📚 LIVRO 1 DA DUOLOGIA IRMÃOS SOAINT
Flora é professora de português e escritora com um grande bloqueio criativo. Agora, três anos depois de lançar seu primeiro livro que se tornou best-seller, ela está passando as férias em sua casa no litoral com...
Minha cabeça estava uma loucura. Minhas unhas já tinham ido ao pó enquanto aguardava a resposta da Kris, a respeito do livro. Enquanto ela não dava sinal de vida, decidi voltar ao meu novo bebê: o livro sobre Alek... Ops, o CEO arrogante. OK, OK. Talvez não tão arrogante assim. Eu não queria ser mais uma das que falam sobre homens que fazem as mulheres se rastejar. Eu queria criar um personagem amável, que encantasse a todos.
Por isso, voltei a mais nova obra. Enquanto escrevia o primeiro encontro do casal protagonista, me peguei pensando no Alek. Era estranho como, de uma maneira ou outra, ele se enfiava no meu pensamento. Ele era definitivamente um homem maravilhoso. Faltava conhecê-lo a fundo para ter a certeza, mas meus sentidos não falhavam.
Havíamos trocado nossos números de telefone, e eu esperaria o tal convite para sairmos de dia. Com o Thomas do outro lado, eu já não sabia o que fazer. Sabia que tinha que dispensar um deles, mas e se fosse o errado?
E se, apesar de tudo, o Alek não fosse tudo aquilo?
Só me restava esperar os dias passarem. Um não devia ter relação com o outro. Não naquela cidade tão grande. Eu não estava em uma comédia romântica, afinal. Isso só acontecia nos mais clichês dos filmes, e mesmo assim a pequena probabilidade passou pela minha cabeça.
Depois de escrever um bom e grande capítulo, me espreguicei e estiquei as pernas no sofá. Eu não tinha nada programado ainda, e eu é que não ficaria o dia inteiro escrevendo. Era para isso que estava ali, óbvio, mas não poderia forçar nada. Insistir quando minha cota havia sido cumprida não era minha praia.
Praia.
Era isso. Peguei meu celular e digitei uma mensagem enquanto ia rumo ao quarto procurar um biquíni. Coloquei um conjunto vermelho. A calcinha amarrava dos lados e a parte de cima tinha rendas que ressaltavam meus seios. Passei protetor pelo corpo todo, e fui colocando dentro da bolsa alguns acessórios que precisava. Se eu iria ficar o dia à beira mar, não iria voltar como um camarão.
O aparelho apitou com uma mensagem. Era Anna, confirmando que iria comigo. Dia das garotas! Maravilha! Sorri na certeza de que seria um dia maravilhoso.
🌊
Quase uma hora depois, nos encontramos em frente à banquinha do Leo. Nos cumprimentamos e pedimos bebidas, enquanto eu a apresentava à ele. Leo era como um tio para mim. Sempre alegre e disposto a ajudar, nos dávamos muito bem, e de vez em quando ele aparecia para visitar minha família em nosso verdadeiro lar.
Anna e eu tomamos nossa água de coco enquanto batíamos um papo, colocando as fofocas sobre alguns famosos em dia. Adorei saber que ela também vivia em sites assim. Pelo menos eu teria alguém para conversar sobre os encontros românticos do Caio Castro. Ou quem fosse o gato da vez.
Pegamos nossas coisas e nos dirigimos a areia já suadas, mas sorridentes. Até que enfim eu pegaria um bronze. Estava com tanta saudade do sol em mim, que já nem me importava com o calor em si. Ajeitamos as cadeiras, as cangas e o guarda sol e pronto, estávamos instaladas. Só sairíamos daqui quando a lua dissesse oi.
— Ainda bem que você me convidou para sair, Flora – Anna falou. — Eu iria passar o dia todo em casa, e sem dúvidas engordando.
— Somos duas – Respondi e soltamos uma risada. — Mas e você, quando pretende apresentar uma nova peça? Já está trabalhando em algo? Te achei uma atriz ótima.
— Ah, obrigada – Ela respondeu — Ainda não tenho nada programado, mas logo aparece. É sempre assim. – Ela se ajeitou na cadeira, colocando o boné e os óculos de sol. — E você? Já começou aquele livro novo?
— Hunf, até terminei – Disse contente. — Só falta minha leitora barra amiga me falar o que achou. É um livro de crônicas, algo bem diferente do que costumo fazer. Espero que dê certo.
— E vai! – Ela replicou, se deixando banhar pelo sol.
🌊
— Ah, conta, por favor! – Eu praticamente suplicava a ela, enquanto ouvia suas gargalhadas.
— Só conto se você admitir que está interessada. Caso contrário, minha boca é um túmulo. – Anna falou. — Não vai doer.
— Acho melhor deixarmos esse assunto pra lá então. – Eu fiz uma cara debochada enquanto segurava o riso. Havia pedido à ela que me dissesse como havia terminado o relacionamento entre Jasmine e Alek. Sim, a curiosidade estava de volta à tona. Ela levantou uma sobrancelha, duvidando que eu me mantivesse calada. — OK. Talvez eu esteja um pouquinho interessada. Bem pouquinho. – Fiz um gesto com as mãos, deixando os dedos pertos um do outro. — Isso ainda está no início. – Anna riu de alegria.
— Ah, o Alek vai amar saber disso! Vocês fariam um casal e tanto! Já vou providenciar um encontro entre vocês, ele precisa te conhecer melhor. – É, ela definitivamente não sabia que eu e ele já nos conhecíamos.
— Está bem. Mas só se tiver velas e tudo mais.
— Feito! – Ela exclamoue apertou minha mão, selando o trato.
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Gostaram do capítulo com a Flora e a Anna juntinhas? Essa amizade pode virar parentesco, hein! ahahah No que será que vai dar esse encontro arranjado?
Deixem seus comentários, estou com saudades de vocês! 😢 Beijos!!!