Capítulo 21

5.1K 429 25
                                        

                                Capítulo 21

                                    Chuck 

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

    Junto com Brooke, fugimos daquela loucura de pedaços de bolos e salgadinhos voando de um lado para o outro, quando nossos corpos eram uma fusão louca de suor, massa de bolo, glacê e alguns salgadinhos perdidos. Por alguma razão desconhecida; Brooke quis apostar uma corrida, da sala até o segundo andar e nunca ri tanto antes na minha vida. Brooke tentando correr e tropeçando a cada três passos dados, é literalmente a melhor coisa dessa festa e não sorrir é inevitável. Nessa noite pude conhecer uma Brooke mais solta e menos agressiva... Não que eu não goste da sua "eu" arisca, selvagem e tudo mais, não, na verdade gosto muito das provocações que essa garota sem "mimi" faz. Ela abala e não se deixa abalar e isso é definitivamente o que me atraiu nela desde o primeiro segundo. Atraiu é o certo a se dizer, certo? Brooke tropeça pela vigésima vez e a seguro — novamente — pela cintura melada e escorregadia de glacê, rindo com o nariz. A morena me olha sobre os ombros e choraminga.

— Não vale! Você está mais sóbrio que eu! — a Princesa reclama em uma voz manhosa, o que me faz sorrir de lado.

— Não exagere, nesse momento você tem três olhos para mim — brinco, porque por mais que eu não esteja ao ponto de tropeçar em meus próprios pés, me sinto bêbado, até meio grogue. Ou só estou grogue por conta dos sorrisos seguidos, que estou recebendo de uma certa princesa sexy pra caramba?

— É mesmo? E sou gostosa com três olhos? — Brooke para de caminhar de repente, o que faz com que nossos corpos se colem.

        Corro olhar no que consigo ver do seu rosto e percebo então que ela realmente quer uma resposta à sua pergunta boba. Acabo rindo por alguma razão.

— Acho que sim — consigo respondê-la e Brooke ri.

— Acha? — a morena se vira, ficando frente à frente, olho à olho, lábio à lábio comigo — Ou tem certeza? — Brooke ergue uma de suas sobrancelhas e seus olhos negros caem nos meus lábios novamente.

     Pode ser a bebida misturada com a adrenalina da guerra de comida falando mais alto, no entanto, percebi que Brooke tem encarado muito meus lábios conforme as partidas de beer pong ocorriam e também agora, após os arremessos de bolo. Sorriu de lado; é bom saber que não sou o único com fome.

— Tenho certeza — confirmo, mesmo sem ter total certeza, já que por mais que eu e os caras já jogamos diversos jogos com personagens de três olhos, nunca me senti atraído sexualmente por nenhum.

— Você beijaria meu terceiro olho? — Brooke quebra o breve silêncio e seus braços se envolvem em meu pescoço novamente, seu quadril gruda ao meu e minhas mãos voam como imã para suas cinturas, as apertando, enquanto concordo com a cabeça sem nem saber direito com o quê, no momento estou perdido no sorriso a centímetros do meu — Safado! — Brooke me acusa e rimos juntos.

       Permito tentar correr meus olhos em seu corpo novamente, os parando diretamente na parte dos seus seios que não foram cobertos pela fantasia de folhas. Respiro fundo me sentindo muito mais excitado que há minutos atrás e Brooke ri com o nariz. Sem pressa alguma, obrigo meus olhos a subirem para seu rosto novamente e a morena sorrindo espreme os seus. O calor dessa festa triplicou e de repente ela não é mais a única que quer uma ducha. Seguro firme nas suas cinturas e sussurro que vamos começar a ir para trás. Sem esperar uma resposta, começo a andar para frente, enquanto Brooke dá — ou tenta — seus passos para trás. Essa tentativa é falia, mas a princesa tem uma ideia que me faz sorrir. No terceiro tropeço dela andando para trás, Brooke bufa e sobe cada um dos seus pés em cima dos meus. Graças aos céus ela estava descalça, por ter tirado seu sapato alegando estar apertando seus pés, enquanto jogávamos beer pong. Ficamos extremamente ridículos desse jeito, mas continuo a trilhar o caminho até o banheiro da fraternidade, com um sorriso estampado no rosto. Depois de meus pés doloridos e um quase cair de nós dois; chegamos à frente da porta do banheiro. Brooke me solta quando a aviso que chegamos. A morena entra no cômodo e quando faço menção de entrar logo atrás, ela nega e me diz pra ir buscar a toalha, para quando ela saísse. Respiro fundo engolindo a porra da raiva e rejeição, quando a porta é fechada na minha cara. Como assim ela tem coragem de me rejeitar? Penso em socar a porta, mas sem muita opção que pudesse assusta-la; caminho até meu quarto para pegar a droga da toalha. Não demoro nada para retornar e bato na madeira, me anunciando. Não espero muito para que a trava na porta se destranque e como Brooke não a abre, uno de leve as sobrancelhas abaixando a maçaneta. Abro a porta só em um tanto, que nenhum outro filho da puta pudesse vê-la, a não ser eu e quando meus olhos encontram seu corpo nu entrando no box sinto meu pau latejar e uma nova sensação de necessidade correr em minhas veias. Se com aquela merda de uniforme e essa droga de fantasia Brooke já ficava gostosa pra caralho, não se tem como explicar o quanto ela está agora, que não está usando absolutamente nada. Porra, seu traseiro é definitivamente o mais lindo que já vi na vida.

Talvez DesconhecidosOnde histórias criam vida. Descubra agora