📚 LIVRO 1 DA DUOLOGIA IRMÃOS SOAINT
Flora é professora de português e escritora com um grande bloqueio criativo. Agora, três anos depois de lançar seu primeiro livro que se tornou best-seller, ela está passando as férias em sua casa no litoral com...
Nas outras férias que passei no litoral nunca havia me aproximado de alguém o suficiente para ser convidada para uma festa na beira da praia. Então decidi aproveitar a oportunidade para ir a um e matar as saudades do Alek.
Trocamos mensagens a respeito do local e fiquei feliz em saber que era próximo à banca do Leo. Ele comentou que estava organizando tudo e que não poderia me buscar. Não vi problema no pedido e corri me arrumar. Ainda que fosse um momento simples, caprichei na produção. Uma boa escolha de roupas garantia a tirada delas mais tarde.
Coloquei um short de cintura alta e um cropped de amarrar no pescoço. Com um decote suave o suficiente para realçar os seios, adicionei um colar dourado pequeno. Para não incomodar os pés, calcei apenas uma rasteia. Prendi minhas ondas em um coque despojado, deixando alguns fios caídos na frente. Bati um pouco de pó no rosto e delineei levemente os olhos. Estava pronta assim que passei um gloss transparente.
O tempo passou voando, e acabei saindo de casa pouco depois das onze. Decidi ir a pé para não dirigir embriagada mais tarde. Caminhei até o local um pouco preocupada por conta do horário, mas cheguei sã e salva. Avistei o luau de longe e prendi o fôlego.
Estava repleto de pessoas desconhecidas e Armandinho tocava acusticamente ao fundo. Fui até lá a passos lentos e o cenário me deixou deslumbrada. Abri um pequeno sorriso ao sentir o calor da fogueira grande no meio daquelas pessoas. Havia almofadas dispostas em círculo, intercalando a decoração com velas dentro de pequenos vasos. Um pouco mais distante, havia uma tenda branca com duas palmeiras – também em vasos – ao lado. A música chegava suave aos meus ouvidos, e reparei que a bebida rolava solta. Agora sim estávamos falando a minha língua!
Recebi alguns olhares atentos enquanto procurava Alek no meio deles. Decepcionada em não encontrá-lo, me sentei em uma das almofadas e prestei atenção na canção. Uma ruiva estonteante veio do outro lado do espaço até mim. Cumprimentou-me e me alcançou uma cerveja, voltando para seu lugar logo depois. Dei alguns goles até sentir o perfume do Alê.
— Você não imagina como estou feliz em vê-la aqui. – Ele disse agachado atrás de mim, depositando um beijo no meu ombro. Sorri arrepiada enquanto ele se sentava do meu lado.
Lindo era uma palavra pequena para descrever a imensidão de sua beleza. Ele estava com uma camiseta branca apertada que destacava seu peitoral e uma bermuda azul clara. Tinha um sorriso delicioso nos lábios e o reflexo do fogo em seus olhos.
Ele me deu um breve selinho misturando nossos gostos. Pegou uma long neck me fazendo queimar com seu olhar.
— Você está linda. – Ele falou baixo me olhando por inteiro e dando um gole intenso. — Mas vou pegar algo pra te deixar perfeita. Já volto. – Disse sorrindo e se levantando.
Lamentei baixinho vendo-o partir e me concentrando em minha bebida. Um reggae tranquilo estava sendo tocado por um homem loiro, e eu soube, assim que encontramos nossos olhos, que se eu estivesse sozinha não perderia tempo em conhecê-lo. Mas eu não estava. E não poderia estar mais feliz com isso.
Analisei cada pessoa conforme as músicas iam passando e Alek não voltava. Procurei por ele olhando ao redor, mas estava tão escuro além do círculo que não vi nada. Passei da primeira cerveja e engatei conversa com uma garota próxima a mim. Estávamos discutindo qual era o melhor personagem de Suits quando Alê chegou.
— Desculpa a demora, mas demorei a achar. – Falou se sentando do meu lado. Seu cheiro inebriou meus pensamentos sombrios e chacoalhei a cabeça tranquilizando-o.
— Tudo bem. Estou conhecendo o pessoal. – Sorri e ele olhou ao redor.
— Aqui... – Alek chegou mais perto e colocou uma flor atrás da minha orelha. O cheiro suave invadiu meus sentidos e o gesto delicado aqueceu meu coração. — Agora sim. – Alek disse baixo.
Nossas bocas se encontraram lentas e salgadas enquanto uma brisa cobria nosso encontro. Ele grudou sua mão em minha nuca e avançava o beijo com uma paixão sem igual. Envolvi sua cintura com meus braços e me arrepiava a cada mordiscada em meu lábio.
Como havia sentido saudade daquele beijo! Feroz e suave ao mesmo tempo. Carinhoso e sedento conforme nossas línguas se encontravam. Ansioso e arrepiante a cada toque.
— Arrumem um quarto! – Ouvi alguém gritar e nos separamos.
— Vai se ferrar, Guilherme! – Alek gritou atirando uma almofada nele e todos caíram em risadas.
Pouco a pouco nossos sentidos iam ficando confusos, e a minha indecência e de Alek iam aumentando. Ele estava me acompanhando na quantidade de álcool, e três horas depois já estávamos tontos o suficiente para que não levantássemos tão cedo sem cambalear.
A cada frase proferida por alguém, nosso riso saía frouxo. Cantamos as músicas sem ligar para a hora que passava e pelo frio que começava a arrepiar nossa pele. Ficamos abraçamos em vários momentos, e eu ficava feliz em saber que ele não se incomodava em estar comigo na frente de pessoas conhecidas.
Eu estava me perguntando em que momento as pessoas nos deixaríamos a sós, quando Alek me puxou para seu colo meio bambo e passou as mãos em minha cintura.
— Você tem noção do que as suas roupas me fazem imaginar? – Ele disse roucamente no meu ouvido. Nem o álcool conseguiu disfarçar o furor que avançou por meu corpo nesse momento.
Acomodei-me melhor em seu colo e senti seu desejo contra minha pele nua. Suspirei baixo em seu ouvido e ele puxou meu cabelo levemente. Não respondi sua pergunta. Sabia que nenhuma palavra sairia corretamente.
— Me fazem imaginar o quanto você é melhor sem elas. – Ele disse abaixando a boca para meu pescoço, grudando seus lábios nele.
Eu já não sabia distinguir se era do Onze:20 ou do Natiruts a música que o quarto cantor da noite tocava. Tudo que eu prestava atenção era no sabor que Alek estava provando.
— Eu já volto. Desculpa. – Ele interrompeu os beijos minutos depois, e se levantou. Pelos passos trôpegos pude imaginar que ele estava indo fazer xixi. Nossas bexigas estavam nos tirando dos melhores momentos.
Perdida em minha saborosa falta de noção da realidade, me levantei para interagir com as garotas que ainda restavam. Avistei a ruiva no grupinho que cantarolava animadamente a música da vez.
— Ei, ruiva. – Falei com a voz arrastada e a visão embaçada. — Valeu pela cerveja de antes! – Sorri amigável e perguntei: — Qual o seu nome?
— Letícia. – Ela respondeu e o enjoo que eu estava guardando a noite toda veio à tona.
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Vocês acharam que essa história iria ficar parada só curtindo um romance, amores?? HAHAHA Vem treta por aí!! =p
(Pra quem não está lembrada do nome da nossa 'amiga', é só voltar nos capítulos em que o Alek conta tudo o que aconteceu hihi)