Capítulo 7

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Christopher

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Christopher

Acordei no dia seguinte e a primeira coisa que me dei conta é que Dulce não estava ao meu lado e nem no banheiro, pois a porta estava completamente aberta. Eu ri pelo nariz, fechando meus olhos novamente. Se essa maluquinha não lembra de nada, deve ter acordado no desespero.

Tratei de me levantar logo, já que se passava das 10h da manhã. E quando desci para tomar café, as únicas duas pessoas que encontrei ainda na mesa foram Dulce e Maite. 

— Bom dia, meninas! — Falei olhando diretamente para Dulce, que abaixou a cabeça completamente sem jeito.

— Bom dia, Ucker! — Maite disse com um sorriso no rosto. — Está de ressaca também? Porque a Dul tá na segunda xícara de café já.

— Não, eu não bebi quase nada ontem. — Dei de ombros servindo café na xícara.

— Inclusive, antes de você chegar, perguntei pra Dul como foi que ela chegou em casa. — Dulce tossiu depois de tomar mais um gole de café, e eu sorri de canto.

— Voltou comigo. — Respondi interrompendo as duas. Maite me olhou surpresa de alguma forma.

— Sério? — Dulce perguntou com a testa franzida e foi aí que me dei conta de que ela realmente não se lembrava da noite anterior.

— Achei que ela acabaria voltando com Daniel, mas eu também, não deveria ter te deixado sozinha, amiga. — Maite falou se virando e olhando para Dulce. — Eu me senti indisposta e realmente não consegui ficar.

— Tudo bem, May. Eu que quis ficar mais. — Ela sorriu sem mostrar os dentes e voltou a comer, enquanto tentava ao máximo evitar olhar para mim.

Ela estava envergonhada, eu conseguia sentir isso em seu olhar. Apesar de evitar a todo tempo cruzar seu olhar com o meu, nós nos encaramos, nem que fosse por segundos, o suficiente para eu entender que ela realmente estava confusa sobre a noite anterior e principalmente por ter acordado na minha cama.

Quando terminaram de comer, Maite disse que ia subir para tomar um banho e Dulce se encaminhou para a área externa dos fundos da casa com mais uma xícara de café, me dando a oportunidade de ir falar com ela.

— Quer dizer então que você não se lembra de nada? — Dulce estava de costas e se virou no mesmo instante para me olhar.

— Só tenho alguns flashs, e não consigo distinguir o que é real ou não. — Ela suspirou e cruzou os braços me olhando. — Mas, primeiro queria saber o porquê eu acordei na sua cama e não no quarto de Maite? — Eu ri e cocei a ponta do nariz.

— Como Maite estava indisposta e você não calava a boca, achei melhor deixar você dormir na minha cama. Mas, fica tranquila, que eu não tirei nem uma casquinha de você. — Eu disse me aproximando um pouco mais dela. A mesma suspirando, como se estivesse aliviada. — Foi você que tirou uma casquinha de mim. — Ela me olhou praticamente incrédula.

— Do que você está falando? — Ela franziu a testa e sua feição era de quem estava até mesmo com medo da resposta.

— Você me beijou, Dulce María. — Eu disse tocando o queixo dela. Ela continuou me olhando surpresa, talvez com a própria atitude.

— Você só pode estar mentindo, Christopher Uckermann.

— Não estou, você realmente me beijou e ainda disse que meu beijo era melhor que o de Daniel. — Ela abriu a boca, mas logo fechou, certamente chocada com o que tinha feito bêbada.

— Pois, uma pena, eu não me lembro e você nem sequer tem provas desse momento, portanto, não aconteceu. — Ela disse com um sorriso um tanto debochado no rosto.

— Tudo bem, você não se lembra, mas eu lembro muito bem desses lábios beijando os meus. — Eu disse passando meu dedo nos lábios dela, fazendo com que aquilo me fizesse ter vontade de agarrá-la ali mesmo. — Você me beijou e dormiu comigo, parece que realmente não conseguiu resistir. — Falei tapando a boca dela, mais uma tentativa de evitar beijá-la.

— Não, seu idiota. — Ela disse tirando minha mão da sua boca. — O dormir que eu me referia é que não vou fazer sexo com você, de forma alguma. — Eu ri de forma irônica.

— Isso é o que vamos ver, Dulce María!

— Pois você verá, Christopher Uckermann. — Dulce virou-se de costas e se retirou de onde estávamos, me fazendo sorrir de canto. 

Eu achei que o fato de Dulce não se lembrar de nada, me deixaria chateado, mas eu acabei gostando ainda mais desse momento.

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No fim de tarde, resolvi encontrar meus amigos num clube que tinha ali perto da casa da minha família. Apenas os caras estavam jogando sinuca e colocando conversa fora, e era realmente o que eu estava precisando naquele momento, pois há dias que minhas conversas e pensamentos se voltavam para uma única mulher.

— Vocês acreditam que assim que disse que viria pra cá, Anahí inventou de que iria fazer algo só com as meninas também? — Poncho disse enquanto se concentrava na sua vez de jogar.

— Certamente suas orelhas estão queimando de tanto que ela vai falar de você. — Brinquei com o mesmo, fazendo o restante do pessoal rir também.

— Será que Dulce falaria algo de mim? — Virei meu rosto para prestar atenção no que Daniel estava querendo dizer, pois eu realmente estava interessado. — Saímos pra almoçar hoje e acho que foi bom.

— Você acha? — Christian perguntou com uma sobrancelha erguida.

— Ah, é que não tenho certeza se ela teve a mesma visão que eu sobre esse encontro. — Ele deu de ombros e eu franzi a testa.

— Já estão chamando de encontro? — Falei tentando não parecer incomodado. Ele deu de ombros.

— Acho que sim, mas hoje ela meio que disse não querer se envolver profundamente com ninguém daqui, porque ela mora fora. — Ele parecia um pouco chateado com isso. Confesso que senti uma certa felicidade dentro de mim, mas não quis transparecer.

— Você está querendo mesmo amarrar seu bode nessa morena, cara? — Poncho perguntou e em seguida olhou pra mim, que dei de ombros sem entender o motivo.

— Ela é incrível, se ela quisesse realmente amarrar o bode dela com o meu, eu aceitaria na hora. — Eu ri pelo nariz, mesmo me sentindo um pouco incomodado com aqueles comentários.

— Você é mesmo um bunda mole, Dan. — Falei dando tapinhas no ombros dele. — Está na idade de aproveitar a vida um pouco, já sabe que a menina não quer nada sério com você, vira a página. — Daniel riu e rolou os olhos.

— Prefiro aproveitar o tempo que ela está aqui. — Ele sorriu ainda mais e senti meu sangue ferver, mas me policiei. Que porra era aquela? — Você sabe que ela é demais, Christopher, vocês parecem ser amigos.

— Na verdade, ela é a melhor amiga da minha prima. Conversamos algumas vezes. Nada demais. — Eu dei de ombros e aproveitei minha vez de jogar, tentando desviar daquele assunto.

— Então, por ela não querer nada sério, vocês não vão mais sair juntos? — Christian perguntou e eu errei a tacada na sinuca na hora.

— Vamos, claro. Ela disse isso de não querer nada sério, mas aceitou sair comigo hoje a noite.

Senti um gosto amargo esquisito na boca e tratei de tomar um gole da cerveja que estávamos bebendo. Toda aquela situação estava me incomodando e eu precisava acabar com isso logo.

Presentinho de domingo pra vocês! E aí, acham que a Dulce vai mesmo continuar saindo com o Daniel ou vai se deixar levar pelo sentimento que ela sente pelo Christopher? Besos da Blan ♥

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