— A gente devia ir pra praia. – Alek disse após um longo silêncio. Havíamos acabado de tomar café e estávamos aconchegados no sofá.
— Eu tinha outras coisas em mente... – Falei manhosa passando os dedos em seu peitoral. Ele riu me dando um selinho.
— Eu não sou tão fácil assim. – Respondeu me puxando pra ele e encostando sua cabeça em meu ombro. — Sério, deveríamos ir. Eu só tenho mais três dias de férias.
— O quê? – Falei com a boca levemente aberta. — Como assim?
— Eu te falei, Flô. Você que não está lembrada. – Alek disse e eu suspirei ao ouvir o apelido carinhoso.
— Então vamos! – Sorri. — Você devia ter falado antes! – Cutuquei advertindo-o enquanto saía do sofá.
— Ah, e eu meio que já chamei a Anna. – Ouvi Alek dizer enquanto eu trocava de roupa.
— Por mim tudo bem. – Respondi amarrando a parte de cima do biquíni. Me assustei ao sentir as mãos do Alek em minha cintura.
— Que susto! – Falei sem pensar e rindo. As tirinhas se soltaram e ele me encarou ansioso. — Nem vem, Alê. Você não quis quando eu queria, então não vai ter nada. – Respondi fazendo biquinho e levantando as mãos para amarrá-las novamente.
— Como se isso fosse possível. – Ele disse me pegando no colo e me jogando na cama.
— Daqui a pouco a sua irmã vai estar aqui e vai acabar com a nossa alegria. – Falei baixinho, mas já era tarde demais. Alek roçava sua barba em meu pescoço e dava leves mordidas em minha orelha.
Meu corpo amoleceu no mesmo segundo e eu pude sentir seu desejo florescer.
— Ah, Flora... – Ele gemeu baixo falando meu nome. Enlacei minhas pernas em suas costas enquanto Alek desamarrava o que restava do biquíni. Nossas bocas se juntaram em uma só e o suor começava a surgir em nossas peles.
Ele me apertava nos lugares certos conforme o beijo avançava. Nossas línguas molhadas cruzavam o um caminho perigoso e encontravam sempre uma nova maneira de se amar. Eu suspirava mais alto à medida que Alek descia os beijos por meu corpo e seus dedos me acariciavam devagar.
— Flora? Alê? – Ouvimos Anna chamar.
— Santa Anna. – Alek disse decepcionado ao ouvir a voz da irmã. Me deu um beijo rápido e disse com ironia: — Já vamos, maninha.
Eu ri com toda a situação. Era a segunda vez que Anna quebrava um momento nosso. Sem dúvidas o timing dela estava errado. Nos levantamos enquanto nos vestíamos, e Alek não escondia a tristeza em seu rosto.
🌊
— Estou falando sério, Anna... O Alek não ronca! – Estávamos em um debate a respeito dos defeitos do Alê. Sua irmã afirmava de pés juntos que ele roncava mais que um animal, mas eu nunca havia ouvido nada.
— Você não tem argumentos contra mim, Flô. Eu convivi com aquele grandão a vida inteira. – Ela rebateu sorrindo e tomando seu refrigerante. Adorava estar falando mal do Alê por suas costas. Eu me sentia íntima com aqueles pequenos gestos.
Anna e eu estávamos sentadas pegando sol. Nossos pertences estavam embaixo do guarda sol ao nosso lado e Alek estava mergulhando. Era difícil não me sentir intimidada por todos os olhares que recebíamos, mas eu sabia que ele estaria de volta caso precisássemos.
Minha amiga (e cunhada?) estava maravilhosa com um biquíni branco destacando sua pele cor de amêndoa. Anna tinha um corpo invejável e seus cachos macios estavam presos em um coque abacaxi. Enquanto eu estava timidamente com uma trança embutida e um biquíni estampado.
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Na Sua Onda [COMPLETO] (Irmãos Soaint 1)
Genç Kız Edebiyatı📚 LIVRO 1 DA DUOLOGIA IRMÃOS SOAINT Flora é professora de português e escritora com um grande bloqueio criativo. Agora, três anos depois de lançar seu primeiro livro que se tornou best-seller, ela está passando as férias em sua casa no litoral com...
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