Quase 18 anos depois do desaparecimento de Christopher, seu pai acaba falecendo e deixando a empresa para sua única neta, Mariana. Dulce por ser a responsável pela menor, acaba tomando as rédeas da situação. Mas, ela não esperava que tudo isso trari...
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Outono de 2023
Peter
Nunca pensei que me sentiria nas nuvens como em filmes e séries que costumava assistir.
Já estive com diversas meninas, mas nenhuma delas nunca me fez sentir o que Mariana me faz sentir. É como se toda a vez que a tocasse, beijasse e olhasse em seus olhos me sentisse completo.
Eu sempre me sentia bem perto dela. Nós sempre nos demos bem, passávamos tempo juntos, fazendo companhia um para o outro, mas dessa forma... Eu não sabia explicar o quanto era incrível ter ela pra mim.
Passamos praticamente o dia todo juntos, conversando e trocando carícias. Ela sorria a todo momento, com seus dedos entrelaçados aos meus, me fazendo um carinho e puxando qualquer tipo de assunto.
Me sinto chateado de não poder ter visto ou sentido essas coisas antes. Chateado comigo mesmo por não ter percebido o que ela sentia, mas ao mesmo tempo, sei que as coisas devem acontecer com um tempo certo. E esse é nosso momento.
Depois de organizar minhas coisas da faculdade, tratei de ir me arrumar para poder ir com ela na festa de um dos meus colegas. No início ela ficou um pouco receosa, mas acabou aceitando quando disse que ela podia chamar a Lila para ir junto.
Bati na porta do seu quarto e a mesma abriu com um vestido preto de mangas longas e detalhes em prata. Seus cabelos tinham ondas e sua boca estava completamente vermelha de batom, me deixando com ainda mais vontade de beijá-la.
— Esse batom vermelho é sacanagem! — Falei resmungando e tocando na cintura dela. Mariana riu.
— Deixa de ser idiota. — Beijei sua testa e a olhei.
— Você está linda, petisa! — Percebi um brilho passar pelos seus olhos e senti meu coração acelerar dentro do peito.
— Obrigada, Pe. — Ela saiu e fechou a porta do quarto, me dando a mão enquanto caminhávamos em direção a escada. — Pablo vai estar? — A pergunta saiu receosa e percebi que ela mordeu o lábio. Com certeza estava preocupada.
— Sim, é bem provável. — Dei de ombros. — Ele sempre saí, principalmente quando está chateado. Você sabe. — Ela assentiu e suspirou. — Fique tranquila, petisa. É só nos tratarmos como normalmente faríamos que ele nem vai se dar conta.
— Verdade. — Ela deu de ombros.
— Você pretende contar para Lila? — Falei pegando na mão dela enquanto descíamos as escadas.
— Até poderia dizer que não, mas ela vai saber no momento em que nos ver. — Ela disse rindo. — Emília me conhece de cabeça pra baixo.
— Você tem razão. — Eu sorri ficando de frente para ela quando chegamos na sala de estar. — Agora me dê um beijo antes de sairmos, porque sei que lá não vou poder beijar essa boquinha vermelha. — Ela riu e se aproximou mais.