Capítulo 35

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                                  Capítulo 35

                                       Chuck

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       Nunca pensei que precisaria ver Brooke comendo frozen yogurt, até vê-la comendo frozen yogurt. A morena é simplesmente uma caixinha de surpresa, daquelas que realmente não sabemos o que irá sair de dentro. Nunca fui um cara facilmente impressionado, ainda mais no quesito garotas, no entanto... Com a princesa, tudo parece absurdamente novo e inexplorável. A forma como ela espreme suas órbitas negras, ou como sempre, sempre mesmo explode por coisas bobas. Porra, estou me sentindo o próprio Thomas, quando começou a colocar as mãos embaixo das saias de Eva e só falava sobre ela, no entanto não estou falando, tudo referente à Brooke se mantém girando  sem parar nos meus pensamentos. Inclusive a noite em que dividimos o chuveiro. Por algum motivo — e esse motivo desconhecido está se fazendo bem presente ultimamente — chega a ser excitante a forma como Brooke sempre parece manter o pé no chão. É chato às vezes? Porra, bota chato nisso, no entanto... Tenho certeza que se colocassem a princesa sentada ao meu lado para governar; ela saberia como acabar com a fome no mundo.

— Pare de me encarar assim, Mimado — Brooke resmunga e junta de leve as sobrancelhas, transferindo sua atenção para o potinho nas suas mãos.

— Assim como, Princesa? — tento, mas não consigo não sorrir de lado, enquanto passeio meu olhar no que consigo enxergar de seu rosto.

— Como se estivesse... Sei lá, excitado em me ver comendo frozen yogurt — Brooke formula uma caretinha e mexe com a colher dentro do potinho.

— E se eu estiver? — acabo por perguntar, apenas para ver sua reação, já que fico excitado com muitas coisas referente à garota sentada ao meu lado, no entanto não tenho certeza se fico com ela comendo... Bom, ainda não.

— Então você será um puta de um doent... — a resposta nem um pouco animadora, como pensei que sairia de Brooke é cortada por um bater no vidro do carro.

Assim como eu; Brooke transfere sua atenção para a figura ao lado de fora, com farda de segurança. O cara com a lanterna mirada para a gente faz sinal para que abaixássemos o vidro. Fecho meu semblante e aperto o botão, fazendo com que o vidro automático do carro; desça. Odeio esses filhos da puta que pensam que só por vestirem um uniforme de segurança, ou polícia podem sair por aí fazendo tudo que querem... Digo, porra por que caralhos ele nos mandou abaixar o vidro? Por conta do cara estar ao lado do vidro de Brooke, tenho que me inclinar um pouco para a princesa. O segurança joga a luz da lanterna em nossos rostos, como se fôssemos ladrões sendo pegos em flagrantes e a morena sobe uma mão até seus olhos, os cobrindo. Seu incômodo à luz da lanterna do cara, me deixa com o semblante mais fechado possível. Quem ele pensa que é, para chegar jogando a luz no rosto dela? Quer dizer nos nossos rostos? Há porra de postes iluminando esse estacionamento.

— Olá casal... — sua voz soa grossa como pensei que soaria e isso quase me faz rir sem humor, já que sei que essa voz é nada mais, nada menos que uma forçada e sua verdadeira voz deve ser tão fina, quanto a de uma criança — São de poucas palavras? — o filho da puta tenta "brincar", no entanto sua brincadeira só me deixa mais irritado.

Bom, não apenas eu, Brooke também, já que a morena respira fundo audivelmente.

— Abaixe essa luz dos nossos olhos, que quem sabe falamos cara a cara — antes que eu pudesse o mandar cuidar da porra da vida dele, Brooke se pronuncia tão séria quanto ela geralmente se pronuncia referente à conversas trocadas comigo e perceber que ainda não irrito dessa maneira massageia meu ego por algum motivo.

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