Capítulo 58

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                                Capítulo 58

                                     Chuck

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     Brooke deixa o banheiro e deixo de me apoiar na parede, para checar se ela está bem. Nunca fui do tipo que se preocupa com alguma garota, por ela ter enchido demais a cara, mas algo dentro de mim não ficou quieto desde o segundo em que Brooke entrou naquele banheiro. E se ela se engasgasse com o próprio vômito? E se ela caísse e batesse a cabeça? Essa demora toda estava me corroendo por dentro.

— Melhor? — pergunto assim que ficamos frente à frente e por algum motivo, percebo seu semblante sério. O que me faz unir de leve as sobrancelhas em dúvida.

— Sim... É... Está tarde e eu quero ir embora — seus olhos encontram com os meus apenas por alguns instantes, antes de se desviarem e encararem o arredor.

       Tento entender a porra da sua reação repentina, mas não consigo. O que caralhos aconteceu? Em menos de quinze minutos aquela Brooke risonha foi substituída, por essa que mal mantém seu olhar no meu. Corro olhar em seu rosto a fim de fisgar alguma coisa que não estou percebendo, mas não consigo. Brooke é uma grande incógnita quando quer.

— Certo — bufo desistindo, porquê sei que não iremos mais curtir o restante da noite.

— Certo — Brooke volta a me olhar nos olhos, mas não demora nada para sua atenção se desviar para a luva na sua mão direita.

A observo brincar com o fio solto da luva e respiro fundo me virando. Caminho em direção ao bar que estávamos antes e pago nossas rodadas. Enquanto trilhávamos nosso caminho para fora do local, percebo alguns pares de olhos sobre Brooke, que me fazem travar o maxilar. Claro que eles vão olhar... Esse seu uniforme a deixa o pecado em pessoa. Entramos no carro em silêncio. A noite em si foi um fracasso. Não consegui ficar afastado de Brooke e pra ajudar a princesa muda de humor como algumas pessoas mudam de roupa. No entanto, estarei mentindo se disser que aquele nosso beijo não foi bom, até porque foi mais que bom... Senti-la sorrindo contra meu pescoço logo em seguida, foi algo que também tenho certeza que demorará a sair dos meus pensamentos.

— Chuck? — a voz de Brooke corta o silêncio e transfiro minha atenção para a mesma — Você... Está comigo só pra conseguir mais uma transa não é? — sua pergunta soa como se ela estivesse cansada, o que me faz unir as sobrancelhas.

— Se fosse isso eu estaria lá dentro com alguma garota qualquer e não aqui com você — a respondo sério e corro olhar em seu semblante.

Porra, mesmo depois de ter a chance de meter nela e não utilizando, Brooke ainda acha que estou com ela só por uma transa?

— Então o que você está fazendo? Com toda essa preocupação que eu viva uma vida "que valha" a pena, beijos e orgasmos... — ela tenta prolongar seu raciocínio claramente bêbado e me irrita.

— Porque você pode — rosno o mais baixo que consigo, por conta da raiva correndo no meu sangue, porquê por mais a mais não quero explodir com ela — Você pode estar onde quiser, você pode sair, se divertir, viver, diferente de certas pessoas que querem com todas as forças isso, mas não podem... Porra, você pode fazer mil coisas e não faz nada, sempre está naquela lanchonete ou em aulas — bufo e me controlo para não acertar um soco no volante.

— Estou em aulas e na lanchonete porque quero um futuro Riston, ele não cai no nosso colo — Brooke agora mais séria, une suas sobrancelhas.

— Nunca disse que ele cai, Princesa — suspiro não querendo ter essa droga de conversa de novo. Por que porra é tão difícil pra ela entender, que nem só de cobranças se vive? Que você pode sim, se esforçar e ainda assim curtir.

Talvez DesconhecidosOnde histórias criam vida. Descubra agora