Quase 18 anos depois do desaparecimento de Christopher, seu pai acaba falecendo e deixando a empresa para sua única neta, Mariana. Dulce por ser a responsável pela menor, acaba tomando as rédeas da situação. Mas, ela não esperava que tudo isso trari...
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Outono de 2023
Mariana
Confesso que aquilo que Pablo tinha dito sobre superação de relacionamento mexeu comigo. Apesar de não sentir o mesmo por ele, nós éramos amigos de infância, e de alguma forma me importava com seus sentimentos.
Isso foi o suficiente para que eu bebesse um pouco a mais do que tinha planejado. Mas tudo bem, isso me ajudou um pouco a esquecer que eu estava me sentindo chateada com toda aquela situação.
Eu não sei em que momento aconteceu, só sei que estava no meio de um monte de gente, dançando com Emília e algumas outras meninas que também eram da nossa escola, e eu até agora não tinha entendido o que elas estavam fazendo ali.
Em algum momento, girei com uma das mãos pra cima, logo abrindo os olhos e vendo Peter ao lado de um colega da faculdade. Ele me encarava vidrado, com os olhos brilhando, me fazendo lembrar da última vez que o vi me admirando daquela forma.
Dei um pequeno sorrisinho e comecei a mexer o quadril de um lado para o outro, passando as mãos pela lateral do meu corpo devagarzinho, sem tirar os olhos dos dele.
Mordi o lábio inferior quando vi seu olhar descer conforme minhas mãos desciam mais pelo corpo, sentindo algo formigar no meio das minhas pernas.
Subi uma das mãos, jogando o cabelo para trás e começando a girar lentamente, sem parar de mexer o quadril de um lado para o outro, sentindo a música completamente.
Fechei os olhos e levantei a mão de novo para cima, jogando a cabeça um pouco para trás.
Escutei uma movimentação atrás de mim, mas não dei bola, apenas continuando com aquela sensação de liberdade que eu estava sentindo naquele momento.
Senti uma mão agarrar meu braço de leve e me puxar para fora. Foram segundos de susto, até eu ver quem estava fazendo aquilo e sorrir, meio boba.
Demos passos largos até um corredor cheio de portas da casa, onde havia outros casais se pegando. Ele parou quase no fim e me grudou na parede, colocando seu braço do lado da minha cabeça, me impedindo de sair. Como se eu tivesse mesmo cogitado algo assim.
— Você não facilita muito essa coisa de ficar escondido. — Ele disse aproximando seu rosto do meu, a ponto de eu sentir sua respiração bater no meu rosto.
— Por que? — Fiz um tom de voz inocente, seguido de um sorrisinho malicioso.
— Você dançando daquele jeito e me olhando. — Ele disse esfregando seu nariz no meu. — Como quer que eu me controle? — Sorri ainda mais.
— Quem disse que quero que você se controle? — Levantei um pouco mais o rosto, o desafiando bem perto de seus lábios.
Seus olhos brilharam antes de ele grudar ainda mais nossos corpos e devorar meus lábios com os seus, me puxando pelo pescoço.