Capítulo 23

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                               Capítulo 23

                                     Chuck

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— Brooke, espera — mordo a porra da minha língua, para justamente não acrescentar o; "porra" no fim do pedido e ela achar que estou bravo com a mesma, ou coisa parecida.

No entanto, nem mesmo o meu "porra" encoberto adianta. A morena já se enrolou na toalha e está tentando abrir a porta do banheiro dessa fraternidade que só se abre se você tentar com um jeitinho diferente. Essa variável me ajuda a jogar minha cabeça embaixo da água corrente, apenas para tirar um pouco do excesso de shampoo nos meus cabelos. Não espero até toda a espuma sair e desligo o chuveiro, saindo de dentro do box às pressas.

— Por que essa porra não abre? — escuto Brooke rosnar, puxando a maçaneta da porta com raiva e logo em seguida a princesa presenteia a madeira com um chute.

Ainda estou tentando compreender o motivo, pelo qual ela mudou de humor. Estava tudo indo bem... Porra, não, estava tudo indo mais que bem, ela estava sorrindo, estava alegre. Nunca a tinha visto sorrir tanto quanto essa noite e porra, aquele seu sorriso vai perturbar meus sonhos e até mesmo meus pesadelos, tenho absoluta certeza.

— O que deu em você? — novamente encubro o "porra" e mesmo molhado vou até Brooke como vim ao mundo; pelado.

Isso porque não fazia ideia de que a Princesa me convidaria para tomar banho junto consigo, ainda mais depois que ela não havia autorizado minha entrada no banheiro, então quando fui buscar a toalha, não fiz questão de trazer duas. Sendo assim a única toalha nesse cômodo; está enrolada no corpo de Brooke. Porra nunca fui de sentir ciúmes, mas nessa noite não há como não dizer que eu não daria um rim, para ser essa porra de toalha.

— Problema no trinco — a informo, mesmo que Brooke ainda esteja me ignorando, me aproximando dela e da porta.

Seguro a maçaneta, sem tirar os olhos do rosto sério de Brooke, que estão com os olhos fixos na maçaneta da porta. Com minha mão livre acerto um soco próximo à fechadura. A porta estrala e depois de um forte puxão para trás e uma empurrada para frente; a madeira se abre. Brooke respira fundo e sem nem mesmo dizer um; "valeu" enrola mais ainda a toalha pelo seu corpo perfeito e deixa o banheiro. Minhas sobrancelhas se unem, pelo fato dela literalmente estar fugindo de mim e também por ela sequer ter me cobrado seu... Pagamento. Uma sensação de merda me consome ao pensar nisso; Brooke não deveria ser paga para ter a vida de uma pessoa normal.

— Que merda deu em você? — deixo o banheiro logo atrás da morena, rosnando.

Brooke assim que escuta minha voz, para de andar e se vira, me encarando com as sobrancelhas juntas. Ah porra sério? Ela que da uma de louca fugindo do nada e eu sou o errado? Não, nem vem princesa.

— Chuck você está pelado! — Brooke rosna igualmente e então percebo alguns pares de olhos das pessoas ali presentes, me encarando com sorrisos no rosto.

Foda-se, nunca tive vergonha do meu corpo. Sou suficiente e até mesmo para algumas; além do necessário.

— E você de toalha! — a acuso também e recebo uma risada não verdadeira de Brooke, uma risada sarcástica, aquela sua risada tão presente em si mesma antes dessa festa.

— Por que não empatamos então? — a morena ergue uma das suas sobrancelhas e a cena a seguir acontece na minha cabeça como se estivéssemos em câmera lenta.

Sem vergonha alguma; Brooke solta a toalha ao redor do seu corpo e o tecido branco cai no chão, como se estivéssemos mesmo em câmera lenta, revelando seu corpo para seja lá o bastardo que quisesse vê-lo. Meu maxilar se trava quando escuto alguns; "Isso!" vindo dos filhos da puta que estavam pegando outras garotas no corredor. Sem pensar o caralho de vez nenhuma, corto a nossa distância e ajunto a toalha do chão. Mesmo com ela protestando e me empurrando, enrolo o tecido ao nosso redor — deixando uma parte das minhas costas e claro; minha bunda, ainda à mostra — cobrindo exclusivamente seu corpo e metade do meu. Brooke praticamente grudada em mim, tem fogos nos olhos ao encarar meu rosto e rosna um; "Mimado", rosnar esse que em outro momento me faria sorrir, mas não agora.

Talvez DesconhecidosOnde histórias criam vida. Descubra agora