Capítulo 65
Brooke
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Meus lábios formam um breve O, deixando o ar esvair dos meus pulmões, conforme a extensão de Chuck me invade. Centímetro por centímetro, sinto sua espessura me expandir momentânea-e-loucamente. Seus dedos afundam nas minhas cinturas, guiando meu corpo para cima e logo em seguida para baixo. Nossos olhares se perdem um dentro do outro e Chuck locomove uma das suas mãos, da minha cintura, até os cabelos na minha nuca. O mimado puxa meu rosto, até nossos lábios se colarem novamente. Seguro nos seus ombros e começo a movimentar meu quadril em círculos, contra seu membro.
— Porra, Princesa... — Chuck resmunga e sussurra ao mesmo tempo, puxando meu cabelo, para criar uma breve distância entre nossos lábios.
Nossas respirações se misturam e me perco novamente dentro dos seus olhos castanhos amendoados, quase inexistentes agora por conta das suas pupilas dilatadas. Percebo a breve gota de suor escorrendo no canto da sua testa, porquê por mais que a noite não esteja quente; estamos em erupção constante, sempre que nossas peles se encontram. Seja esse encontro um; mero toque, ou um simples beijo. Não há nada que possa descrever isso; a gente. Por mais que tudo soe extremamente repetitivo... De alguma forma, no nosso universo paralelo, somos o encaixe, o reflexo e o que faltava um no outro. O exemplo perfeito de que água e óleo podem, em algum momento; se misturar, nem que esse acontecimento seja extremamente rápido e único. Chuck solta os fios da minha nuca, apenas e somente para descer sua mão novamente, mas ao invés dos seus dedos pararem nas minhas cinturas, ele os escorrega ainda mais, até encontrar com minha bunda. Suas duas mãos cobrem minhas nádegas e as apertam, em um aperto forte. Por alguma razão isso me excita. Riston sem abandonar meus olhos, me faz subir e descer mais rápido, muito mais rápido. Por uma fração de segundos, todo e qualquer barulho que cortava o silêncio do estacionamento, era; o som dos nossos corpos se chocando, mas agora os gemidos que abandonam minha garganta tomam o lugar. Direciono minhas mãos para o seu pescoço e me seguro ali. Chuck mordisca meu maxilar, a ponta do meu queixo e ao chegar em meus lábios, morde o inferior, o puxando sem delicadeza alguma.
— Você não tem ideia do quanto gosto de estar aqui... — suas mãos acariciam a superfície da minha bunda, antes de se afastarem um pouco e retornarem com força, fazendo ecoar o eco breve de um tapa — Com e dentro de você — seu tom de voz rouco e seu tapa, me fazem quase revirar os olhos de prazer, no entanto as palavras que ele acabará de dizer, além de ficar excitada, me fazem ficar curiosa.
— Quanto... Quanto você gosta de estar comigo? — consigo encontrar minha voz para questiona-lo, na intenção de descobrir a resposta e também de provocá-lo ao mesmo tempo.
Assim que a dúvida deixa meus lábios, Chuck para de fazer tudo que estava fazendo, o que me faz respirar fundo e parar também. Um silêncio incômodo se instala e a sensação da sua extensão ainda dentro de mim, me faz querer cavalga-lo, mas não farei isso até ele explicar o porquê desse semblante sério que apareceu no seu rosto. Observo seus olhos passearem meu rosto com calma, como se a segundos atrás não estivéssemos na fricção sexual que estávamos.
— É impossível contar o infinito, Princesa — Chuck pronuncia palavra por palavra sem pressa, deixando claro que queria que eu memorizasse esse momento e ele consegue... Porque por mais que eu sempre fugi a vida toda de memórias felizes; essa, se fixa instantaneamente, na minha mente e coração.
Nunca me senti tão especial como venho me sentindo nos últimos dias, com ele. Seus olhos enfim encontram com os meus e tenho que lutar para não abandoná-los. Estou com medo de estar me jogando de um precipício alto demais, estou com medo de perceber que estou sem paraquedas somente após o pulo, estou com medo de que a minha queda seja mais rápida, que é como o de costume. Ter uma vida de merda é aceitável, mas se entregar, confiar em uma pessoa e essa pessoa ser capaz de te roubar o paraquedas, apenas e somente para que ela seja a única a ter um pouso seguro no chão... É outra. Não, não, não repito mentalmente para mim mesma algumas vezes. Chuck não faria isso. Ele quem está investindo nisso, na gente, na nossa soma. Ele quem está me mostrando que não importa o quão monótona minha vida pareça, ela pode ter um espacinho para o; amor. Sinto meu coração acelerar e movo meus dedos em seu pescoço, até eles encontrarem com os primeiros fios de cabelo na sua nuca. O semblante sério de Chuck, da lugar ao seu habitual semblante descontraído e seu sorrisinho diabólico de lado aparece. Acabo sorrindo sem ter um porquê plausível e aproximo nossos rostos, até a pontinha dos nossos narizes se tocarem. Não me importo em me jogar sem paraquedas, porquê no fim, sei que antes mesmo de Chuck aparecer, eu já havia me jogado do precipício... Ele apenas se jogou atrás.
*
Chuck fecha a porta da fraternidade, sem se importar em ser silencioso, não que seja extremamente tarde para isso. Seus cabelos ainda estão bagunçados do sexo que fizemos momentos antes e aposto que os meus também estão. Pensando nisso passo a mão na parte de trás da cabeça, onde seus dedos antes prendiam e puxavam meus fios. O mimado envolve um braço ao redor da minha cintura, como fez na festa a fantasia e me guia em direção ao seu quarto, no segundo andar da casa. A festa a fantasia... Ela parece ser uma lembrança tão longe. Tenho vontade de me socar e rir ao mesmo tempo, por tudo que fiz naquela noite, principalmente a parte da toalha. Tenho certeza que nunca havia feito nada igual aquilo, odeio chamar atenção para mim mesma. No entanto, olho para Chuck, porque ele desperta isso em mim. Um lado meu, que eu sequer sabia que tinha coragem para existir. Entramos no seu quarto e levo minha mão esquerda em direção a direita a fim de tocar na luva, mas tudo que toco é minha própria pele, não o tecido macio da luva. Me lembro de Chuck retirando minha luva no carro e respiro fundo. Tirando a festa a fantasia, não me lembro qual foi a última vez em que fiquei sem a luva por tanto tempo. Brevemente nervosa, me sento na beirada da sua cama e percebo que o mimado está no meio do seu quarto, me encarando. Uma sensação de deja vú me ocorre e antes que eu conseguisse me lembrar de quando, o mimado cruza os braços.
— Quanto o turno da noite pagava? — sua pergunta aleatória me faz unir de leve as sobrancelhas, porque esperei que quando chegássemos aqui, Chuck faria o que não dá de se fazer em um sexo casual no banco de um carro.
— O aluguel... Eu acho — o respondo mesmo sem entender ao certo o por quê da sua pergunta e Chuck parece pensar um pouco, antes de concordar com a cabeça.
— Então saia daquele apartamento e vem morar aqui — sua "sugestão" soa tão casual, que me faz rir.
— O que disse? Morar? Aqui? — o questiono entre breves risadas apontando para o arredor do quarto, a fim de dar ênfase na questão.
— É Princesa, você basicamente vive nesse campus, então o que há dormir nele também? Ficando aqui na fraternidade comigo, você poderia encontrar outro emprego que não tomasse todo o seu tempo... — mesmo ainda estando de braços cruzados, Chuck da de ombros — Algum emprego de meio período, onde você trabalhasse só pela manhã, aí conseguiria pagar a sua bolsa — Riston termina seu raciocínio e nunca o vi tão focado antes.
Vê-lo assim; concentrado, me faz realmente parar para pensar na sua proposta. Não posso negar dizendo que é inaceitável, até porque quem não quer morar dentro do campus? Só de pensar que morando aqui dentro poderei dormir mais, aproveitar a noite inteira em um travesseiro; faz com que uma alegria repentina me envolva. No entanto, o fato da instabilidade ser minha colega de quarto não me agrada.
— Não acha que é um passo muito grande? Tipo, extremamente grande? — o questiono após respirar fundo — Digo... — por que estou nervosa? — Estamos começando isso entre a gente agora, podemos não gostar mais um do outro amanhã — o relembro que normalmente nos provocamos mais que qualquer outra coisa e Chuck lentamente faz seu sorriso de lado surgir, negando de leve com a cabeça.
— Impossível — sua única resposta às minhas perguntas, me faz perceber que Chuck é muito mais carinhoso do que todos pensam, do que eu pensei que fosse.
— É... — começo a pensar em algo para provocá-lo — Cadê o Chuck que era todo grosso e falava "porra" a cada palavra dita? Estou começando a suspeitar que estou ficando com um sócia dele — o provoco e digo a verdade ao mesmo tempo, enquanto seu sorriso diabólico de lado surge novamente.
— Impossível... — Chuck se aproxima de mim e segura na ponta do meu queixo, fazendo com que eu jogue a cabeça para trás lentamente, a fim de olharmos um dentro dos olhos do outro — P-O-R-R-A — o mimado pronuncia o xingamento letra por letra e isso me faz rir com o nariz.
Chuck mantém o sorriso lindo e sexy, enquanto se inclina e começa a depositar beijos em todo meu rosto.
— Segundo round*? — o questiono sorrindo, enquanto os dentes do mimado mordiscam o nódulo da minha orelha.
Meus dedos encontram com o botão da sua calça e meu corpo todo já precisa do de Chuck.
— Segundo round, Princesa — Riston sussurra e segura entre meu maxilar e pescoço, começando a me deitar sobre o colchão, sem parar com os beijos.
Sequer aceitei sua proposta e já estou começando a aproveitar a noite vaga.
Interessante.
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*Round: rodada, período, que divide uma luta de boxe.
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Talvez Desconhecidos
Romansa🏆 VENCEDOR DO THE WATTYS 2021, NA CATEGORIA NEW ADULT🏆 Brooke Westton sempre teve a vida corrida e cronometrada como um mero robô. As manhãs ela trabalha, as tardes assiste as aulas de sua faculdade e de noite retorna à lanchonete onde trabalha de...
