Capítulo 58

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Pela primeira vez em anos eu não acordei com ressaca após uma bebedeira. Era estranhamente gostosa a sensação. Esfreguei os olhos e me virei sonolenta para o lado, sem encontrar Alek na cama. Depois de olhar o relógio e me assustar por ter dormido tanto – já passava das três da tarde –, me levantei.

Ao escutar a voz do Alek conversando com alguém, parei na porta. Não vou mentir dizendo que eu não gostava de ouvir conversa dos outros e toda essa baboseira de gente certinha. Gostava sim. Por isso, parei e respirei fundo.

"Ela está dormindo agora. Mas assim que ela acordar eu contarei tudo." Ele disse através da porta e fez silêncio. Com quem estaria falando? "Não, não, eu faço isso. Não se preocupe." Respondeu e bufou um ar pesado. Saí do quarto querendo tirar aquela história a limpo.

— Com quem você estava conversando? – Perguntei seca. Apesar de ter me aconchegado nos braços dele pela noite, ainda não havíamos nos desculpado pelas bobeiras que havíamos dito.

— Com o seu irmão. – Ele respondeu e passou a mão pela cabeça. Abri a boca sem saber o que responder. Ele tinha mexido no meu celular?

— Posso saber o motivo? – Falei enquanto ia até a cozinha, me servindo de um copo de água. Ela desceu rasgando e eu permaneci de costas para o Alê.

— Para falar sobre o Thomas. – Me virei ao escutar suas palavras. — Olha, desculpa por ter mexido no seu celular. – Ele falou se aproximando. — Mas como você me disse que seu irmão é policial e o Thomas fugiu, não demorei para juntar as duas coisas. Contei tudo a ele, e o Lian concordou em fazer o que for possível para encontrar o desgraçado.

— Então você quer que meu irmão faça tudo às escondidas? – Falei aumentando a voz mais do que o pretendido. Apesar do tom calmo do Alê, eu não conseguia acreditar que ele havia convencido meu irmão a fazer justiça com as próprias mãos.

— Você não entende, Flora. Deixa de ser cabeça dura e escuta um pouco! – Ele falou chegando ainda mais perto. A diferença de nossa altura fez com que eu levantasse os olhos para encontrar os dele. — Ele é seu irmão, quer te proteger assim como eu, e estamos putos por causa de tudo. Você também deveria estar, mas um espírito compreensivo baixou em você agora...

— Não é que eu não entenda, Alê. Eu não quero que meu irmão tenha problemas se depois sair num jornal que um policial matou um cidadão por fazer justiça com as próprias mãos. – Soltei de uma vez e ele pareceu chocado.

— Ninguém falou em justiça com as próprias mãos. – Ele respondeu — Ele vai fazer alguns contatos com policiais de outras cidades e tentar descobrir onde o Thomas se meteu. Se descobrirem, nós vamos para a justiça. Faremos o que for preciso para que ele pague por te assustar daquela maneira. – Alek disse me abraçando.

— Me desculpa. – Murmurei contra seu peito. — Tenho estado tão confusa com isso... Mas é o certo. A atitude de vocês dois é a certa. Eu estava com tanta raiva que meio que perdi as estribeiras. – Falei e ele me deu um beijo na cabeça. — E me desculpa por ontem. – Emendei antes que fosse tarde.

— Tudo bem. – Ele respondeu me encarando. — Eu já estou me acostumando com toda essa avalanche de emoções que você sente. – Ele riu fracamente e eu me juntei ao ato.

— Digo o mesmo, senhor Royd. Esses acessos de fúria não te levarão a nada, sabe?!

— Eu sei. – Alek respondeu se sentando em uma cadeira e me puxando para seu colo. — Mas eu ainda não acredito que o infeliz fugiu. Fez tudo aquilo, todas aquelas ameaças de vingança, para simplesmente fugir de repente?

— Você acha que a Jasmine disse a ele que contaria para nós? – Perguntei.

— Sinceramente, acho que não. – Ele respondeu envolvendo suas mãos em minha cintura. Cada detalhe de carinho fazia meus músculos derreterem, mas eu não demonstraria até ter a certeza de que estávamos bem. — A conheço bem o suficiente para saber que ela não faria isso.

— E eu preciso conversar com ela. Não é justo que não coloquemos tudo em pratos limpos após essa confusão. Devemos desculpas por tê-la ameaçado de algo que ela não fez. – Eu disse.

— Isso é verdade. – Alek disse. — Apesar da minha raiva, ainda que vazia, estou feliz por tudo ter acabado. – Ele disse concentrando o brilho dos seus olhos nos meus. — Agora que nada pode nos incomodar, podemos passar o tempo que quisermos juntos. – Alek roçou seu nariz no meu e sussurrou: — Me desculpa por ontem. Me arrependi por ter descontado minha raiva em você. Não quero ser uma das pessoas que te magoam, Flora.

— Eu não quero mais discutir com você, Alê. De verdade. – Respondi com a voz baixa. — Eu tenho tão pouco tempo aqui ainda que seria um desperdício gastá-lo com sentimentos ruins.

— Não vamos falar disso agora. – Ele respondeu puxando meu cabelo para o lado e abrindo levemente os lábios. Dei um sorriso fraco em resposta e grudei nossas bocas. Alek tinha gosto de suco de laranja e uma maciez incrível nos lábios.

Coloquei minhas mãos em sua nuca e avancei o beijo para um estágio mais ardente. Ele levantou minha cintura e coloquei uma perna de cada lado do seu corpo. A saudade que nos cercava era sufocante. Parecia que nossos corpos não se encontravam há muito tempo, e toda a injustiça reprimida tinha que ser aliviada. Ele apertava minha bunda e mordia meu lábio de um jeito que fazia todo o estresse ir embora.

A partir de agora seria só nós dois. Nós dois pelo tempo que ainda nos restava.

UFA! Chegamos ao fim de uma semana de maratona de postagens! =p Meus amores, não sei nem como agradecer pelas mais de 1

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UFA! Chegamos ao fim de uma semana de maratona de postagens! =p Meus amores, não sei nem como agradecer pelas mais de 1.500 leituras que o livro conseguiu nesta semana! Uhu! Vocês são demais!

Agora é só FALEK na veia!!!! ♥_♥ hahaha A partir da semana que vem voltaremos ao normal: duas postagens por semana. Estamos quase chegando no fim, hein? Bjsss :*

Na Sua Onda [COMPLETO] (Irmãos Soaint 1)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora