Capítulo 19

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Era incrível. Nunca havia visto uma decoração tão romântica. No alto das paredes havia pisca-piscas, e era a única iluminação do lugar, depois das velas. Ah, as velas. Em um aparador no meu canto direito estavam longas velhas vermelhas em um candelabro. No chão, mais pisca-piscas faziam uma trilha, com pétalas de flores pelo chão, em direção a Alek.

Alek.

Quando o olhei, me faltou o ar por um segundo. Ele estava charmoso, vestindo uma camisa social que lhe caía muito bem, e tinha aquele olhar. Aquele, pelo qual você se pergunta se a pessoa em frente a você gostou de tudo. Encarei-o por alguns segundos, sem saber o que dizer para aquele sorriso que brilhava com uma rosa branca na mão.

Você disse que queria velas e tudo mais. – Ele disse de repente. E eu soltei um sorriso sem graça, lembrando do que havia dito à Anna.

— É, eu disse. – Respondi sem sair do lugar. Parecia uma boba, sem saber o que fazer com tudo aquilo. E de repente senti o cheiro. Oh, e era maravilhoso. Um misto de adocicado com amadeirado tomou conta das minhas sensações.

Alek chegou de repente em minha frente, pegando minha mão esquerda e depositando um beijo nela. Enquanto a beijava, ele olhava em meus olhos, ansioso. Sorri sem graça, enquanto ele me estendia a rosa.

— Obrigada – Falei. — Está tudo lindo.

— Vamos sentar? – Ele respondeu, pegando em minha mão e me levando até a mesa de jantar. Lá havia mais velas sobre a toalha vermelha, e algumas pétalas jogadas pelos cantos. Eu estou combinando com o cenário, pensei de súbito e soltei um risinho. Alek puxou uma cadeira e eu me sentei, com ele na minha frente.

— Então, você preparou tudo isso sozinho? – Perguntei.

— A Anna me ajudou. Jamais teria tantas ideias – Ele respondeu sorrindo, e enfim o clima se soltou entre nós.

  🌊  

— Então, Alê – Disse enfatizando seu apelido. — Conte-me mais sobre você. Não esqueça de cor preferida, curiosidades e maiores micos que você já pagou. – A conversa ficou mais solta entre nós depois do jantar. Havíamos comido massa com direito a um bom vinho. Eles eram dos meus. Sabiam como agradar. Ele não disse, mas eu tinha certeza de que Anna se preocupou de fazer tudo à sua maneira.

— Vou ter que expor minha ficha criminal também? – Ele falou enquanto tomava um gole de vinho.

— Essa parte pode deixar de fora. – Eu pisquei com um olho só.

— Bom – Ele começou, pegando a minha mão sobre a mesa. — Minha cor preferida é cinza. E aqui vai uma curiosidade: - Ele começou, levantando um dedo. — Você sabia que o Pacífico é o maior oceano da Terra? – Alek finalizou levantando a sobrancelha. E eu ri, ri muito. Pelo jeito o vinho estava começando a fazer efeito.

— Eu fazia ideia, sim – Respondi enquanto afirmava com a cabeça, e ele me olhava com certo brilho em seus olhos castanhos. — Mas eu quero uma curiosidade sobre você. Sei lá, por que escolheu ser bombeiro? Você mora sozinho? E todas essas coisas que geralmente a gente sabe sobre alguém.

— Bom – Alê começou afagando minha mão com o dedão — Escolhi ser bombeiro aquático porque sempre fui apaixonado pelo mar. Minha mãe veio pra cá comigo e Anna quando éramos crianças, então eu nunca aprendi a viver em outro lugar. Nós viemos porque ela havia se separado do meu pai, então moramos só nós três. Ele mora em outro estado, temos pouco contato, sabe? Mas não quero entrar nesse assunto. Nem sei direito o que é relação pai e filho, então o mar acabou se tornando meu refúgio. Sempre gostei. Ah! – Ele exclamou, lembrando de algo de repente. — Eu tenho uma tatuagem com o desenho de uma onda, também por causa do surfe. Enfim... – Sorriu. — Acho que é isso. – Olhei para ele com a cara mais séria que pude, dizendo:

— Ainda faltam os micos.

Ele riu. Uma risada gostosa, que eu queria guardar para sempre. Sua boca ficava mais bonita ainda com um sorriso estampado, e reparei que ele tinha covinhas quando ria, e seus olhos enrugavam um pouquinho no canto. Era uma mudança facial completa, e eu gostava daquilo.

Alek sem dúvidas me pegou reparando em tudo aquilo, porque falou de repente com a voz mais rouca do mundo:

— Acho que podemos deixar isso pra depois.

  🌊  

Sua boca cobria toda a minha em um beijo insano. Tínhamos pressa em sentirmos cada canto um do outro. Nossos corpos estavam colados, a caminho do quarto. Fomos batendo um pouco em pedaços da casa, mas nos mantínhamos juntos. Ele abraçou minhas costas com veemência, e enfiou uma das mãos por baixo dos meus cabelos, trazendo um arrepio da cabeça aos pés em mim.

Quando entramos no quarto, ele bateu a porta com força atrás de nós, e me empurrou contra ela. Eu arfava com todos aqueles músculos esforçando-se para me agradar. Levantei uma das pernas e engatei na cintura dele, enquanto ele começava a morder e lamber meu pescoço.

Ambas as respirações estavam pesadas, e tudo era muito delicioso. Alek sabia sem dúvidas como deixar uma mulher arrepiada e pedindo mais. Ele se juntava contra mim e eu podia sentir seu desejo emanando por todo o corpo.

Afastei-o de mim e comecei a desabotoar sua camisa, intercalando com leves beijos em seu peitoral. Os olhos deles estavam enevoados de desejo, e puxei-o pela beira da calça em direção a cama. O vinho percorria por nossas veias, deixando tudo mais intenso do que o pensado.

Ele deitou-se em cima de mim e puxou meu vestido até a cintura, agarrando minhas coxas com força. Levantei o quadril em direção a ele, enquanto as gotas de suor começavam a surgir. Agarrei suas costas e o puxei para mais um beijo, me deliciando com sua boca carnuda.

Meus dedos estavam na nuca do Alê quando ouço a voz de Anna gritar:

— Cheguei!

— Cheguei!

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Na Sua Onda [COMPLETO] (Irmãos Soaint 1)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora