Capítulo 57

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Capítulo 57

Brooke

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      Os dentes de Chuck mordem meu lábio inferior e o puxam, enquanto suas mãos são rápidas em segurarem meus pulsos. Choramingo com a parada repentina e então percebo que não somos mais três e sim só eu e o mimado. Choramingo de novo. Um beijo sem cobrança entre três pessoas na esportiva é uma coisa, agora beijar apenas e somente Chuck é outra totalmente diferente... Um diferente caloroso e cheio de hormônios. Meus olhos encontram com os de Chuck e ele sorri seu sorriso que amo. Sim eu amo, podemos amar algo que temos a pouco tempo, desde que esse algo seja de certo modo; especial. E pra deixar claro eu amo seu sorriso, não ele... Ainda não ele. Talvez ainda não.

— Por mais que eu queira te comer sobre aquela bancada — sua cabeça se inclina na direção da bancada em que estávamos bebendo antes — Não podemos fazer isso, o dono do bar não deixaria — suas palavras soam baixas e sinto seu hálito quente contra meu rosto, o que significa que nossos rostos estão mais próximos do que eu pensava.

      Próximos... Hum... Interessante essa palavra. Um pincel próximo da tela, produz arte. Me inclino a fim de unir meus lábios nos de Chuck, para que nossa pintura seja efetuada, ignorando por completo sua observação anterior. Quando encontro seus lábios, os sinto se abrirem em um sorriso e acabo sorrindo por algum motivo também. Chuck envolve seus braços ao redor da minha cintura, fazendo com que nossos corpos se colem e ahhh céus, seu perfume tem um cheiro tão bom... Encaixo meu rosto entre seu pescoço e ombro, o cheirando, tal como cachorros farejam. Escuto sua risada rouca em algum lugar, o que me faz sorrir também. Meus lábios raspam seu pescoço e aplico um beijo no local. Nunca fui carinhosa. Nunca pensei que precisaria ser na verdade... A ideia desse mimado estar desmoronando cada muralha que construí até hoje, me apavora e me deixa extasiada ao mesmo tempo. Como pode algo ser tão bom e ao mesmo tempo tão errado? Estar com Chuck é bom, ele é um porre, mas é... Ele. Estar com Chuck também é ver meu cronômetro falhar, é ver minhas regras serem rasgadas como meras folhas de papel e também é ver um lado meu que nunca dei importância... O lado em que eu gosto de ser, pela primeira vez; importante de verdade para alguém, ao ponto dele saber que não me chamo Brooke. Ao ponto dele ir todas as noites até a lanchonete e acima de tudo, ao ponto dele fazer consciência dos meus defeitos e mesmo assim não se afastar. Pensando nisso, afasto o rosto e encontro com o par de olhos castanhos amendoados me fitando, como se eu fosse a tela mais colorida de toda uma galeria, qual o intriga e fascina na mesma medida. Sinto um sentimento estranho percorrer cada veiazinha do meu corpo, um sentimento que nunca senti antes, então desço olhar para as breves sardinhas sobre seu nariz e bochechas. Penso seriamente em recuar, porém antes que eu recue mesmo, antes que eu me afaste como sempre; amasso todas as minhas inseguranças referente a esse assunto e revelo.

— Bonnie... — depois de muito tempo esse nome deixa meus lábios e até mesmo minha garganta parece não gostar de tê-lo pronunciado.

       Subo olhar novamente para seus olhos e Chuck parece não entender por um momento, mas logo a surpresa toma lugar da dúvida em seu semblante e suas mãos que estavam em uma pegada carnal, agora se afrouxam um pouco.

— Meu nome verdadeiro é Bonnie Wes... — tento completar a informação, mas Chuck me interrompe.

— Bonnie Weston, Eu... porra... — ergo as sobrancelhas supresa por ele saber meu sobrenome e Chuck move uma das suas mãos, que estava em meu corpo, até sua nuca bagunçando ainda mais seu cabelo — Eu sei — a surpresa vai esvaindo aos poucos, tanto do seu semblante, quanto da sua voz e o mimado deixa uma risada breve escapar.

Talvez DesconhecidosOnde histórias criam vida. Descubra agora