Capítulo 1

817 38 14
                                        

Verão de 2000

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Verão de 2000

Dulce María

Sendo sincera, não sei onde que eu estava com a cabeça quando decidi que era uma boa ideia passar as férias com minha melhor amiga de infância. Na verdade, minha cabeça estava cheia de bebida alcoólica quando tomei essa decisão, e é exatamente por isso que estou em Puerto Vallarta, aguardando ela e a família me buscarem no aeroporto.

O dia está nitidamente lindo na rua, com um sol brilhante e um céu azul e cheios de nuvens. Eu posso dizer que havia me esquecido completamente da beleza desse lugar. Acho que a última vez que vim para cá, ainda era uma adolescente rabugenta e insuportável que achava dias bonitos feios de qualquer forma.

Faz anos que não vejo Maite pessoalmente, a última vez que nos vimos estávamos com 16 anos, na cidade do México, que foi quando eu me mudei com meus pais para o Brasil. Confesso que foi um momento bem sofrido, afinal, sempre fomos melhores amigas inseparáveis desde que tínhamos 6 anos de idade. E quando fomos separadas, parecia que estavam arrancando uma parte de mim. Desde então, nossa amizade permaneceu intacta, mas apenas através de ligações e agora, através da internet.

— Dul! — Escutei sua voz e me virei para tentar encontrá-la, vendo-a correndo em minha direção. Ainda a mesma menina de cabelos longos e negros, que não envelheceu nada em 3 anos.

— Mai! — Falei assim que ela chegou e me abraçou fortemente. Senti meu olho lacrimejar, me dando conta de que realmente sentia falta de momentos como esse e que o toque físico faz muita diferença. — Eu estava com saudades!

— Não sabe o quanto eu estava ansiosa por esse momento. — Ela disse se afastando um pouco e me olhando nos olhos. — Nem acredito que você finalmente conseguiu vir passar o verão comigo.

— E nem eu acredito que voltei pro México depois de tanto tempo. — Nós duas sorrimos um pra outra e nos abraçamos mais uma vez. Eu sentia muita falta da presença de Maite, afinal, nunca mais havia encontrado uma amizade assim como a dela na minha vida, dessas que a gente confia de olhos fechados e pode contar com a pessoa em qualquer situação.

Cumprimentei os pais dela e a mesma já engatou o braço de baixo do meu e me puxou para a saída do aeroporto, já me contando algumas coisas sobre a casa de praia da família dela. Óbvio que eu já havia ido algumas vezes, mas, me lembrava muito pouco daquele lugar.

Assim que chegamos, percebi que estava um tanto diferente. Eu lembrava que a casa era marrom, e agora estava toda pintada de branco e muito maior. Será que era desse tamanho mesmo?

Desci minhas malas e Maite me ajudou a levar tudo para o quarto dela. Obviamente dormiríamos no mesmo quarto, isso não era nem uma discussão.

— É minha impressão ou a casa está maior? — Perguntei pra ela enquanto abria minha mala para pegar um chinelo de dedo e uma roupa mais confortável.

No te olvides ✨Histórias para pegar e não largar. Descubra agora