Capítulo 69 (😏)
Brooke
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Apesar de acreditar fortemente em que confiança se conquista, me sinto mais à vontade com os amigos de Chuck. Mesmo com aquele breve e inquietante momento onde Gretta percebeu minha tatuagem. Já estamos há quase duas horas aqui, na cozinha rindo, conversando e mesmo assim ainda me sinto incomodada, não com o fato de estar rodeada de desconhecidos, mas sim com o fato de estar deixando a vida me levar. Sempre fui eu quem levava a vida, sempre fui eu que tinha tudo planejado... Não posso dizer que vivia da melhor maneira. Até porque estaria mentindo. Meus dias sempre foram cronometrados, sem tempo para a diversão, sem tempo para as risadas e o amor. Olho para Chuck conversando com Thomas, enquanto sua mão permanece pousada em minha coxa, como se fosse impossível permanecer tanto tempo "longe". É irônico como perdi meu emprego, algo que eu valorizava demais, mas ganhei um parceiro, algo que acabei percebendo que me faltava. Não somos o melhor, sequer o mais experiente dos casais, mas algo me diz que não é do dia para noite que se conquista esses dois tópicos. Convivência, eu diria. Escorrego minha mão até chegar na de Chuck na minha coxa e entrelaço meus dedos nos seus. Percebo que todo aquele medo que tenho de acabar trilhando o mesmo caminho que as duas pessoas que me colocaram no mundo trilharam, ultimamente vem desaparecendo. Tomo pílula desde que consigo me lembrar, não terei filhos até estar estável salarialmente e segura que nunca, em hipótese alguma, terei que escolher entre minha diversão com meu parceiro e meu filho, como eles fizeram... Não, Chuck não faria isso, dá para notar como ele age com sua irmã. Ele nunca escolheria as festas, a curtição ao seu filho. Nunca, certo? Minha mente me prega uma peça e acaba me perguntando o por que; tenho tanta certeza de que Chuck quem será o pai do meu filho? Não há nada nos prendendo, me arisco em dizer que estamos andando em uma corda bamba, onde se um cai, o outro vai logo atrás. No entanto, é impossível negar que Chuck já me levou ao extremo em diversos sentidos; tanto na raiva, quanto na confiança e no tesão. Não pensar nele compartilhando um futuro comigo que deveria ser estranho, certo?
O mimado ignora por alguns instantes seu amigo, apenas para olhar para mim e sorrir seu sorriso diabolicamente safado, que vem fazendo parte dos meus dias ultimamente. Retribuo o sorriso e Chuck retorna sua atenção para Thomas, concordando com a cabeça, para algo que seu amigo acabará de falar. Seu polegar acaricia minha mão e logo em seguida ele a solta. De princípio não entendo o porquê, mas no segundo em que Riston começa a subir sua palma na minha coxa, até começar a entrar por debaixo da barra da camisa qual estou vestindo, um alerta vermelho começa a piscar em frente aos meus olhos. Seguro seu pulso, a fim de impedi-lo, porquê estamos rodeados de pessoas, mas é tarde. Chuck me toca sobre a calcinha e me faz respirar fundo, fazendo todo o meu corpo arrepiar de imediato ao seu mero toque. Levanto olhar para seu rosto, que permanece imparcial, ainda conversando com seu amigo, como se não estivesse com a mão no meio das minhas pernas. Seus dedos me acariciam e o formigamento no pé da minha barriga se intensifica. Não posso estar mesmo gostando diss... Ah esquece, eu estou. No instante em que seus dedos adentram o tecido fino da calcinha, desisto de afastá-lo — por mais que antes eu só estivesse segurando seu pulso e não realmente o empurrando para longe — e tento manter meu semblante o mais natural possível. Puxo o ar novamente no segundo em que Chuck me acaricia e me inclino sobre a mesa, para ter certeza de que ninguém está vendo isso. Céus, Chuck é louco. Por mais que seus amigos estejam todos ao nosso redor, no local onde estamos sentados; na beirada da mesa, só veria o que estamos fazendo, quem chegasse na cozinha agora. Esse pensamento me excita, na mesma medida que me deixa receosa.
Levo uma mão até minha nuca e finjo estar a massageando, apenas para virar o rosto para o lado e prender meu lábio inferior com os dentes. Chuck escorrega dois dedos para dentro de mim e isso faz com que eu me mexa na cadeira. "Porra", como diria o próprio mimado. Riston ri de algo que ele e o seu amigo estão comentando e começa a agilizar o vai e vem, me fazendo pressionar meus lábios um no outro, tentando impedir um gemido. Coisa que acho que falho, já que Chuck limpa a garganta e me olha por microssegundos como se me repreendesse, antes de voltar sua atenção agora para Nate. Respiro com dificuldade duas vezes, antes do mimado me torturar mais ainda, me fazendo pressionar minhas pernas uma contra a outra. Meu corpo todo já está agindo em resposta ao seus dedos, meus mamilos já estão endurecidos embaixo do tecido da sua camisa e tenho quase certeza que estou tendo breves espasmos. Nunca fiz nada assim antes, não com um certo público ao redor. Sinto seus dedos desacelerarem, o que me faz tentar normalizar minha respiração e abrir um pouco minhas pernas. Quando penso que Chuck vai parar com aquilo — por mais que eu não queira que ele pare — o mimado volta com as dedadas em um ritmo rápido. Me contorço segurando seu braço, que estava esticado na minha direção e involuntariamente um gemido baixo me escapa, mas não baixo o bastante para se passar despercebido.
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Talvez Desconhecidos
Romance🏆 VENCEDOR DO THE WATTYS 2021, NA CATEGORIA NEW ADULT🏆 Brooke Westton sempre teve a vida corrida e cronometrada como um mero robô. As manhãs ela trabalha, as tardes assiste as aulas de sua faculdade e de noite retorna à lanchonete onde trabalha de...
