Capítulo 11

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Dulce María

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Dulce María

Tive vontade de rir a cada parte da casa que Alexandra me mostrava. Era tudo profundamente brega e ultrapassado. Porque milionário é assim?

Ainda bem que breguisse não define caráter, pois a mãe de Christopher é a senhora mais incrível que eu já conheci. Além de ser linda, adorou me contar histórias, principalmente de quando os filhos eram crianças. E é claro que fiz questão de escutar todas elas.

O almoço foi leve na presença dos dois, e eu não pude deixar de notar o cuidado que ele tinha com ela. Toda hora lhe fazendo carinho, perguntando se ela estava bem, se estava confortável. Sempre muito preocupado e disposto a ajudá-la quando fosse necessário.

Apesar disso tudo, e de ter sido uma tarde agradável na presença dos dois, os olhos dela não mentiam sobre sua tristeza. Era um fato de que ela tinha uma depressão profunda, e se sentia sozinha grande parte do tempo.

Aliás, em todas as horas que estivemos presentes na casa, Antônio não apareceu. Talvez Christopher tenha razão em não querer estar perto de seu pai, afinal, nem em domingo o homem para em casa.

Era fim de tarde quando voltamos para o condomínio. Fomos conversando sobre o quanto o dia tinha sido agradável e sobre as histórias que a mãe dele havia contado.

— Sério, Chris, muito obrigada por me levar para conhecer sua mãe. Ela é maravilhosa. — Falei enquanto nos aproximávamos da porta da minha casa.

— Eu é que tenho que agradecer você, Dul. Hoje realmente não era um dia bom, e geralmente a gente custa a deixar ela bem e com você ela ficou confortável rápido. — Ele sorriu de leve, de uma forma pensativa. — Às vezes eu me esqueço o quão fácil é conversar com você.

— Fácil? — Falei rindo daquela expressão com a testa franzida. Ele riu.

— Sim, a conversa simplesmente flui. — Ele deu de ombros. — As conversas com você sempre são agradáveis. — Senti minhas bochechas queimarem e eu tinha acabado de ficar corada, com certeza. Eu estava morrendo de vergonha.

— Eu acho que ela só precisava ver alguém novo. — Eu dei de ombros. — Sempre que quiser que eu vá junto, me avisa. Eu gostei de verdade de passar um tempo com ela. — Christopher assentiu e coçou a garganta.

— Dul, eu queria conversar com você sobre ontem. — Senti meu coração acelerar no mesmo segundo em que ele olhou nos meus olhos. Droga!

— Ih, acho que vai ter que ficar pra depois. — Eu disse olhando pro relógio do meu pulso. — Preciso me arrumar pra sair, lembra? — Falei já praticamente correndo pra porta de casa, a abrindo.

— Dul... — Ele disse tentando novamente e eu entrei na casa, segurando a porta e o olhando.

— Nos vemos no karaokê? — Falei com um sorriso no rosto. Ele sorriu de volta.

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