Quase 18 anos depois do desaparecimento de Christopher, seu pai acaba falecendo e deixando a empresa para sua única neta, Mariana. Dulce por ser a responsável pela menor, acaba tomando as rédeas da situação. Mas, ela não esperava que tudo isso trari...
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Dulce María
Durante o trajeto até minha casa, Maite e Andrés comentavam sobre as coisas que teriam que fazer no dia seguinte e as compras que precisavam fazer no supermercado. Fiquei admirando-os por um breve tempo, achando a forma que ele a tratava linda demais.
Maite estava radiante e eu não poderia estar mais feliz em vê-la daquela forma. Apesar de termos nos afastado durante os dois últimos anos, sempre desejei que ela estivesse bem e que encontrasse alguém como ela sempre quis, e foi exatamente isso que aconteceu.
— Dul, você não achou que Ucker e Dan ficaram se alfinetando demais a noite toda? — Dei de ombros e sorri sem mostrar os dentes.
— Até onde eu sei, eles não se falam desde o verão. Christopher disse que Dan nos viu naquela noite, e que eles discutiram feio. — Maite assentiu, como se já soubesse daquela informação. — Claro que eu percebi as alfinetadas, mas eles não têm maturidade nenhuma. Parecem dois cachorros disputando pelo osso.
— No caso, o osso é você. — Ela disse e Andrés riu.
— Desculpa. — Ele disse franzindo os lábios. — É que foi engraçado. — Maite riu também e balançou a cabeça. Eu fiz o mesmo.
— Não sei porque, não é claro que não quero nada com nenhum dos dois? — Falei abrindo um pouco dos braços e fazendo sinal de dúvida.
— É, Dul? — Ela com certeza tinha mais dúvida do que eu naquela pergunta. Eu apenas assenti. — Então porque você saiu com o Dan?
— Ah, mesma coisa de antes. — Eu dei de ombros. — Não consegui dizer não. Fora que ele está sendo um querido desde que me viu na Licence.
— Claro, foi ele mesmo que te indicou, Dul. — Maite disse rindo. — Tenho certeza que ele é apaixonado por você desde o verão. — Eu ri pelo nariz.
— Claro que não, já fazem dois anos que aquilo aconteceu. — Maite deu de ombros e eu balancei a cabeça, querendo me livrar logo daquela teoria.
É possível que alguém que não vê a outra pessoa há anos, ainda sinta alguma coisa por ela? Será que não deixei óbvio que nunca quis nada sério com ele?
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Obviamente eu acordei atrasada no dia seguinte. Me arrumei correndo, parecendo uma louca. A minha sorte é que desde a adolescência, eu tenho uma mania insuportável de deixar minha roupa do dia seguinte pronta, tudo para dar tempo de dormir mais.
Me vesti correndo e sai sem sequer comer algo naquela manhã. Eu com certeza iria para a empresa com a barriga roncando, mas não chegaria atrasada nunca!
— Tá com pressa? — Escutei a voz de Christopher enquanto eu trancava a porta de casa.
— Sim, eu acordei muito atrasada. — Falei olhando rápido para ele, que olhou para seu relógio.