Capítulo 5
Brooke
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Quase sem ar termino de subir as malditas escadas e me atrapalho com a chave, na hora de enfia-la na fechadura da porta. Porra. Quando enfim abro a passagem para o apartamento, deixo minha bolsa e as apostilas sobre o sofá velho, que fica à centímetros da porta de entrada do apartamento. Tiro a regata e a calça jeans que estava usando antes, ficando só de sutiã e calcinha. Sou rápida em pegar meu uniforme, que estava secando próximo à janela. Começo a vestir a saia ridícula de garçonete e Oen aparece saindo do seu quarto, com uma garrafa de yogurt em mãos.
— Brooke — ele me cumprimenta, indo em direção ao cubículo que chamamos de cozinha e nem liga para o fato de eu estar semi nua à sua frente.
Não seria a primeira vez que Oen me vê assim e nem será a última. Ele já disse que não liga. Não que eu não seja gostosa, porque sou, obviamente não sou a porra de uma modelo, mas meu corpo é aceitável... Bastante caras gostam dele. No entanto, Oen nunca correu seu olhar em mim. Já aquele mimado correu e eu estava vestida, imagine o que ele faria se me visse de sutiã e calcinha? Eca, além de mimado é pervertido. Termino de vestir a saia e coloco a blusa, começando a fechar os malditos botões.
— Você vai... Haãm... Chegar cedo? — Oen pergunta vasculhando a geladeira.
— O mesmo horário de sempre — o respondo, fechando o último botão que espreme meus seios dentro do tecido.
— Ah... Estava pensando em trazer uma amiga pra cá — nossos olhos se encontram e ele não precisa se explicar.
Sei que o seu "amiga" significa que é alguém com quem ele vai transar e o "trazer pra cá", significa que ele quer o apartamento vazio. Respiro fundo e concordo com a cabeça, porquê não tenho direito de interferir na vida sexual do meu amigo.
— Posso ficar mais uma hora e ganhar um pouco a mais essa noite, mas só isso, uma hora — o respondo começando a pentear meu cabelo com meus dedos tomando o lugar de um pente.
— Está ótimo pra mim — seu sorriso com as bochechas grandes, me faz sorrir também.
Oen apesar de estar acima do peso, é um cara bonito. Seus olhos são em um tom de azul bem claro contrastando com seu cabelo escuro. Me pergunto se a amiga que ele irá trazer aqui é Maggie, a garota que ele trouxe em um fim de semana que não trabalhei por estar doente. No entanto, não questiono porque a vida é dele e não minha. Me despeço do meu colega de quarto/apartamento e caminho em direção à saída, no trajeto pego a plaquinha com meu nome de cima da mesinha de centro. Se antes eu precisei andar correndo até aqui, agora preciso literalmente correr até a lanchonete 24 horas, onde trabalho, que fica à algumas quadras daqui.
*
A lanchonete está movimentada essa noite, por mais que o relógio já vá marcar uma da manhã. Gina, a dona desse estabelecimento, não para de fazer seu café fedido e após anotar o pedido de uma mesa, entregar o papel à Gina, que está atrás do balcão preparando os pedidos; vou em direção à uma mesa recheada com um monte de adolescentes idiotas que riem e se socam, como se fossem a droga de animais selvagens e não pessoas civilizadas.
— O que querem? — pergunto assim que paro à frente da mesa deles e todos me encaram com sorrisos nojentos no rosto.
— Que você me chupe — um dos garotos me responde com um tom malicioso e o restante da mesa cai na gargalhada.
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Talvez Desconhecidos
Romantik🏆 VENCEDOR DO THE WATTYS 2021, NA CATEGORIA NEW ADULT🏆 Brooke Westton sempre teve a vida corrida e cronometrada como um mero robô. As manhãs ela trabalha, as tardes assiste as aulas de sua faculdade e de noite retorna à lanchonete onde trabalha de...
