Capítulo 64
Chuck
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O caminho até o estacionamento do campus se passa em um silêncio sufocante. Nem mesmo a música vinda do som do carro me distrai de tudo o que o dia de hoje se resumiu. Desligo o carro assim que o estaciono no estacionamento de Uepplen e olho na direção de Brooke, que mantém sua atenção fixa à sua frente. Ela encara o campus, mas não o vê, não de verdade. Sua atenção está longe daqui. Brooke provavelmente deve estar perdida entre o medo do agora e o arrependimento do antes. É até certo ponto gozado pensar que a princesa sente arrependimentos, porque idealizei a ideia de que somos iguais. No entanto, não sinto arrependimentos, de absolutamente nada. Se faço, então fiz tendo consciência de toda e qualquer consequência. Fora que tentar "voltar atrás" é — para mim — ser fraco. Se você inicia algo; finalize. E agora pensar que podemos ser diferente me assusta, porque já me convenci de que somos um espelho, que reflete a mesma ousadia, coragem, discórdia e — segundo ela; — mimes. Respiro fundo e decido segurar sua coxa descoberta, por conta da saia curta. Apesar dos apesares, a única coisa verdadeiramente "horrível" do dia de Brooke, foi ela ter perdido o emprego, pensar nisso me faz fazer uma careta internamente e automaticamente paro de comparar nossas raivas e frustrações. Assim que toco na sua pele; Brooke respira fundo, como se voltar ao agora lhe desse falta de ar e transfere sua atenção para mim. Espero por ela protestar em estar aqui e não naquilo que ela chama de apartamento, mas o protesto não vem. Um alívio corre em minhas entranhas, porque — por mais clichê e idiota que isso soe — ainda quero estar próximo dela. Brooke encosta a cabeça no banco e me observa de uma forma diferente. A maioria, se não todas, as garotas com quem já passei a noite, muitas delas mal conseguiam pensar em qualquer coisa que não fosse meu pênis dentro delas. Não estou reclamando, ainda sou muito a favor do meu pau estar dentro de algo, no entanto, até mesmo nas vezes em que alguns olhos encontravam com os meus durante o ato, nenhum escondiam tanta tensão sexual como as órbitas negras de Brooke esbanjam. E encara-lá de volta, é sempre a porra de um estopim para impulsionar algo dentro de mim, que me faz querer beija-la. Me pergunto se fazer exatamente isso agora cairia mal. Antes que eu sequer pudesse pensar na resposta, minha mente tira sarro de mim mesmo; desde quando Chuck Riston pensa duas vezes antes de beijar uma garota?
Brooke pousa sua mão sobre a minha na sua coxa e entrelaça seus dedos aos meus, em um aperto forte e não delicado, como sempre vemos os casais por aí fazendo. Esse gesto não é um romântico, até porque gestos românticos não se encaixam com ela e nem comigo. Esse gesto é uma demonstração de apoio. Apoio à todas as merdas que estão sendo derrubadas em cima das nossas cabeças. A pergunta de segundos atrás reaparece e dessa vez eu tenho a resposta; comecei a pensar a porra de duas, três, quatro, cinquenta vezes antes de beijar uma garota depois que esbarrei em Brooke e todas as suas provocações e intimidações. Esse pensamento me faz querer beija-lá mais ainda e assim faço. Seguro sua nuca com a mão livre e a puxo na minha direção. Nossos lábios se encontram em um frenesi quase violento. Sinto os dedos de Brooke abandonarem os meus, apenas para segurar a barra da minha camisa, tomando equilíbrio. Seu corpo pula do banco, para meu colo com facilidade e no segundo em que sua bunda encontra com o breve volume do meu pau; suspiro fortemente. Por que porra tínhamos que estar em um carro? Odeio transar em lugares apertados.
Seus cabelos curtos escapam dos meus dedos, mas ainda consigo segurar um punhado. Os puxo e isso a faz virar seu pescoço, me dando acesso à outra parte exposta da sua pele. Mordisco e beijo seu pescoço, antes de voltar a subir até seus lábios. No instante em que nossos lábios se reencontram, as brasas de antes se acendem novamente, com mais força. Meu aperto na sua nuca se afrouxa a fim de deixá-la guiar o beijo e escorrego minha mão livre até sua bunda inicialmente a explorando, da mesma forma como a explorei na noite anterior, no entanto não demora nada para que eu a aperte com força. O aperto faz com que Brooke solte um gemido baixo e segure ainda mais o tecido da minha camisa. Sem soltar sua nádega; a incentivo começar a movimentar sua cintura em movimentos circulares. Brooke logo não precisa mais do meu incentivo e começa a me provocar por pura intuição. A princesa afasta o rosto, apenas para me olhar nos olhos e diminui o rebolar, em um ritmo quase que torturante. Meu pau protesta com a camada de roupas entre nós e respiro fundo, quando Brooke deixa de apertar o tecido da minha camisa, apenas para descer seus dedos até a barra e a invadir, arranhando o pé da minha barriga. Brooke sorri com minha reação e me pergunto onde ela acha graça em me torturar? Seus olhos pretos descem até suas mãos e ela perigosamente invade minha calça com a ponta dos seus dedos.
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Talvez Desconhecidos
Romansa🏆 VENCEDOR DO THE WATTYS 2021, NA CATEGORIA NEW ADULT🏆 Brooke Westton sempre teve a vida corrida e cronometrada como um mero robô. As manhãs ela trabalha, as tardes assiste as aulas de sua faculdade e de noite retorna à lanchonete onde trabalha de...
