58. o convite.

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Pov' Carina.

Ligação on.

- Carina? Oi, tudo bem? - ouvi a voz surpresa de Maya.

- sim... Eu... - caramba, quantos anos eu tenho? Já era uma mulher, e estava nervosa para convidar uma mulher para sair?

Tudo bem que fazia quinze anos desde a última vez que chamei alguém para sair, até mais, foi antes de Eduardo, e essa "pessoa" sendo outra mulher aconteceu apenas duas vezes, e eum uma delas levei um fora.

- você? Você está bem?

- ótima, quero saber se quer sair comigo hoje.

- hoje?

- ou outro dia - voltei a ficar nervosa.

- hoje é perfeito, Antony vai para casa de um amigo.

- legal...

- e onde vamos? - dava para ouvir a diversão na voz dela.

- eu não pensei sobre isso - confessei - só peguei o celular e liguei.

- claro, fico feliz por isso... Jantar e depois podemos ver.

- vou confessar uma coisa, e você não pode rir - pedi sem jeito.

- não faria isso.

- eu nunca fui boa nisso, e tô enferrujada... Então estou mais nervosa do que naquela tarde a vinte anos.

- nunca riria disso, mas obrigada por falar ... Então posso te buscar?

- as sete? - sugeri.

- as sete.

- estou na casa do Andrew - falei.

- as sete na casa do Andrew... Estou ansiosa por isso.

- estou nervosa - falei soltando uma risada que deixava nítido meu nervosismo.

- pode ficar tranquila ... Eu compenso sua inexperiência - ela prometeu em um tom sério e um tanto provocante, aquilo poderia significar tantas coisas que fiquei ainda mais nervosa.

- isso não me deixou mais tranquila, mas tudo bem, te vejo as sete.

- as sete.

Ligação off.

- Meredith - chamei alto antes mesmo de sair do quarto - Meredith? - agora chamei em desespero - Meredith.

Quando abri a porta vi quatro pares de olhos, os quatro estavam preocupados, estaria rindo se não estivesse em despero.

- só chamei a Meredith - anunciei.

- como se estivesse morrendo - Andrew falou.

- tô viva, e quero só ela - fui perto de Meredith e a puxei para meu quarto.

- Carina, calma... O que foi?

- eu te devolvo depois - falei para meu irmão, a fiz entrar no quarto e fechei a porta.

- meu Deus, quem tá morrendo?

- sabe a última vez que tive um encontro? - perguntei apavorada.

- não sei. Com Eduardo?

- exatamente... O que eu vou fazer?

Olhei para a garota que me encarava como se duvidasse da minha sanidade mental.

- primeiro explicar o motivo do despero, de preferência do começo - ela pediu fazendo uma careta.

- eu chamei Maya para sair.

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