Eighteen

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28/04

Juliana

Peguei folga agora pela tarde e vir direto para a casa dos meus pais. Cresci aqui e às vezes bate uma saudade, saudade de ser criança, de ter zero preocupações, mas, ao mesmo tempo, fico fez com a mulher que venho me tornando.

- Filha, vem comer alguma coisa - grita da escada.

- Já tô descendo mãe, tô terminando de me ajeitar aqui.

Termino de me arrumar e desço, acho que se eu demorasse um pouco mais minha mãe iria subir e sair me puxando, essa cara que ela tá diz tudo. Cheguei aqui falando que estava morrendo de fome.

- Oi filha - abre um sorriso.

- Oi pai! - dou um beijo na bochecha dele e me sento - você viu que o Flamengo vai fazer uma proposta pelo Santos? - rolo a timeline do twitter.

- Santos... o clube?

- O goleiro do Athletico paranaense.

- Ah sim, é que o Santos, o clube, tá tão caindo das pernas que se duvidar o Flamengo compra fácil.

- Não fala assim - solto uma risada.

- Vocês só falam do Flamengo, meu Deus, Marcelo essa menina é fanática igual você - cruza os braços. Olha aí, ela vive falando isso.

- Ah mulher, sempre sobra pra mim, tá vendo isso né Juliana? - ele ri e eu também - criei ela extremamente flamenguista porque se ela fosse outro time era deserdada.

- Que isso Marcelo?! Imagina ficar assim por conta de time, sou flamenguista, mas se ela fosse outro time ia fazer o quê? - dar com os ombros.

- Dona Cora, mamãe do meu coração, ele tá certo. Ai de mim se tiver um filho que torce pra outro time! Eu coloco ele pra correr! Pra começar, se eu descubro que o cara que eu gosto não é Flamengo eu nem me envolvo - já me envolvi, e foi um erro e dos grandes.

- É minha filha mesmo - fazemos um "toca aqui".

Termino de comer e lavo os pratos. Como tá um calor, normal né? É o Hell de Janeiro, eu vou pegar uma praia. Amo praia, o carioca que não gosta tá errado.

A casa dos meus pais é bem pertinho da praia do Recreio, ficam uns 10 min. Subo no meu quarto coloco um biquíni, visto um short, arrumo minha bolsa e desço. A maioria das minhas coisas de praia fica aqui.

- Eita que gata, eu que fiz - meu pai aponta pra si.

- NÓS fizemos, foi você sozinho não - minha mãe me abraça por trás - resolve ir pra praia e nem fala nada.

- Resolvi ir agora, vou passar na casa da Rafa pra ver se ela quer ir também.

- Mec, vai lá - meu pai joga um beijo, e sai pro quintal.

- Filha, posso te perguntar uma coisa? - aceno com a cabeça - você tá gostando de alguém? - engulo seco

- Não, não mãe, não tô - Nego, mas na real eu nem sei se eu tô.

- Te conheço minha filha - sorri meiga - esse brilho no olhar e esse sorriso te denunciam. Talvez cê num tenha descoberto isso ainda e eu tive essa percepção.

- Tô indo, tá? - eu não consigo me abrir e falar o que tá acontecendo, pelo menos não por agora.

Saio de casa e passo na casa da Rafa, que é no caminho. Ela se arrumou rápido e seguimos pro posto 10.

Fico um tempo no mar e quando estamos pegando um sol o meu celular notifica. Eu olho e é o Gabriel respondendo uma foto minha aqui na praia que postei nos stories, e acabo dando um sorrisinho.

- Ih coé, tá rindo pro celular por quê? É boy novo Juliana - tenta olhar meu celular enquanto eu digito.

- Ih, sua curiosa, não é nada não - dou uma virada no celular pra ela não ver.

- É alguém sim, deixa eu ver - puxa o celular da minha mão. Juro que tentei segurar.

- Eita! - levanta o óculos de sol - Gabriel, quem é esse? - Entra no perfil e eu já tô com medo da reação dela, porque no perfil tem foto dele - CACETE, É O GABIGOL.

- Fala baixo pelo amor de Deus - faço sinal pra ela se acalmar - é ele - sorrio de canto.

- Esse sorriso de canto... ou já tá apaixonada ou gostou do chá, qual das duas opções?

- Já não basta minha mãe falando que eu tô apaixonada, agora você - reviro os olhos.

- Então vocês já? Puta merda... tão nessa a quanto tempo?

- Tem uns dias, agora devolve meu celular pra eu responder ele - ela me entrega - e pelo amor de Deus não fala pra ninguém.

- Quando que sua prima aqui contou algum segredo? Garota tô chocada, pegando um jogador de futebol, sonho de muitas.

- Pelo menos o meu eu tô realizando - estalo a língua no céu da boca - vamos que tá na hora, hoje tem jogo e eu vou pra casa - levanto de costas pra ela pegando minhas coisas e ela bate na minha bunda - Ai! Não faz isso - choramingo.

- Por isso que você tá de short, sua safada!

- Como se você nunca tivesse tomado uns tapas.

- Você não era assim - diz incrédula.

Volto para casas dos meus pais, tomo um banho para tirar a água salgada do mar e me despeço deles. Entro no meu carro e sigo para minha casa.

Vou direto para o meu guarda-roupa e pego um dos meus mantos, agora sim tô pronta pra assistir ao jogo. Faltam menos de 10 minutos para começar e eu meu coração já tá igual à bateria de escola de samba, todo jogo um pouco mais importante eu fico assim. De repente escuto um barulho na campainha.

- Quem será? A única pessoa que poderia vir tá no Chile com o João Gomes - escuto novamente a campainha - Já vou! - Abro a porta vendo a Manuela - Oi - sorrio tentando parecer simpática, não é que eu tenha odiado a visita, só estou surpresa.

- Oi, desculpa aparecer assim do nada, pensei que você talvez quisesse companhia pra assistir ao jogo, já que a Lari não tá na cidade, né? Inclusive, nem sei pra onde ela foi - tento evitar aparecer minha cara de incômodo com a pergunta, eu não vou responder - trouxe batata frita com bacon e cheddar.

- Entra - dou espaço e ela entra - amo batata frita com cheddar! Pode sentar aí no sofá, vou pegar a coca-cola - fecho a porta, pego o refrigerante e os copos na cozinha e volto para a sala.

- Nossa, o Gabi é um gostoso, né? - sorri de lado.

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Oi pessoal!
Tudo bem com vocês?

Prontas para os próximos capítulos? Tá tudo tão calmo... 🤭

Por hoje é isso!
Beijos 💋

Meu sonho - Gabriel BarbosaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora