📚 LIVRO 1 DA DUOLOGIA IRMÃOS SOAINT
Flora é professora de português e escritora com um grande bloqueio criativo. Agora, três anos depois de lançar seu primeiro livro que se tornou best-seller, ela está passando as férias em sua casa no litoral com...
À noite, enquanto nos arrumávamos e Adam insistia de que eu deveria ser sua guia turística, me lembrei de que Anna havia dito que estava em cartaz no teatro. Logo, digitei o nome do teatro e da cidade na barra de pesquisa e encontrei o horário. Seria dali meia hora e precisávamos nos apressar.
— Vamos, Adam! Você demora mais do que eu pra se arrumar. – Bati na porta do quarto e coloquei metade do corpo para dentro. — Vem. Estamos praticamente atrasados.
Com uma calça jeans colada e uma camisa preta com as mangas dobradas até o cotovelo, ele estava lindo. Um relógio e um cabelo bem penteado completavam o look.
— Olha – Falei enquanto dava pequenas palmas — Se hoje você não arrumar seu amor de verão, não será nunca mais. – Ri e ele deu risada comigo.
— Ótimo. – Retrucou. — É tudo que eu ando precisando. Vamos. – Disse engatando seu braço no meu e me levando para fora.
🌊
A peça havia sido maravilhosa. Anna não deixava dúvidas de que era uma das artistas que mais merecia sucesso, tanto pelo talento quanto carisma. A apresentação tinha sido uma comédia a respeito das dificuldades encontradas por alguém que acaba de se mudar para a cidade grande. Então após as cortinas se fecharam, decidimos nos encaminhar ao camarim para parabenizá-la.
Ela estava sendo cumprimentada por alguns amigos, e Adam e eu aguardávamos. Após se desvencilhar deles, ela veio até nós, graciosa e gentil me abraçando. Hesitei por um segundo, achando estranha essa proximidade repentina, mas decidi compartilhar a alegria.
— Que bom que você veio. Gostou?
— Gostei. Você tem muito talento. – Falei dando um sorriso e me virando para Adam. — Anna, este é meu amigo de longa data, Adam. Adam, acho que nem preciso te apresentar a Anna. – Falei e nós três demos uma risadinha. Eles se cumprimentaram e logo veio o convite:
— Vamos jantar? Minha família está em um restaurante aqui perto para comemorar o fim da peça, e já que vocês estão aqui, nada melhor do que fazer companhia. – Ela falou.
— Olha, Anna... – Comecei a falar olhando para meu amigo, que estava com os olhos vidrados nela, na tentativa de que ele colaborasse com a recusa.
— Vamos. – Ele me interrompeu sorrindo. — Vamos sim.
— Ótimo. Se quiserem me esperar ali na entrada, só vou pegar algumas coisas.
— Encontramos você lá. – Falei puxando Adam, e dando-lhe uma cotovelada na cintura. — Nem pense nisso. – Disse com a testa franzida, olhando-o de canto.
— Pensar no quê? Não pensei em nada. – Ele disse me olhando com os olhos travessos e uma risada brincando em sua boca.
— Só pra você saber: ela ficaria mais afim da Kristie do que de você. – Ouvi ele bufar.
— A Kristie nem está aqui e já está roubando mulheres de mim. – Soltamos gargalhadas juntos. Como ela fazia falta!
Quando chegamos ao hall de entrada, muitas pessoas estavam saindo, por isso foi um pouco difícil não se deixar ser arrastado para fora. No entanto, esperamos e logo Anna chegou, elegante, com um vestido tubinho e saltos. Fomos de carro até o restaurante. O cardápio do dia era massas e foi fácil abrir o apetite com o cheiro maravilhoso.
Acompanhamos ela até a mesa e fomos apresentamos a família. Sentei-me de frente para Anna, Adam a seu lado, seguido pela mãe dela. Ao meu lado direito estava a tia de Anna, e ao meu lado esquerdo, uma cadeira livre. Elas eram muito divertidas e logo nos deixaram a vontade. Enquanto o garçom servia a bebida e nós líamos o cardápio, Anna perguntou:
— Cadê o Alê? Atrasado como sempre. – Ela disse e revirou os olhos.
— Você sabe que seu irmão se atrasa para tudo, meu amor. – A mãe dela disse. — Mas ele me garantiu que apareceria. Não se preocupe. – Disse afagando a mão de Anna. Pelo jeito eram muito afetuosas.
Nos entretínhamos na conversa quando os pratos chegaram. Nossa mesa ficou repleta dos mais variados sabores italianos, com um bom vinho para complementar. Estávamos nos servindo quando senti um perfume forte masculino ao meu lado e uma voz perigosa dizer:
— Boa noite a todos. Perdoem-me o atraso.
Virei e dei de cara com Alek. Santo Deus, um karma estava surgindo em minha vida. Era muita coincidência para poucas horas! E pelo jeito esta seria uma longa, longa noite.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.