Capítulo 43

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Capítulo 43

Chuck

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     Claro que ela iria embora. Porra. Não acredito que cheguei tão perto, para porra nenhuma. No instante em que retornei ao local onde todos estavam, procurei por Brooke e quando tive a confirmação de que ela não havia voltado, caminhei em direção aonde havia estacionado o carro. No entanto, não tinha nenhum corpo dentro de uma jaqueta enorme lá também. Ou seja, a princesa pegou carona com um qualquer, para ir embora. A raiva momentânea de antes volta com todas as forças e me controlo para não socar o capô do carro. Dentro de instantes cruzo caminho até a senhora Zaytter, me despedindo dela e de seu marido. Joey me faz prometer que voltaria mais vezes e sem querer conversar muito, apenas concordo com a cabeça. Retorno ao carro e assim que entro, percebo que o cheiro que prevalece nessa droga não é mais o de álcool e perfume de carro... O perfume de Brooke, mesmo que breve é perceptível. Aperto com força o volante, até os nós dos meus dedos ficarem brancos. Claro que ela pediria carona... Brooke é o tipo de pessoa que pouco se importa para os detalhes como; pedir carona a um estranho. Ela é o tipo de pessoa que eu sou. Porra. Continuar a conhecendo, é como me olhar no espelho, o que me assusta pra caralho e em certo ponto até me irrita. Nenhuma, nenhuma mesmo garota até hoje, teve a audácia de me recusar. De me deixar provocá-la, para logo em seguida... Perguntar seu sobrenome? Porra! Estamos onde? No século passado? No entanto, não paro de tentar relembrar se em algum momento Brooke chegou a me dizer seu sobrenome. Não, ela não disse. Óbvio que não. Para que ela falaria? Fora que toda vez em que conversamos, tudo que deixa nossas bocas são; provocações. Ligo o carro e o tiro dali. Passo o caminho inteiro, cada parada em semáforos vermelhos, cada virada de rua pensando em como raios irei conseguir o sobrenome da princesa. Porque eu poderia esquecer isso, arremessar a bola para outro... Mas, algo em meu âmago diz que Brooke só disse isso, porquê tinha certeza de que eu faria exatamente isso; desistiria de si e partiria para outra. Acabo rindo sem humor. Pobre princesa, quando Chuck quer algo, ele consegue. E por hora, eu quero você.

                                        *

— Hum — Gibson une as sobrancelhas de leve, como se analisasse tudo que eu acabei de dizer.

        Estamos eu, ele, Nate e a chata da sua namorada, na sala da fraternidade. A amiga da namorada de Gibson também estava aqui, mas acabou tendo que ir embora. No curto período de tempo, que resumi o acontecido, dando ênfase no que é meu objetivo; conseguir o sobrenome de Brooke, os três me olhavam como se eu estivesse lhes dizendo que iria sequestra-la e trancafia-la. Engulo minha vontade de mandar todos para aquele lugar e subir para pesquisar na internet. Quem sabe alguns asteriscos digitais me ajudem?

— Tente a lista de presença de alguma aula que ela faz — Nate sugere e vira a latinha de energético na boca.

— Boa — Gibson o apoia e eu respiro fundo, negando com a cabeça.

— Não faço ideia de quais são suas aulas, como eu disse antes; ela se esconde — bufo apontando um fato já que não me lembro em nenhum momento  já ter visto Brooke pelo campus antes de termos se esbarrado, e jogo as costas no encosto do sofá.

— Pergunta pra ela então — Gibson se pronuncia dando de ombros.

— Claro porra, e ela vai super me responder — ironizo e sinto vontade de xinga-lo.

— Cara, deixa eu ver se entendi... — Gregory se ajeita no sofá, mesmo que Gretta ainda esteja sentada no seu colo — Você, Chuck, quer saber o sobrenome de uma garota, só pra transar com ela? — enquanto pronuncia sua pergunta, sua careta se transforma em uma confusa.

Talvez DesconhecidosOnde histórias criam vida. Descubra agora