Capítulo 75
Chuck
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Coloco a última caixa de Brooke no porta malas do meu carro e passo as mãos na calça, para ter certeza que nenhuma porra de aranha esteja se esgueirando pelos meus braços. Na noite passada, Brooke disse que aceitaria vir pra fraternidade comigo. Acabei deixando de lado a ideia de ir com Nate ao bar, apenas para ajudá-la a encaixotar suas coisas no seu antigo apartamento. O que no fim foi uma escolha muito boa, já que eu estava querendo lhe dar algumas coisas para suas aulas, mas não sabia exatamente o que ela já tinha e o que faltava. Percebi que Brooke não tem muitos materiais, além de alguns pincéis e duas telas. Seu cavalete está remendado com três tipos de fitas diferentes e nesse empacotar de coisas, a observei ficar brava por ter esquecido três potes de tintas abertos e consequentemente tê-los perdido, por conta das tintas terem secado. Quando a pegava distraída, mandava mensagens ao número da minha mãe, com as coisas que minha visão encontrava no estoque de Brooke. Minha irmã e minha mãe estão me ajudando nesse presente. As duas estão comparando as coisas que ainda faltam e as que Brooke já tem, com a lista de materiais requisitados na bolsa de artes visuais de Uepplen. Porra, não sei como comprarei tantas coisas sem que a princesa perceba, mas quero fazer isso. Ela merece. Brooke deixa o apartamento e mesmo de onde estou, consigo ver que seu semblante cabisbaixo está ligado ao fato dela não dividir mais o apartamento com seu amigo. Afinal seria ilógico ela estar pra baixo por conta dessa merda, que ela chamava de apartamento. Os observo se despedir e Oen leva seu pulso fechado, até o pulso fechado de Brooke. A mesma fala alguma coisa, que o faz rir e logo se vira descendo os degraus da escada de metal enferrujada. Quando no chão, a princesa transfere sua atenção para mim e sorri fraco, colocando a breve pilha de papéis — os últimos malditos papéis, porra nunca pensei que alguém poderia ter tantas anotações, resumos e desenhos inacabados como Brooke tem — sobre a caixa, dentro do porta malas. Com o seu inclinar, é impossível não olhar para sua bunda, embaixo daquela calça justa e sorriu de lado, escondendo as mãos dentro dos bolsos da jaqueta que estou vestindo. Ainda é meio estranho vê-la em peças de roupas normais e não naquele uniforme ridículo — até hoje o conjunto assombra meus sonhos, me fazendo acordar com ereções — que ela era obrigada a usar praticamente 24h por dia. Brooke termina de ajeitar os papéis e se vira, ficando de frente para mim.
— Você estava olhando para a minha bunda — a princesa acusa e espreme seus olhos ao mesmo tempo.
— Não... Eu nunca faria uma coisa dessas — brinco e levanto um braço, a fim de fechar o porta malas do carro.
Brooke nega de leve com a cabeça e olha na direção ao seu antigo apartamento.
— Não acredito que estou saindo daqui... — Brooke começa a lamentação, mas a interrompo.
— Sério? Porque qualquer um acreditaria, pra falar a verdade até um sem teto acreditaria e acharia que você demorou pra porra, para sair desse lugar — pronuncio palavra por palavra em um quê de brincadeira, entretanto também há um quê de verdade e Brooke me acerta um soco na costela, antes de se virar e fazer menção de entrar no carro — Vamos logo minha mais nova colega de quarto — seguro em um de seus pulsos a puxando para mim e a envolvo com meus braços por trás, pouco me fudendo se estou parecendo a porra de um adolescente.
— Do que me chamou, Riston? — Brooke por estar à minha frente agora, com sua bunda colada contra meu corpo, vira o rosto para que nossos olhares se encontrem.
— De; Meu bem, claro — sorriu a apertando brevemente entre meus braços e Brooke nega com a cabeça.
— Você tem que parar de fazer isso! — sua voz soa mais séria do que pensei que soaria.
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Talvez Desconhecidos
Romance🏆 VENCEDOR DO THE WATTYS 2021, NA CATEGORIA NEW ADULT🏆 Brooke Westton sempre teve a vida corrida e cronometrada como um mero robô. As manhãs ela trabalha, as tardes assiste as aulas de sua faculdade e de noite retorna à lanchonete onde trabalha de...
