📚 LIVRO 1 DA DUOLOGIA IRMÃOS SOAINT
Flora é professora de português e escritora com um grande bloqueio criativo. Agora, três anos depois de lançar seu primeiro livro que se tornou best-seller, ela está passando as férias em sua casa no litoral com...
Quando cheguei em casa naquele dia, pelo fim da tarde, telefonei para Kristie. Anna tinha prometido que o encontro sairia nesta noite ainda e eu precisava falar com minha amiga a respeito.
— E aí, minha escritora favorita. – Kris atendeu.
— Oi minha leitora-revisora favorita. Hoje não quero falar sobre livros. Estou passando por um perrengue.
— Vixi, deixa eu me sentar. – Ela respondeu e eu comecei a atualizá-la sobre o último encontro com Alek e Anna na praia, além da dispensa que dei no Thomas.
Comecei pelo encontro quente com Thomas, após a briga feia com a Jasmine. Deixei esse detalhe de fora, pois não queria que minha amiga pensasse que eu estava virando uma doida varrida. Mas não deixei pra lá a decepção que senti nos beijos de Thomas, enquanto lembrava dos que Alek me dera. Para mim era péssimo como o corpo tomava lembranças quando queria, em momentos que não devia ser recordado.
Contei sobre como meu encontro com Alek havia sido deliciosamente inesperado, e em um momento oportuno. Ela até brincou que era coisa do destino, e eu aproveitei a brecha para explanar meus breves e confusos sentimentos. Não era algo que podia sequer chamar de paixão, mas estava surgindo um interesse genuíno. Atribuía toda a repentinidade do "gostar" ao ar gostoso do verão, e toda a magia por trás do calor.
Também contei sobre o trato feito com a irmã dele. Havia dito brincando à Anna que eu queria um encontro com velas e tudo a que tinha direito, mas pelo que percebi, ela havia levado isso ao pé da letra. Prometeu rosas e um jantar preparado por ela mesma. Eu não queria causar nenhum incômodo para ela, arrumando tudo de última hora, mas Anna prometeu que não seria nenhum esforço. Disse que depois que Alek terminou com Jasmine, não havia se envolvido com mais ninguém. A questão do término deles ainda me formigava os pensamentos. Estava curiosíssima a respeito do motivo, mas não seria a enxerida da história.
Kristie ouviu tudo fazendo pequenos comentários, quando eu pausava a fala e por fim fez uma rebobinada de tudo que eu havia dito.
— Sim, é basicamente isso. – Falei depois dela.
— Uau, mulher, você está vivendo com intensidade, hein. – Disse e eu sabia que ela estava sorrindo.
— Nem me fale – Falei me jogando na cama.
— Mas, amiga, você lembra que terminou o rolo com o Artur devido ao surgimento do Thomas?
— Certo. – Interrompi-a.
— Certo. – Ela repetiu. — E por que agora não termina com o Thomas pra tentar algo com o Alek? Obviamente você está mais interessada nele.
— Justamente porque estou mais interessada nele que não quero deixar o Thomas pra lá. E se tudo isso for coisa da minha cabeça? Ai, você precisava estar aqui para me ajudar! O Thomas é maravilhoso também. Sério. Você precisa conhecê-lo para ver! – Suspirei fundo. — Sinceramente? Não sei. Não sei por que não termino com ele. Mas terminar o quê? Ficamos só algumas vezes.
— Calma. Respira. – Kristie me interrompeu. — Meu Deus, você tem tantas dúvidas que nem eu estou dando conta. Fazemos um trato, está bem? Você vai se encontrar com o Alek esta noite. Se sentir que, no futuro, poderá continuar a relação, você só precisa sentir, hein? Aí você dá um fora no Thomas. Você mesma disse que não gosta dessa coisa com trios, o que eu particularmente adoro. – Ela enfatizou. — Mas sei que você, romântica do jeito que é, precisa se dedicar somente a um. Entendido? Estamos combinadas?
— Combinado – Respondi me despedindo logo em seguida, e agradecendo por ela ter me ouvido.
🌊
Parei com o carro no endereço que Anna havia me enviado via sms. Somente uma lâmpada estava acesa do lado de fora, e a casa era bonita. Com um design moderno e pintada de azul marinho, presumi que o lugar havia sido projetado por alguém dos melhores do ramo. Saí do meu HR-V e fui tomada por um vento quente. Ainda bem que havia me vestido apropriadamente para a ocasião.
Como o pressuposto era que o jantar seria romântico, vesti um tubinho vermelho, aberto nas costas e com mangas de renda. Meu cabelo solto em ondas, brilhava por conta da hidratação. Eu havia me dedicado um pouquinho, confesso. Mas era nosso primeiro encontro oficial. Anna havia dito que eu deveria arrastar o portão e ir entrando sem aviso. Empurrei-o a medida que meus saltos começavam a fazer barulho pelo lugar, e, não ouvindo nada além dos sapatos, abri também a porta.
O que eu vi naquela sala tirou meu fôlego.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
TÃNÃNÃNÃ!!! 💣
O que será que a Flora viu nessa sala, hein? 👀 hehehe Deixem seus palpites. 👌
E hoje quero fazer um convite ESPECIAL pra vocês, meus amores. ♥ Como muitos ainda não sabem, explico aqui: eu já publiquei um livro em formato físico. UHU!! Se chama Teus Casos Meus e é composto por crônicas. O livro está em degustação no meu perfil, e gostaria muito que vocês também dessem uma oportunidade pra ele. Que tal dar um pulinho lá? =] Beijos!!!