Pov' Meredith.
Eu sabia que Andrew queria, mas não tentaria transar comigo por se sentir culpado por ter cancelado. Eu fiquei com raiva, mas, na verdade, queria o mesmo que ele. Não foi um jantar de luxo, não foi como eu queria, mas a companhia dele era boa, independente do lugar. E eu sabia que ele tentaria compensar em outra ocasião, e eu não o puniria ou me puniria, até porque eu também perderia, e preferia que ele me quisesse muito, que desejasse e me tivesse.
– Para o castelo?
– Você decide – continuei fazendo carinho na barba dele, era uma sensação boa, fazia cócegas na mão. Ajeitei minha outra mão em seu rosto e o beijei suave.
– Melhor sairmos daqui – ele falou depois do beijo.
– Sim – concordei, me ajeitando. Andrew voltou a fechar o carro.
– Seu cabelo está lindo, não quero bagunçar... Agora – ele mostrou um meio sorriso sacana.
– Para onde vamos?
– Castelo.
Andrew manobrou o carro e seguiu em direção ao castelo. Olhei no painel e já passava das onze da noite.
– Deveria avisar que não vai voltar pra casa hoje – ele anunciou.
– Não vou?
– Não vou levar você pra casa de madrugada... Nem te colocar em um táxi.
– Tá bom então – peguei meu celular e digitei uma mensagem para Lexie, depois uma para Alex. Eu sabia que ele apareceria em casa pela manhã – Pronto.
– Ótimo.
– Você é estranho às vezes.
– Estranho?
– O lance da comida, e não querer me deixar entrar em um táxi. Eu não me importaria.
– Posso não amar você, mas a respeito, e me importo com seu bem-estar... Só isso.
– Obrigada – me estiquei e beijei o rosto dele – Você é um estranho legal.
– Obrigado, eu acho.
;)
Entramos outra vez pelos fundos do hotel, seguindo pela garagem particular de Andrew. Quando alcançamos o último lance de escadas, virei para olhá-lo, mostrei um sorriso de boa menina. Ele sorriu de volta. Quando chegamos à porta, o esperei abrir e entrei sem nenhuma cerimônia.
– Quer beber algo?
– Talvez depois... Agora quero conhecer sua hidromassagem, acredito que a deixou preparada.
– Sim, a intenção era te trazer depois do jantar.
– Olha que sorte, estou aqui – abri o zíper do moletom e mostrei que estava sem mais nada por baixo. Tirei minha bermuda e fiquei parada, esperando ele decidir o que faria.
– Puta que pariu, você é muito linda – Andrew atravessou a sala em quatro passos largos e me agarrou pela cintura, me tirando do chão. Abracei sua cintura com minhas pernas, soltando ao mesmo tempo uma risada de surpresa.
Acariciei os cabelos dele, subindo por sua nuca e voltando. Saímos para o terraço e Andrew me sentou na borda da hidro. Olhei para ele e o ajudei a tirar o terno, depois abri sua camisa, admirei seu tórax, passei minhas mãos por ele e beijei seu peito. Ouvi o arfar que Andrew soltou quando sentiu meu toque.
Continuei beijando seu peito, subindo com delicadeza. Andrew estava parado, só se ouvia sua respiração forte. Passei minhas mãos por seus braços e voltei a subir por sua nuca. Quando ele curvou mais seu corpo em minha direção, uni nossos lábios. Aquele foi um beijo lento, mas ainda era excitante, ainda era uma provocação.
