Quase 18 anos depois do desaparecimento de Christopher, seu pai acaba falecendo e deixando a empresa para sua única neta, Mariana. Dulce por ser a responsável pela menor, acaba tomando as rédeas da situação. Mas, ela não esperava que tudo isso trari...
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2 semanas depois
Christopher
Me sinto nervoso. Planejei algo incrível para pedir Dulce em namoro, e confesso que não estou me aguentando de ansiedade.
São só 11h da manhã ainda. Olho para o relógio o tempo inteiro na esperança do expediente acabar logo.
Por favor, que acabe num piscar de olhos.
Já quase cavei um buraco no chão do meu escritório de tanto que andei de um lado para outro.
Hoje, quando a trouxe junto comigo para trabalhar, tive que me controlar para não lhe contar sobre a surpresa. Eu sou péssimo guardando segredos. Até mesmo não demonstrar que estamos juntos no escritório é difícil demais pra mim, principalmente quando Dan está por perto.
Pedi para que trouxessem meu almoço aqui mesmo. Eu sabia que se eu inventasse de sair para comer com ela, eu lhe contaria logo sobre meus planos.
Disquei o número de Maite no meu celular. Ela e Andrés são meus maiores cúmplices nessa história.
— Christopher, porque você está me ligando de novo? — Maite disse quase bufando. Eu sabia que eu estava deixando-a irritada.
— É que esqueci de perguntar se vocês vão colocar tudo no meu quintal ou no dela. — Mordi o lábio inferior. Talvez Maite já tivesse respondido essa pergunta, mas eu realmente não lembrava da história.
— O Andrés acha melhor colocarmos no seu, e eu concordo. Dulce vai chegar na casa dela, você a chama para a sua casa. No caso de ela entrar diretamente na sua casa, ela também terá surpresa. Então, realmente não tem erro. — Ela pareceu dar de ombros. — Ah, e também porque assim você vai estar no lugar já, quando ela se aproximar.
— Ótimo, era só isso que eu queria saber. — Falei suspirando, um pouco mais aliviado.
— Aquieta essa bunda numa cadeira, Christopher. Controla essa ansiedade e para de me ligar. — Maite disse sem paciência. — Vai dar tudo certo.
Maite tinha razão. A chance de dar certo era muito maior do que a de dar errado. Nós realmente nos gostávamos, o que nos impediria de ficarmos juntos?
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Coloquei o pé pra fora do escritório assim que o relógio bateu 17h30. Final de expediente e preparado para esse momento.
Meu brilho sumiu assim que ergui os olhos e vi o urubu de Daniel rondando Dulce, certamente a convidando pra sair.
— O que acha de irmos jantar juntos? — Ele falou com um sorriso aberto nos lábios. Dulce sorriu de canto e eu sabia que ela poderia aceitar. Ela poderia sim aceitar.
— Na verdade, Dulce já tem compromisso pra hoje a noite. — Cheguei falando e ambos me olharam com as testas franzidas.
— Ah, é? — Daniel disse com um sorriso idiota no rosto, cruzando os braços. — E qual o compromisso dela?