Thirty-three

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Juliana
11/05 - Flamengo x Altos

Visto uma calça preta, um tênis preto e o manto que Gabriel me presenteou. Prendo o cabelo em um rabo de cavalo.

— A roupa tá boa? Tô bonita? — pergunto para o Gabi quando ele sai do banheiro.

— Sempre. Você faz inveja nas outras, pretinha — sorrio e me olho no espelho novamente.

Pela primeira vez em algum tempo eu consigo me ver de verdade, vê a Juliana que estava aqui adormecida. A Juliana que consegue se sentir bonita. Que consegue ter sonhos e planos. Que se sente amada pelas pessoas em sua volta. A Juliana que se sente feliz.

— Tô indo — rouba um selinho - até mais tarde.

— Bom jogo! Se não fizer, eu te mato — falo em tom de brincadeira.

— Tem como me matar na sentada não? — fecha a porta rindo.

Ele vai agora para o CT e mais tarde eu vou para o Maracanã. Hoje eu vou assistir ao jogo no camarote. O Gabriel insistiu muito para isso acontecer. Eu amo ficar no meio da torcida, ficar no camarote não parece ser lá essas coisas, tirando pela comida.

Arrumo as minhas coisas no canto do closet que o Gabi reservou. Um sorriso se abre sem que eu perceba. Isso tá ficando sério, tô começando a achar que daqui a pouco metade desse espaço vai ser meu. Desço a escada, vendo o Fabinho deitado no sofá e a dona Rose transitando para a cozinha, mas para e me olha.

— Minha filha, vem comer um pouquinho — Ela tem um pouco daquela energia de vó, quer que toda hora nós estejamos comendo algo.

— Estava indo fazer isso — A acompanho para cozinha. Na mesa tem um bolo no qual tenho certeza que está delicioso. Me sirvo e no momento que começo a comer meu celular começa a tocar.

— Oi Helena! — digo assim que atendo a videochamada.

— Oi prima! Tudo bem?

— Eu tô bem e como você e a tia Day estão? Que saudades de vocês duas! — faço cara de triste. As duas moram na Alemanha acerca 4 de anos.

— Estamos bem. Te liguei porque você não me respondeu.

— Desculpa, nem vi a mensagem, estava me arrumando pra ir pro Maraca.

— Que saudades de ir ao Maraca — suspira — tenho uma novidade pra te contar.

— Tá grávida? — coloco a mão no coração.

— Não! Deus me livre — aponta pro céu.

— É que quando me falam de novidade eu já penso em gravidez.

— Hm, então... Eu tô voltando pro Rio! — abre um sorriso.

— Sério?! Vem quando? Vai ficar aqui?

— Final do mês eu tô chegando. Vou passar uns meses aí. Tô pensando em voltar pra morar, mas não sei ainda.

— Volta! Morro de saudade de você, Lena. Preciso te contar tanta coisa, porque ultimamente cê tá sumida.

Meu sonho - Gabriel BarbosaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora