Capítulo 25
Chuck
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Porra.
Porra.
Porra.
Deixo meu quarto após vestir algo que não seja só uma cueca e saio dessa fraternidade em um novo recorde de tempo. No instante em que termino de descer a mini escada da varanda; olho ao redor do campus, a procura de uma silhueta em especial. Porra, essa garota só pode ser louca pra andar por aí de madrugada vestindo somente a porra da minha camisa.
— Chuckkkkkk! — uma voz animada demais se faz presente, o que me faz virar meu rosto e encarar Ruby Portland.
Meus olhos mal ficam nos seus atrás da máscara com orelhinhas. Eles descem para a sua fantasia de mulher gata com toda e qualquer parte do seu corpo coberto e modelado com um tecido preto reluzente, como a lataria de um carro. Nem ferrando que essa fantasia é só uma "fantasia". Aposto com quem quiser que ela comprou essa droga de roupa em um sexshop. Ruby se aproxima em cima dos seus saltos, que a deixam da mesma altura que a minha e com suas unhas enormes, começa a fingir estar arranhando meu peitoril.
— Essa gatinha aqui está a procura de um tigre — Ruby introduz um; "Grrree" no fim do seu comentário, que tenho quase certeza que era para ser o barulho que os felinos fazem, mas acaba parecendo que ela está com algo entalado na garganta e não consegue tirar.
Penso seriamente em lhe perguntar se ela quer ajuda. Muitas pessoas não conseguem enfiar o dedo na goela para tirar algo de lá... No entanto, minha solidariedade se vai, no segundo em que a loira tenta me abraçar. Seguro seus braços e a impeço de completar o ato de afeto. Porra, ela não sabe mesmo o que significa uma noite de curtição e só.
— Porra Ruby, já disse que não gosto disso — sou sincero com ela e a mesma morde seu lábio inferior, sorrindo maliciosamente.
Nunca levei nenhuma garota para a cama com juras de amor. Nem mesmo quando foi a vez de Ruby. Sempre, pra falar a verdade; em todos os minutos possíveis; deixava bem claro à elas, que estávamos apenas nos divertindo e nos saciando, ponto final. Porém, porra! A metade desse campus não entende o que é sexo casual.
— E isso, Chukzinho, você gosta? — suas mãos trilham meu corpo, até uma parar no breve volume da minha calça e apertar a saliência, que é meu membro.
Respiro fundo e... Porra triplo. Ruby, isso é golpe baixo. Antes que eu pudesse dizer algo a respeito da sua mão no meu pau, uma outra garota aparece ao nosso lado e sorrindo embriagada; joga um braço ao redor dos ombros de Ruby.
— Chegou na hora perfeita, Karol — Ruby olha para sua amiga a todo sorrisos e logo em seguida volta sua atenção para mim — Que tal um ménage Chuck? Eu, você e a Ka... — porra quádruplo — Ahh vamos, sei que você ama! E eu e a Ka estávamos mesmo atrás de alguém para se divertir essa noite — Ruby afasta as garras do meu pau e abraça sua amiga, espremendo seus seios nos dela o quanto era humanamente possível.
Respiro fundo me controlando ao extremo para não cair olhar nas quatro pérolas, que estão sendo oferecidas. Meu olhar corre pela garota nova, Karol, e percebo que ela está usando uma fantasia tão inexistente de arrumadora, quanto a de Broo... Ahh não, não, não. Porra, esqueci completamente do que estava fazendo aqui.
— Porra... — passo a mão no cabelo, criando coragem para o que irei falar — Fica para outro dia — as palavras literalmente me rasgam de dentro pra fora e o semblante confuso no rosto de Ruby é completamente aceitável.
— O que? Por que? — Ruby questiona, mais séria que antes e solta sua amiga, que quase caí.
Ahhh porra, espero que Brooke valha a pena, porque um ménage é a porra de um ménage! Coloco uma mão na cintura de Ruby e deposito um beijo rápido no canto da sua boca, abrindo meu melhor sorriso.
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Talvez Desconhecidos
Romance🏆 VENCEDOR DO THE WATTYS 2021, NA CATEGORIA NEW ADULT🏆 Brooke Westton sempre teve a vida corrida e cronometrada como um mero robô. As manhãs ela trabalha, as tardes assiste as aulas de sua faculdade e de noite retorna à lanchonete onde trabalha de...
