Capítulo 5

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Dulce María

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Dulce María

Minha primeira preocupação na manhã seguinte era estar pronta no horário em que Christopher combinou comigo. Então, acordei no primeiro toque do despertador, tomei banho e me arrumei com uma perfeita assessora de imprensa. Com camisa e saia midsize.

Quando estava na cozinha tomando um rápido café da manhã, me perguntei se ele realmente estaria na minha porta no horário combinado, afinal, ele tinha se atrasado no dia anterior. 

Droga, pegar carona com ele foi uma péssima ideia!

Pois é claro que ele fez eu morder minha língua com vontade, porque escutei a buzina de seu carro 7h30 em ponto. 

Peguei minha bolsa e sai para frente de casa, vendo o mesmo dentro de uma camionete cinza.

Ri pelo nariz e caminhei até a mesma, entrando com o melhor sorriso que eu poderia exigir de mim pela manhã.

— Oi! — Falei colocando o cinto.

— Bom dia! — Ele disse sorrindo. — Surpresa por eu estar no horário? Não achei que você fosse esperar. — Eu dei de ombros e coloquei o cinto.

— Eu estava pensando nisso há segundos atrás. — Ele sorriu, e olhou para frente, trocando a marcha e acelerando o carro.

Observei rapidamente suas roupas. Diferente do dia anterior, ele estava bem arrumado em um terno azul royal. Seu cabelo estava penteado para trás, o que fez seus cachos sumirem por completo. Uma pena, pois eu acho lindo.

— É engraçado ver você de terno. — Falei escorando meu braço na janela, e o observando de canto de olho.

— Pra quem tinha na lembrança apenas um Christopher sem camisa e com roupas de praia. — Ele deu de ombros rindo e eu balancei a cabeça. — Agora posso saber porque você decidiu voltar pro México?

— Meu tempo de estágio na empresa que eu estava lá no Brasil, estava chegando ao fim porque eu tinha me formado, então comecei a procurar emprego. — Dei de ombros, olhando para frente. — A empresa de vocês entrou em contato e eu achei que a oportunidade era muito além do que eu conseguiria por lá agora no início. — Ele franziu a testa.

— Nossa empresa entrou em contato diretamente com você? — Eu assenti. — Você não achou estranho?

— Quando vi você, sim, mas me dei conta de que você não sabia de nada sobre isso. — Ele confirmou com a cabeça, e eu dei de ombros. — Não faço ideia de quem pode ter me indicado. — Christopher ficou pensativo e eu voltei a prestar a atenção pelos lugares em que passávamos. — E você? Eu achei realmente que você fosse desistir dessa maluquice de assumir a empresa do seu pai. — Ele riu pelo nariz sem humor.

— Quem dera eu estar fazendo faculdade de gastronomia e não de administração de empresas. — Ele suspirou profundamente. — Mas esse foi o nosso acordo para que eu pudesse voltar pra casa e ficar perto da minha mãe. — Eu assenti, me lembrando que ele tinha tocado nesse assunto naquela época.

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