençol, e ele dormia profundamente. Pisquei os olhos olhando para o celular que marcava pouco mais que três da madrugada. Sorri ao lembrar do quanto havíamos nos amado.

Repetidas vezes e de formas diferentes conhecemos sedentos um ao outro. Do fim da tarde até o momento em que tudo não passava de silêncio, Alê e eu nos entregamos de corpo e alma, fazendo voto de silêncio contra tudo que não fosse ondas de prazer.

Ouvi-lo suspirar e gemer em meus braços era mais do que poderia aguentar. A felicidade que caminhava por dentro de mim não fazia jus ao quanto meus lábios poderiam sorrir. Ao mesmo tempo em que me permitia tremer ao seu toque, sabia lá no fundo que talvez isso não durasse.

Ora, se tudo que eu havia feito até então havia sido magoá-lo, nem o melhor sexo do mundo poderia recompensar. Ou poderia? Eu esperava que pudesse. Esperava porque não o conhecia o suficiente para saber a resposta.

Enquanto encarava seus longos cílios, me permiti trilhar a lateral do seu corpo. Virada de frente a ele, entrelacei lentamente minha perna na dele, e dedilhei cada centímetro do seu braço até seu ombro. Tudo com muita delicadeza, para que ele não acordasse.

Esse momento era íntimo. Lindo. Sorri vendo seu peito subir e descer de forma rítmica. A cada toque meu em sua pele, ainda que não estivesse sendo correspondida, era como um trovão dentro de mim. Derrubava todos os laços dolorosos que eu havia me prendido até esse momento.

— Você pode continuar. – Alek murmurou baixinho, e percebi que minha mão havia parado em seu ombro.

Sorri fracamente enquanto o olhava e voltava a acariciá-lo. Ele murmurou um "ah, isso" e eu dei uma risada fraca. Era mais do que eu poderia pedir. Não havia tido noção até então do quanto estávamos ligados um ao outro. Tudo havia sido tão repentino e incomum. Desde o modo que nos conhecemos, até o presente momento, que um medo imenso de perder isso agarrava minha garganta.

— Meu Deus, seus pensamentos estão tão altos que eu consigo ouvir daqui. – Ele disse abrindo os olhos e sorrindo da melhor maneira. Eu ri de volta dentro da nossa bolha especial.

Sem dizer nada de volta, me aproximei e dei um beijo leve e demorado nele. Não demorou até que ele correspondesse, me puxando contra sua pele. Era como se a cada encontro com seus lábios, os meus não soubessem o que fazer.

Era sempre inédito, uma chama nova se acendendo. Ele enfiou a mão entre meus cabelos e me puxou para perto, enquanto me virava me deixando por cima. Nos deliciávamos lentamente, nos esfregando sem pressa e passeando por lugares sensíveis ao toque.

Ainda que o tesão subisse dos pés à cabeça, nossos beijos continuavam lentos, escapando volta e meia. Era um amor sem pressa, uma vez mais gostosa que as outras. Alê carinhosamente puxou minhas pernas para cima, nos encaixando mais uma vez. Soltamos o ar pesadamente enquanto descobríamos mais uma forma de nos amar.

🌊

— Eu to exausta. – Falei soltando uma risada quando senti as mãos de Alek rodeando a minha cintura. O dia já havia amanhecido, mas o calor não estava presente. Gotas lentas escapavam do céu, permitindo que fosse uma manhã fresca.

— Mas eu não disse nada. – Ele retrucou nos encaixando em conchinha. Alek tirava meu cabelo do ombro quando senti seu desejo despertar. — Olha só, mal posso ficar perto de você que fico desse jeito.

Rimos enquanto ele me puxava mais para perto. Decidi permanecer de costas a ele, para que ele não visse o medo em meus olhos. Não visse a incerteza e a apreensão morar dentro de mim.

— Eu sei o que você está pensando, Flora. – Alê disse baixinho me dando um selinho na nuca. — E se eu não gostasse tanto de você, não estaria aqui agora. Teria fugido à noite, porque você sabe, a maioria dos caras não gostam de conchinha de manhã. – Ele falou entrelaçando nossos dedos e eu ri.

Ri com uma pontada de alegria misturada a desespero. Passei meu dedão por sua mão e permaneci em silêncio. Com o dia claro, precisávamos colocar todos os assuntos em dia, e minha tristeza era que esse momento chegasse estourando nossa bolha.

— Olha pra mim. – Alek disse me soltando e eu me virei. Seu rosto estava amassado e seu cabelo bagunçado, mas ele continuava lindo. Pousei minha mão na sua barba e ele fechou os olhos rapidamente, suspirando.

"Você é linda. – Abriu os olhos e continuou a falar: — Maravilhosa, na verdade. Sei que sou irresistível e tudo mais, mas foi você quem me laçou primeiro. – Ele me olhava com paixão. — Cada pedaço do seu corpo é perfeito, e gostoso... Gostoso pra caralho. – Riu me encarando de cima a baixo. — Mas é por causa de tudo que você me causa, e que sei que causo em você, que tive que voltar. Não poderia dar as costas a tudo isso tão cedo."

Meus olhos umedeceram com as últimas palavras. Sorri com o melhor sorriso que poderia dar em uma manhã preguiçosa, e ele limpou uma lágrima que insistiu em escapar.

Alek Royd me puxou para um beijo matutino, envolvendo nossas línguas em uma dança deliciosa que celebrava um novo começo. Cada toque umedecido dava a garantia de que éramos pessoas diferentes, dispostas a sermos melhores naquela manhã chuvosa.

 Cada toque umedecido dava a garantia de que éramos pessoas diferentes, dispostas a sermos melhores naquela manhã chuvosa

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É cena romântica que vocês queriam, amores? ENTÃO TOMA! ♥ 

Ai ai, meu coração está explodindoooooo com esses dois. 😍 Bora aproveitar isso enquanto a conversa séria não chega, né?! hehe

Na Sua Onda [COMPLETO] (Irmãos Soaint 1)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora