Capítulo 28

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Todas as células do meu corpo se arrepiaram com aquela pergunta. Eu não via a hora de aquilo acontecer, e tudo parecia tão certo que eu não poderia dar outra resposta a não ser me virar para ele e puxá-lo pela mão.

Assim que entramos no quarto, ele fechou a porta me colando contra ela. Juntou seu corpo contra o meu, e eu pude sentir seu cheiro. Seu verdadeiro cheiro. Sem perfumes ou distrações. E era maravilhosa aquela pele contra a minha. Nossas bocas se encontraram lentamente e dançavam juntas. Ele pegou em minha nuca com uma delicadeza incomum, enquanto eu alisava cada canto das suas costas. Nosso beijo era lento e ardente. Degustávamos cada canto um do outro, com um mix de tesão e carinho.

Ele desceu a mão para meus cabelos úmidos, e eu descolei nossos lábios para alcançá-lo no pescoço. Com uma mão em sua cintura, aproximei-nos mais ainda e, com a outra, agarrei sua nuca. Eu beijava o pescoço de Alek extasiada com a sensação. A respiração dele era cortante, e, assim que dei uma lambida da curva do ombro ao pé da orelha, ele me pegou pela bunda e me levou para a cama.

Sorri com satisfação, mas o sorriu murchou um pouco quando ele disse baixinho:

— Flora, eu estou morrendo de vontade. Estou mesmo. – Riu sem graça. — Mas como você ainda está de ressaca, pensei em fazer outra coisa por você.

— O que? – Minha voz saiu automaticamente. Eu queria outra coisa.

— Deita de bruços. – Ele disse saindo de cima de mim e sentando do meu lado. Virei-me conforme o pedido e fiquei em silêncio. Suas mãos encontraram minhas costas e iam para cima e para baixo, com força o suficiente para me fazer relaxar.

Todo o peso que estava tensionando minhas costas nos últimos dias, começava a desaparecer. Eu tinha que começar a anotar as qualidades daquele homem, pois não era possível que ele era o pacote completo. Fechei os olhos e me deixei levar pelo relaxamento. Meu corpo estava cada vez mais mole, e ouvi Alek falar:

— Desculpe por ontem.

— O que teve ontem? – Eu disse devagar, com as bochechas apertadas contra o travesseiro.

— Por falar que sua boca tem dono pra aquele cara. Eu sei que não deveria ter dito nada, mas eu fiquei com raiva. Pelo amor de deus – Senti as mãos dele desgrudarem das minhas costas, e abri os olhos: — Que jeito é aquele de abordar alguém? – Seus olhos faiscavam e seu rosto estava possuído por ciúme. Comecei a rir. Primeiramente uma risada baixa, depois eu aumentei o som. De dura, sua face deu lugar a uma expressão confusa.

— Você está com ciúmes! – Falei me levantando e apontando o dedo pra ele.

— Não sei não. – Retrucou cruzando os braços, saltando seus músculos.

— Está sim. – Continuei rindo, ao passo que trilhava meus dedos pelo braço dele. — Mas se não quer admitir, tudo bem. – Sorri e beijei seu ombro. — Deita aí. Você também precisa relaxar.

Alek me olhou torto, franzindo as sobrancelhas e se deitando de bruços. Montei em cima das costas dele, perto da bunda e coloquei as mãos em seus ombros. Comecei apertando com delicadeza e aumentando para o mais forte que podia. Eu não era tão boa em massagem, sabia disso. Enquanto descia os movimentos, notei que ele tinha uma onda tatuada na curva da cintura. Não era algo que dava para notar de longe, e me peguei perguntando quantas garotas já haviam visto aquela tatuagem. Fechei os olhos por alguns instantes, e senti ele virar a cabeça.

— Hum, aconteceu algo? – Alê perguntou me fazendo voltar à realidade.

— Nada. Só estou com fome. O que acha de irmos tomar café agora? – Falei saindo da cama, enquanto a sombra da tatuagem vagava em meus pensamentos.

  🌊  

Depois de tomar café e ficar de bobeira esperando pela aparição de Kristie, Alek me convidou para ir surfar. Eu ainda não havia desmentido que não sabia surfar, e não diria nada até chegarmos à praia.

Estávamos na casa dele pegando as pranchas e meu estômago começava a formigar com a ansiedade. Nunca havia estado em uma prancha antes, e o medo era natural. Sabia que Alek me protegeria, mas eu continuava ansiosa.

— Flô, você pode pegar a roupa de neopreme da Anna, já que esqueceu a sua. Está naquele armário. – Ele disse apontando para o segundo armário da lavanderia. Ah é, eu também havia dito que esquecera minha roupa. Enrolada nas mentiras, confesso.

— "Flô" é? – Eu respondi gesticulando aspas com os dedos ao mesmo tempo em que sorria.

— É, Flozinha. – Sorriu me dando um selinho. — Ta bom, isso ficou esquisito. – Caímos na gargalhada e fui pegar a roupa. Assim que saí do banheiro, Alek já estava vestido e com as pranchas em cima do carro. Eu havia demorado um pouco mais que o normal, e ele estava encostado olhando para o nada.

— Vamos? – Eu disse me aproximando, envolvendo a cintura dele com os braços.

— Vamos. – Respondeu enquanto abaixava a cabeça e encontrava minha boca em um beijo molhado. Apesar da vontade de continuar, parei o beijo pouco depois com um selinho.

— Eu preciso confessar uma coisa. – Falei baixinho enquanto nossas cabeças ainda estavam encostadas.

 – Falei baixinho enquanto nossas cabeças ainda estavam encostadas

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Na Sua Onda [COMPLETO] (Irmãos Soaint 1)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora