Capítulo 27

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                                Capítulo 27

                                  Chuck

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    Soco, amasso e empurro todas essas merdas de comentários hostis — no entanto realistas — sobre essa porra de apartamento em que Brooke se sujeita a viver. Não que eu seja — como ela mesma gosta de me chamar; — mimado, apenas... Porra, Brooke por mais desafiadora que seja, merece algo mil vezes melhor que esse lixo em que mora e sequer tem um quarto pra chamar de seu. Me pergunto quanto de aluguel ela paga por essa merda de apartamento? Juro que se ela tirar do bolso mais que 5 dólares para o aluguel desse lugar, ficarei puto.

— Quanto você paga nisso? — questiono a fim de comparar a última tabela de preço que fiquei por dentro do aluguel da fraternidade no campus em que eu e os caras moramos.

Afinal, dividir por dividir um apartamento — se é que isso pode se chamar assim —; que ela dívida o preço de algo que não vá cair sobre sua cabeça a qualquer momento.

— Aproximadamente; quinhentos e não é da sua conta, Mimado — Brooke pronuncia com puro sarcasmo e juro que seu sorriso sem humor / provocador é tão enfeitiçador, quanto o seu verdadeiro.

  No entanto, não me deixo abalar ou melhor, não deixo transparecer sobre o efeito do seu sorriso e respiro fundo. Basicamente, — não todas — as perguntas que ela recebe, a mesma sempre entra na defensiva, que porra.

— O aluguel do campus não é tão caro — a informo, apesar de ter certeza que a princesa já sabia deste detalhe e pela careta que Brooke adota ao ouvir minha informação, tenho minha confirmação; ela já estava por dentro dos preços.

— Óbvio que não... — uma risada macabra deixa sua garganta — Eu só teria que vender um dos meus fígados, para ter no máximo; 5 meses de aluguel pago — sua expressão brinca entre uma raivosa e uma sarcástica.

— Não acho que seja tão... — tento amenizar a situação, já que por mais que seja meus pais quem cuidam das minhas despesas na universidade, já ouvi falar sobre os preços dos aluguéis dos quartos, se não me engano Nate quem estava falando uma vez, mas sou cortado por uma Brooke furiosa.
— Cala boca, se for pra conversar sobre dinheiro vá a um banco! Se quer assistir a porra do filme, senta a droga da sua bunda no sofá, isso se ele couber você e ponto final — sua voz está um tom mais alta que o habitual e suas sobrancelhas, assim como seus cabelos negros, estão tão unidas quanto é humanamente possível, mas mesmo assim; brava, Brooke não deixa de ser extremamente atrativa.

— Ok porra — suspiro e controlo minha vontade de dizer que "seu" sofá não é tão minúsculo, assim ao ponto de não me caber.

        Brooke espreme seus olhos para mim, levantando a porra do queixo como se me desafiasse a lhe dizer o que estou pensando, no entanto apenas a ignoro e me sento ao seu lado, nessa merda de sofá.

— Você não tem mesmo Tv — observo o arredor do "apartamento" e não encontro qualquer indício de aparelho eletrônico, que não seja o microondas de 5º geração na cozinha, que é colada com a sala/quarto.

— E você disse que ia pedir uma pizza — Brooke bufa e joga suas costas para trás, encarando o teto.

        Transfiro minha atenção para a princesa e seu rosto me distrai por alguns instantes.

— Certo... — suspiro saindo do transe e corro uma última vez olhar no rosto dela, tentando desvendar sua expressão, quando não consigo desisto e pego meu celular — Gosta de qual sabor? — pergunto por alguma razão, já que não suporto dividir comida com ninguém, prefiro pagar duas pizzas à ter que dividir uma.

Talvez DesconhecidosOnde histórias criam vida. Descubra agora