Capítulo 3

339 31 5
                                        

Dulce María

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Dulce María

Meu primeiro dia de trabalho não poderia ter sido melhor. Tudo o que eu pedi foi o destino socando minha cara com vontade mesmo. Não pode ser sério.

Se eu não precisasse tanto. Se eu simplesmente não precisasse estar aqui, eu teria pedido minha demissão no mesmo instante em que ele entrou na sala. Mas, eu não podia. Eu precisava me sustentar sozinha. Eu não podia depender de mais ninguém, e muito menos queria voltar para o Brasil.

Mexi em toda a papelada que haviam deixado pra mim, mas, eu sabia, lá no fundo, que eu precisaria da ajuda de alguém para entender melhor o que a empresa deseja e quais são as minhas próximas tarefas. 

Que saco! Eu sabia que teria que ir falar com Christopher, afinal, para falar com seu pai eu precisaria marcar reunião, e não tinha tempo para fazer isso agora.

Fechei os olhos e respirei fundo antes de bater na porta da sala dele. Eu sabia que no momento em que eu a abrisse, alguma piadinha irritante iria sair da sua boca.

— Teve que recorrer a mim, não é mesmo? — Ele deu um sorrisinho convencido que me deixou com uma vontade absurda de voar no pescoço dele.

— Eu preciso de ajuda pra entender melhor as minhas próximas tarefas e até mesmo a empresa. — Ele assentiu e manteve o sorriso.

— Ok, senta aí. — Ele apontou para a frente da sua mesa, indicando que eu me sentasse. Assim o fiz e soltei um suspiro baixo.

Ele não fez mais tantas piadinhas depois que comecei a questionar sobre a empresa. Ele sabia tudo, até demais para alguém que realmente não queria estar ali, naquela posição.

###

No fim da tarde, fui para casa sentindo minha cabeça doer um pouco depois de todas as informações que recebi sobre a empresa. Uma encruzilhada de informações, além de saber o que fazer ou não em relação à imprensa. Aliás, tudo isso com implicações e farpas trocadas toda hora.

Assim que tirei os sapatos e pensei em me atirar no sofá que gritava pelo meu nome, senti meu estômago roncar. Óbvio que a fome daria o ar da graça depois de um dia conturbado em que eu quase não comi direito.

Bufei e caminhei até a geladeira, pensando em comer ovos ou algo do tipo. Arrumei tudo em cima da bancada e foi quando me dei conta de que eu havia esquecido de comprar sal.

Quem esquece de comprar sal? Aparentemente, eu.

Fechei os olhos por alguns segundos me dando conta de que eu precisaria pedir pra um dos meus vizinhos, e eu só conheço um deles, ou seja, me fodi bonito.

Rolei os olhos e tratei de ir tomar um banho, pra ver se o sono batia e eu esquecia completamente o fato da minha barriga estar implorando por comida

Obviamente não adiantou.

No te olvides ✨Histórias para pegar e não largar. Descubra agora