Capítulo 82

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Capítulo 82

Chuck

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  Quando colocamos o endereço do tal cara que a contratou no GPS do carro, não pensei que me mandaria para uma das ruas mais reservadas e caras de Hew Heaven. Pela expressão confusa de Brooke assim que paro o carro em frente ao condomínio luxuoso, de mais de 20 andares; nem ela esperava por isso. De sobrancelhas juntas, viro o volante fazendo com que o carro entre na entrada do prédio. Paro assim que o porteiro se inclina para fora da cabine.

— Como posso ajudá-los? — sua pergunta me faz rir sem humor.

       Ele é a porra de um porteiro, que está aqui pra abrir a porra do portão, o que ele acha que queremos dele? Porra, as manhãs não são mesmo pra mim.

— Me dando o rabo — resmungo e Brooke me olha com um olhar de repreensão, antes de se inclinar para a direção da janela ao meu lado, a mesma janela que dava comunicação ao velho da portaria.

— Olá, sou a Brooke, o senhor... — a morena rapidamente pega o cartãozinho que veio segurando a viajem toda e lê o nome descrito ali — J. Otto — seus olhos voltam para o porteiro — Está me esperando — ela tenta colocar uma mecha do seu cabelo preto para trás da orelha, mas da forma mais graciosa possível, a mecha a desobedece e cai novamente em seu rosto.

— Um minuto — o porteiro pede e pega o interfone.

      Brooke deixa de se inclinar sobre minhas pernas e mentalmente agradeço por isso, já que sua cabeça muito perto do meu pau nunca acaba bem.

— Porra, não sabia que ele era rico — comento a fim de não ficar em silêncio, enquanto o velho fazia a ligação.

— Nem eu, imaginei que ele tinha dinheiro, mas... Para morar em um apartamento com cobertura? Não — Brooke corre olhar no que consegue ver de dentro do carro pelo prédio enorme à nossa frente.

— Isso é bom, significa que você vai estar segura — levo minha mão até a mecha que ela havia tentado prender atrás da sua orelha antes e tento também prendê-la, para que eu consiga ver melhor seu rosto.

— Meu bem... — Brooke pronuncia o nosso apelido e transfere sua atenção para mim — Eu ia e voltava de noite a pé para a lanchonete, sei como me defender — o sorriso breve que nasce no seu rosto me faz querer beija-la.

        Então me lembro do golpe que a princesa me presenteou uma vez e não digo mais nada, apenas concordo com a cabeça, porque ela tem razão, se existe alguém sabe se defender esse alguém é; Brooke. Depois de alguns minutos o velho autoriza nossa entrada e pega meu nome completo e o de Brooke, antes de entrarmos. Estaciono o carro em uma vaga qualquer no estacionamento e Brooke solta seu cinto respirando fundo. Sei que ela está nervosa desde ontem, quando perguntei sobre ela estar ansiosa em conhecer a criança que vai cuidar e ela tentou tocar na sua luva. Brooke assim como ontem, anteontem; hoje também está sem a luva e isso é incrível, porque ela está finalmente deixando os fantasmas do passado para trás. Seguro na sua coxa, a apertando brevemente.

— Ei você vai se sair bem — a incentivo e as órbitas pretas de Brooke se viram para me encarar.

— Certo, não deve ser tão difícil assim, né? Afinal eu dava conta de idiotas com o triplo da idade da garotinha — seu próprio incentivo me faz rir.

— Esse é o espírito, Meu bem — concordo com a cabeça e Brooke logo concorda com a cabeça também.

       Meus olhos caem nos seus lábios carnudos e acabo por subir a mão da sua coxa, para os cabelos na sua nuca, a puxando até grudar meus lábios aos seus. Não era para ser algo sexual, minha intenção era de apenas dissipar a energia sobrecarregada desse dia, no entanto o mero contato com Brooke me faz ficar excitado. Ela arfa em surpresa, o que me faz sorrir brevemente, antes de morder a ponta da sua língua. Quando me afasto, Brooke ergue as sobrancelhas clamante surpresa e corre seus olhos no meu rosto.

Talvez DesconhecidosOnde histórias criam vida. Descubra agora